Uma violeta branca abriu. Com a minha falta de jeito inata para tratar de plantas, fico sempre feliz quando vejo uma das minhas muito queridas violetas encher-se de flores. A primeira abriu, branca e perfeita. Espero que se sigam muitas outras, a alegrar a minha cozinha.
quinta-feira, abril 22, 2010
domingo, abril 11, 2010
Felicidade
De vez em quando, aparece como uma evidência. Quando estamos todos juntos, sentados no mesmo sofá, ou deitados na mesma cama, braços e pernas misturados, tu abraçado a mim, ela também, o cão saltitando pelo meio de nós, risos, conversas, mimos, beijos. Isto é felicidade, tão azul como o azul do céu de hoje.
Não interessa se há cansaços, doenças, trabalho a mais, viagens em demasia., um dia-a-dia pesado e cansativo. Porque há os risos, os abraços, os beijos, as cumplicidades, e até mesmo o cão aos pulos. Porque há NÓS. Eu, tu, ela, e os laços que nos ligam.
sexta-feira, abril 02, 2010
Sexta-feira santa
E eu em penitência, trabalhando todo o dia. Sonhando com as águas tépidas de mares tropicais - pus uma foto do mar das Maldivas no desktop, para matar saudades; só falta o som tranquilo das pequenas ondas a bater na areia para imaginar que bem estaria lá, agora... Ou em qualquer outro lado, que não enfiada no escritório a queimar neurónios com coisas de tempos que já lá vão e que, na verdade, não interessam a ninguém nem tornam ninguém mais feliz.
Onde quer que fosse, queria era estar sem preocupações de trabalho; sem ter de pensar no que vem a seguir, que não é pouco. Por isso, antes penitenciar-me, em sexta-feira santa, para levar a bom termo mais uma corveia. A preguiça na praia virá a seguir - embora me pareça ainda tão longínqua... Quando precisar de fazer mais uma pausa, em lugar de escrever posts, vou é ver prospectos de agências de viagens a pensar nas férias de Verão.
sexta-feira, março 19, 2010
Dia do Pai
O primeiro sem ti. Mais um que comemoro lembrando-te de ti quando eu era pequena, e calando as saudades desse tempo e de um outro que nos foi roubado, a ambos.
quinta-feira, março 11, 2010
Vamos?
Meu amor,
Não interessam PECs, crises, Sócrates. Não interessam pessimismos. Não interessa que estejamos ambos cansados e cheios de trabalho até às orelhas. Que os ombros doam ou os rins se façam sentir. Este fim-de-semana, finalmente, a previsão do tempo é de sol. Vamos ver o mar?
quinta-feira, março 04, 2010
Suicídio aos 12 anos
Mais que qualquer escandaleira política, mais que qualquer crise económica, o que me impressiona mesmo nas notícias, desde ontem, é a morte de um garoto de 12 anos que se atirou ao rio para não ser mais alvo de maus-tratos por parte de colegas da escola. Como se chega aqui? Como se desiste de viver aos 12 anos, como é que a morte parece preferível à vida a um garoto desta idade? E como é que não se deu conta da infelicidade tão profunda que ele sentia, do seu desespero, e se deixou acontecer uma tragédia destas?
domingo, fevereiro 28, 2010
Essa miúda
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente p´ra ti...
Que o sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente p´ra ti...
Um pedaço de uma música linda de Jorge Palma, a pensar numa miúda (muito, muito miudinha) que já é uma feiticeira e faz nascer o sol nos corações de quem a ama.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Eu hoje estou assim
De pupilas dilatadas. Não consigo ver nem ler nada de jeito. Estou frustrada. Detesto este exame aos olhos.
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Se eu pudesse...
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro
(há que tempos não lia este poema; e como eu gosto dele, e me consolou em momentos tristes...)
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro
(há que tempos não lia este poema; e como eu gosto dele, e me consolou em momentos tristes...)
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Vale a pena ouvir
J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.
Encontrei este video no Bicho Carpinteiro. Vale a pena ouvir o discurso da J. K. Rowlings, e pensar sobre a importância de falharmos. Ou melhor, sobre o que o falhanço ou a adversidade nos podem ensinar, se tivermos unhas para os aguentar e ultrapassar.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
15 anos
Há, para mim como creio que para todos os pais, uma Era A.F. e uma Era D.F.: Antes dos Filhos e Depois dos Filhos. A minha Era D.F. começou, oficialmente, há 15 anos, não contando com os 9 meses de gravidez que conduziram ao nascimento da minha filha. A Era A.F. parece que nunca existiu. A Era D.F. nunca terá fim.
15 anos. O tempo passa, ela cresce, o meu amor cresce com ela. Parabéns, filha querida.
Invictus
Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.
In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.
Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
William Ernest Henley (1849–1903)
quarta-feira, janeiro 27, 2010
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Noutros lados, a terra treme
E chove
Chove, chove, chove... Pela janela, vejo o tracejado dos pingos de chuva que cai sem parar há horas. É o tempo em que me sabe bem estar em casa, de manta nas pernas e a beber uma fumegante chávena de chá.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Olha, já passaram 11 dias do Ano Novo e não escrevi nada aqui!
E agora só escrevo para dizer que está um frio do caraças!
quinta-feira, dezembro 24, 2009
segunda-feira, dezembro 21, 2009
Capicua
Começa hoje mais um Inverno. Começa mais um ano da minha vida. Somam-se uns aos outros, como a cada Inverno sucede uma nova Primavera, a que se segue um novo Verão, e depois um Outono, e depois mais um Inverno e, com ele, mais um ano meu se cumpre. É inevitável.
Não tem grande graça envelhecer, ver rugas na cara e cabelos brancos. Mas é assim a vida, não há nada a fazer. O melhor, mesmo, é vivê-la. Venham mais 44, que cá estou pronta para eles!
Não tem grande graça envelhecer, ver rugas na cara e cabelos brancos. Mas é assim a vida, não há nada a fazer. O melhor, mesmo, é vivê-la. Venham mais 44, que cá estou pronta para eles!
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Tanto cansaço
Esta deve ser uma das minhas horas predilectas para escrever. Cheia de sono, absolutamente cansada depois de um longo dia de trabalho, com viagens pelo meio e muitas coisas para fazer. Cheia de sono, cansada, mas ao mesmo tempo ainda desperta e a precisar de esvaziar a cabeça do quanto houve (e há) a fazer.
As horas nocturnas são horas de paz. Já ninguém telefona, já ninguém chama, já não há tarefas domésticas à espera de serem feitas. De volta a casa, gosto de me sentir confortável no meu lar, sentir o seu calor, deixar-me penetrar pela sua atmosfera familiar, ouvindo música calma, no meu canto.
As horas nocturnas são horas de paz. Já ninguém telefona, já ninguém chama, já não há tarefas domésticas à espera de serem feitas. De volta a casa, gosto de me sentir confortável no meu lar, sentir o seu calor, deixar-me penetrar pela sua atmosfera familiar, ouvindo música calma, no meu canto.
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