Primeiro, assinalávamos os dias 5. Depois, os 15 juntaram-se, um ano mais tarde os 25. Agora poderíamos acrescentar-lhes os 20. Mas, afinal, todos os dias são de assinalar e comemorar. Porque todos eles são dias em que estamos juntos - mesmo que não ao pé um do outro, mas sempre de mãos dadas, meu amor.
quarta-feira, julho 24, 2013
sexta-feira, maio 31, 2013
terça-feira, maio 28, 2013
Post scriptum
Para grelhar do outro lado, obviamente, use-se o mesmo sistema. Mas com um pouco mais de cuidado, de preferência.
Note-se que as douradas ficaram óptimas. Mesmo no ponto.
Note-se que as douradas ficaram óptimas. Mesmo no ponto.
segunda-feira, maio 27, 2013
Dica da semana
Como saber, ao grelhar douradas, que estão no ponto certo para serem viradas?
Ponha-as a grelhar e aproveite para ir ao computador tirar a ficha da tomada, porque a bateria já está carregada. Distraia-se e comece a pôr a leitura de blogs em dia. Quando começar a sentir um cheiro intenso, corra logo para a cozinha e vire o peixe.
quarta-feira, abril 03, 2013
Pensamentos a desoras
No final de uma reunião, pergunto-me: ainda terei alguma coisa a ver com isto? E à ideia vem-me a música "mudar de vida, trálálá..." como algo que cada vez mais, por motivos variados, me atrai.
Podia-me dar para tais ideias em momentos menos críticos, no pleno sentido da palavra..."
Podia-me dar para tais ideias em momentos menos críticos, no pleno sentido da palavra..."
sexta-feira, fevereiro 01, 2013
18
18 anos de ti. Parabéns, filha querida!
Lembra-te: só o céu é o limite, as oportunidades criam-se, os sonhos são para concretizar e indicar-nos o caminho, e aquilo em que acreditamos é para ser seguido com coragem e determinação. Rumo ao azul, naturalmente.
Lembra-te: só o céu é o limite, as oportunidades criam-se, os sonhos são para concretizar e indicar-nos o caminho, e aquilo em que acreditamos é para ser seguido com coragem e determinação. Rumo ao azul, naturalmente.
quarta-feira, janeiro 09, 2013
Sementes
Quem semeia ventos, colhe tempestades, diz o ditado popular, e muito bem. O inverso, felizmente, é também verdadeiro, e as boas sementes, as semeadas com muito carinho, amor, atenção, dão colheitas lindas. O meu coração hoje está quentinho e rejubila pela doçura dos frutos colhidos.
(Há sempre algo bom num dia mau, não haja dúvida).
domingo, janeiro 06, 2013
2013
E um novo ano já começou. Que se anuncia carregado de nuvens negras, mas pode ser um ano muito bom, assim o façamos nós ser - não na economia do país ou cá de casa, que não depende propriamente de cada um de nós, mas em tudo o resto que faz a vida e pelo qual em grande medida os responsáveis somos nós próprios. Para o novo ano peço saúde, muita, mais; essa é essencial. Peço força, coragem, capacidade para enfrentar os desafios que nele se vão colocar (e não vão ser poucos). E alegria, muita, assim como muitos abraços, muitos mimos, e as mãos sempre dadas com os meus amores e quantos me são queridos.
Um feliz 2013 para todos os que ainda por aqui passam. Um ano azul, da cor do céu, brilhante e luminoso.
terça-feira, dezembro 25, 2012
Feliz Natal!
E Natal é, antes demais, isto: o Menino nascido em Belém, cuja vinda ao mundo a cristandade comemora.
Stefan Lochner, séc. XV
segunda-feira, dezembro 17, 2012
Amor
Há um filme que quero muito ver, mas tenho medo de ir ver. Porque tenho medo da velhice, não pelas rugas nem pelos cabelos brancos, mas pela perda de capacidades a que já assisti e que queria recusar para mim e para os meus, os que são agora meus, que aos outros, que já foram (e o são e serão sempre, no mais profundo de mim), não pude impedir que as perdessem, ao ponto de se tornarem quase irreconhecíveis. Recuso tudo isto para mim e para os meus. Sei que não o posso impedir, nem neles, nem em mim. Quero ver, mas tenho medo.
Quando vemos documentários sobre a vida selvagem, comentamos e percebemos que a natureza é cruel. Esquecemo-nos, porém, que fazemos parte da natureza também, e que não é por sermos racionais que ela deixa de ser cruel na mesma. Se calhar ainda o é mais, ou a crueldade ainda mais transparece, porque podemos indagar sobre ela, questioná-la - mas não fugir-lhe.
quarta-feira, dezembro 12, 2012
13 anos
Sem ti. Saudades? Todos os dias - do teu sorriso, do teu colo, até da tua tosse seca que me permitia saber que eras tu a subir as escadas. Estás sempre comigo, minha querida, e não é só no coração e nas recordações. Estás bem viva nos olhos e no sorriso de alguém que partilha contigo o nome.
terça-feira, dezembro 11, 2012
Kafka
Ao vivo e a cores. Numa junta médica perto de si. As instalações pertenceram a um hospital psiquiátrico. Combina. Também se lhe pode chamar Portugal no seu melhor. Se houvesse uma embaixada de um país civilizado ali ao pé, acho que tinha ido pedir asílio por razões de preservação de saúde mental.
domingo, novembro 25, 2012
90
90 anos seria hoje a tua idade. Hoje seria dia de festa, com prendas e salvas de palmas, com risos, beijos e abraços. Os teus netos contigo, tu feliz. Se estivesses vivo, se estivesses bom. Não me esqueço do dia, nunca. Muito menos de ti, do calor das tuas mãos a aquecer as minhas, das histórias lidas antes de dormir, do beijo que nos davas antes de ires para a cama. Procuro esquecer os anos maus, a incapacidade, tudo o que doeu num final de vida demasiado prolongado e doloroso. Recordo os tempos bons, o teu sorriso. Tu com a tua neta ao colo, tão feliz. É assim que te quero lembrar sempre, Pai querido, tão querido, e tão guardado no meu coração.
sexta-feira, novembro 16, 2012
Masoquismo
Em dias de neura, como hoje, não é boa ideia ver / ler certas coisas. Parecem inócuas, mas não são. E eu, que já o sei (ou devia saber), devia ter juízo e não ser masoquista. Porque cicatrizes escondidas, já saradas mas visíveis, podem fazer-se sentir com uma força surpreendente. Alguma vez deixarão de doer?
Cansada do meu país
Cansada da crise, do mau governo, da falta de luz ao fundo de um túnel cujas dimensões ainda ignoramos. Cansada de muita coisa, a começar pela comunicação social.
O barulho que se fez em torno da visita de Angela Merkel. As cartas indignadas pela sua vinda a Portugal. Os comentários, os comentadores, as reportagens, as análises políticas ou que o pretendem ser. Os directos. E informação a sério, onde está ela? O que trouxe afinal a vinda a Portugal da chanceler alemã? Não dei conta que a imprensa, a tv dessem disso conta. Leio, em alguns blogs, que foi ocasião de negócios que, sendo importantes para a Alemanha, não o são menos para Portugal. Fala-se de investimentos alemães assegurados. Mas alguma coisa disto é efectivamente noticiado?
A informação é sempre pela rama, sempre em busca do chocante, do imediato, do sensacionalista. É também disto, é em grande medida disto, que estou cansada.
segunda-feira, novembro 05, 2012
7 anos
Faz hoje 7 anos começou algo pelo qual não esperava. Algo contra o qual me armei. Tu desarmaste-me. Lembro-me de me teres ido levar a casa e eu olhar para o teu perfil enquanto conduzias e perguntar a mim mesma se haveria alguma hipótese de seres o "tal". Eras. És.
Obrigada por 7 anos de brilho nos olhos. Venham mais 7, 14, 21, a vida inteira. De mãos dadas.
segunda-feira, outubro 29, 2012
Se eu pudesse...
quinta-feira, outubro 18, 2012
terça-feira, setembro 18, 2012
Mahler, 5ª Sinfonia, Adagietto
Durante os meus anos terríveis, os anos do meu "terramoto" pessoal, esta música fez-se ouvir vezes sem conta cá em casa. Fazendo-me chorar, dando-me paz, apaziguando mágoas, deixando-me libertar sentimentos conturbados. Findos esses anos, raramente a ouvi, ou fui capaz de pôr a tocar o CD onde se encontra: tinha demasiadas memórias dolorosas associadas. Regressei a ela outro dia e descobri que a música pode evocar essas memórias, mas já não as faz doer. Já a consigo ouvir como aquilo que é: uma música bela e doce, melancólica, triste mesmo, mas de uma imensa grandeza apaziguadora. Qual mão suave a acariciar-nos em momentos difíceis. Se a ouvisse num concerto, não sei se não ficaria lavada em lágrimas - se não me lavaria a alma.
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