segunda-feira, junho 15, 2009

Pai

Repetido cem, mil, milhares de vezes. É a palavra que não me sai da cabeça. Porque o meu pai está gravemente doente, provavelmente nos últimos dias da sua existência terrena. E não importa saber que esta é uma morte anunciada e há muito adiada. Custa na mesma, porque ele é o meu pai - o homem que me deu a vida, que me embalou nos braços, que me contou histórias para dormir, que pescava peixinhos na praia comigo, que se orgulhava das minhas notas e dos meus sucessos, com quem era difícil conviver, mas que eu amo, muito, sempre, com todas as fibras do meu coração de filha. Nunca se é suficientemente crescido para se estar preparado para perder um pai, ou para o ver numa cama de hospital, ligado a máquinas, entubado... Tudo deixa de fazer sentido, de ter importância, e se reduz àquele ser tão frágil que me é tão querido...

4 comentários:

NS disse...

Sem palavras, um grande abraço.

Jorge Mourinha disse...

Um beijo muito grande. Quando precisares, estou aqui.

Noite disse...

Um beijo, querida... força!

Zu disse...

Obrigada, amigos! Sabem bem os vossos abraços e beijos. Para já, tudo se mantém na mesma.