quinta-feira, julho 29, 2010

Critérios

Se a vontade de ajudar, de resolver problemas criados por outras escolas, de compreender, apoiar e ser prestáveis forem critérios para avaliação do modo de funcionamento de uma escola secundária, a minha filha vai, sem dúvida, para a melhor de todas.

terça-feira, julho 27, 2010

40 anos

Lembro-me. Não do dia da morte de Salazar, mas do do seu enterro. Recordo perfeitamente o calor que estava, e eu nas escadas das traseiras, com a minha irmã, em conversa com os vizinhos do lado. "Já sabes que o Salazar morreu?", perguntava um deles. E nós, do lado de cá, a dizer que sim. Passado pouco tempo, a família do lado partiu para África, Angola ou Moçambique, já não sei. Por lá morreram os pais, a seguir ao 25 de Abril, assassinados com crueldade na presença dos filhos. O mais velho - o garoto que perguntava se sabíamos a grande novidade - voltou muitos anos mais tarde, a fazer o reconhecimento do local onde tinha vivido em criança. 
Aconteceu há 40 anos, quando eu tinha 4 anos e meio, e lembro-me. Ai, tempo...

segunda-feira, julho 26, 2010

Inferno

Decididamente, eu tenho de ser muito boazinha nesta vida para merecer, um dia, ir para o Céu. Num inferno de caldeirões ferventes e calor intenso não aguento.

quinta-feira, julho 22, 2010

Porque tenho saudades tuas

Detesto estar tanto tempo longe de ti. Sei que por vezes tem de ser, sei que a vida não é só abraços e beijos - mas odeio estar vários dias longe de ti. Porque contigo é que sou eu, inteira, plena. Porque a minha casa são os teus braços, como a tua são os meus. Por muito que isto pareça lamechice, fazes-me falta todos os dias. E assim é desde que apareceste e que passou a haver uma nova vida, não apenas minha nem apenas tua, mas nossa. Que eu quero viver, sempre, contigo ao lado; de mão dada, como gostamos tanto de estar.


sexta-feira, julho 16, 2010

A Tia Preta

Mais uma história que, não fosse o sítio onde estava quando a li, teria feito com que as lágrimas rolassem pela minha cara abaixo; assim, cairam para dentro, inundaram-me o coração. 
É uma história linda, a da Tia Preta, em cuja casa as crianças de Chelas encontram o amor, a comida, o colo e a compreensão de que necessitam. Mas é uma história triste também: uma mulher destas merecia toda a saúde do mundo, para continuar a ser o verdadeiro anjo da guarda que é - não a tem, antes se debateu durante anos com um cancro da mama para, agora, dada como curada desse mal, descobrir um tumor maligno inoperável na cabeça. 
Para conhecer melhor esta fantástica mulher e saber como se pode ajudá-la, a ela e aos miúdos carenciados que ela enche de amor, leiam o Cocó na Fralda.