segunda-feira, outubro 29, 2012
Se eu pudesse...
quinta-feira, outubro 18, 2012
terça-feira, setembro 18, 2012
Mahler, 5ª Sinfonia, Adagietto
Durante os meus anos terríveis, os anos do meu "terramoto" pessoal, esta música fez-se ouvir vezes sem conta cá em casa. Fazendo-me chorar, dando-me paz, apaziguando mágoas, deixando-me libertar sentimentos conturbados. Findos esses anos, raramente a ouvi, ou fui capaz de pôr a tocar o CD onde se encontra: tinha demasiadas memórias dolorosas associadas. Regressei a ela outro dia e descobri que a música pode evocar essas memórias, mas já não as faz doer. Já a consigo ouvir como aquilo que é: uma música bela e doce, melancólica, triste mesmo, mas de uma imensa grandeza apaziguadora. Qual mão suave a acariciar-nos em momentos difíceis. Se a ouvisse num concerto, não sei se não ficaria lavada em lágrimas - se não me lavaria a alma.
sábado, agosto 25, 2012
5
Quando comecei o meu blog, recuperava de uma dura separação e, desencantada além de desconsolada, não pensava em voltar a casar, mesmo se acontecesse, por um milagre em que queria acreditar, mas não tinha grande fé, encontrar o "tal".
Um dia ele apareceu. Um dia ele passou sobre todos os meus medos e ajudou-me a ultrapassá-los, qual corrida de obstáculos que ele afastou da minha frente. Um dia ele fez-me sentir que era o meu porto de abrigo; e eu fi-lo sentir que era o dele. O meu lar, o meu aconchego passou a ser nos braços dele, como os dele nos meus. E um dia o seu amor fez derrubar mais um medo e decidimos casar.
Foi há 5 anos. 5 anos de nós casados, felizes, em harmonia, em paz. Não 5 anos sem dores nem sobressaltos, sem momentos cinzentos ou negros até - foram anos de vida, não anos de sonho. Mas anos em que sempre, como substracto de tudo o resto, como rede de segurança, como teia sobre a qual se tece a vida, tem estado presente esse amor, sempre mais forte. Que eu espero nos acompanhe todo o resto da nossa vida, passada de mãos dadas, juntos, como queremos e gostamos, meu amor.
(A foto é da água em que hoje vogámos, juntos, mais a nossa miúda, parte integrante das nossas vidas, do nosso amor. Água ora iluminada pelo sol, ora com sombras; ora calma, ora ondulando ao sabor do vento e das marés. Como a vida, no nosso caminho para o Azul.)
sábado, junho 02, 2012
Quá quá!
No lago do jardim, uma família de patos instalou-se. Só de vez em quando os vejo, dois patos de cabeça verde, uma pata castanha. Hoje vi, além deles, uma ninhada de patinhos - lindos!!! Uns na borda, todos juntos, enovelados uns nos outros; outros, mais atrevidos, a nadar - e a que velocidade!
Espero que se mantenham ali, naquele lago abrigado, onde poucas pessoas os podem incomodar e algumas lhes vão dando pedacinhos de pão. Quero ver crescer aqueles patinhos. Quá quá!
sábado, maio 26, 2012
Olha...
... este blog ainda existe, mesmo cheio de teias de aranha! Não sei por que é que o conservo aberto. A vontade de escrever aqui desapareceu há muito. Não ando a precisar de sacos de boxe.
Aproveito para deixar umas doutas reflexões sobre o festival da Eurovisão que está a dar. Felizmente, não ouvi senão as músicas finais - ficaria por certo traumatizada, pelo que a amostra ouvida mostrou.
Lembro-me dos meus tempos de adolescente, quando o festival não se perdia, quando sabia de cor uma série de músicas a concurso, quando havia músicas giras de que ainda agora me lembro. Ainda me lembro dos Abba e do êxito que foi "Waterloo".
Fui eu que mudei ou foi o festival? E a gente nova liga a isto? A avaliar por quem cá tenho em casa, não liga a mínima. Isto é tão, tão piroso...
sábado, março 31, 2012
Prenda
Quando me quiserem dar uma prenda de que eu goste mesmo muito, mandem imprimir a fotografia que tenho no meu desktop e coloquem-na numa moldura bonita. É tão linda, que todas as vezes que ligo o computador fico a olhar e derreto-me de carinho. Tirada, creio, com a webcam, é das fotos mais recentes da minha filha aquela de que mais gosto, talvez por nela estar tão natural, tão ela própria, tão transparente, até, com o seu ar concentrado e algo sonhador.
sexta-feira, março 09, 2012
Quase sempre que aqui escrevo estou cansada, exausta mesmo. Parece que é o cansaço que me faz ter necessidade de escrever no meu velho "saco de boxe". O cansaço, o desalento, o desencanto. Andar um assim ainda vá que não vá, agora os dois? Quem puxa quem, desta forma? Temos de combinar para nos esgotarmos em dias desencontrados - ao menos um estará bem para consolar e dar forças ao outro. Obviamente, o cansaço, o desalento e o desencanto nada têm a ver com a vida familiar. É a outra, a do trabalho, que nos deixa de rastos. A um e ao outro. Por razões muito diferentes que, na volta, acabam por ser quase iguais. E passam pela existência de demasiadas cabras e cabrões nos nossos trabalhos. Se ao menos servissem para dar bom leite para queijos, boa carne para assados e chanfana...
segunda-feira, março 05, 2012
Da cumplicidade
Se este blog fosse o que um dia já foi, falaria muito de cumplicidade. Da delícia das meias palavras entendidas, do gesto meio feito que o outro acaba. Do alívio de se saber entendido, também.
Também falaria de outras coisas, menos agradáveis - mas agora, depois destes telefonemas, a cumplicidade é que me deixa este sorriso na cara.
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Chegada a casa em countdown
Durante dois dias o cansaço vai-se acumulando, devagarinho, quase sem dar por ela. Começo a notá-lo quando se inicia a contagem decrescente para voltar para casa. À medida que diminui a distância, cresce o cansaço. Ao chegar a casa, cai-me todo em cima - apesar de ser o momento em que volto a estar, verdadeiramente, feliz.
sábado, fevereiro 18, 2012
Filha adolescente
Ser mãe de uma adolescente tem os seus lados menos bons, que toda a gente refere; mas tem outros absolutamente deliciosos. Como hoje, na estreia dela num concerto sinfónico, a descobrir novos compositores e novas músicas, e a ver a sua cara maravilhada e a sentir a sua mão a agarrar a minha com todo o entusiasmo.
Dia dos Namorados
Passado numas urgências de hospital. Tu comigo, tu a tratares de mim. Se fosses tu, seria eu a estar contigo e a cuidar de ti. Não precisamos de um 14 de Fevereiro para nada - temos todos os 365 dias do ano para namorar. Este ano, são até 366.
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
17 ans
17 ans
Une femme une enfant
Qui ne sait rien encore
Et découvre son corps
Que le soleil enivre
Et que la nuit délivre
17 ans
Un sourire innocent
Et le regard docile
Sous un rideau de cils
Mais une faim de loup
Et une soif de tout
17 ans
Des seins de satin blanc
Semblent narguer le vent
De leur charme insolent
17 ans
Et prendre encore le temps
Le temps de refuser
Le monde organisé
Et faire à l'heure présente
Un aujourd'hui qui chante
17 ans
Et vivre à chaque instant
Ses caprices d'enfant
Ses désirs exigeants
17 ans
J'étais adolescent
Et je le suis encore
En découvrant ton corps
Comme un fruit éclaté
Comme un cri révolté
17 ans déjà
17 ans tu n'as
Que 17 ans
Mon amour
Mon enfant
Une femme une enfant
Qui ne sait rien encore
Et découvre son corps
Que le soleil enivre
Et que la nuit délivre
17 ans
Un sourire innocent
Et le regard docile
Sous un rideau de cils
Mais une faim de loup
Et une soif de tout
17 ans
Des seins de satin blanc
Semblent narguer le vent
De leur charme insolent
17 ans
Et prendre encore le temps
Le temps de refuser
Le monde organisé
Et faire à l'heure présente
Un aujourd'hui qui chante
17 ans
Et vivre à chaque instant
Ses caprices d'enfant
Ses désirs exigeants
17 ans
J'étais adolescent
Et je le suis encore
En découvrant ton corps
Comme un fruit éclaté
Comme un cri révolté
17 ans déjà
17 ans tu n'as
Que 17 ans
Mon amour
Mon enfant
17
17 anos da melhor aventura da minha vida. 17 anos inteirinhos de ti, a ver-te crescer, a ajudar-te a aprenderes a ser o que és, a aprender a ser mãe. 17 anos de orgulho por ser tua mãe, e de agradecimento a Deus pela prenda magnífica que me deu.
sábado, dezembro 24, 2011
Feliz Natal!
Em crise, com problemas, sozinho até, é possível ter um Natal Feliz. Se nos lembrarmos o que o Natal é: a comemoração da vinda ao mundo de um Menino, nascido sem nada, num estábulo de Belém, que foi o Salvador do Mundo. Acredite-se ou não em Cristo, acredite-se, ao menos, na esperança. Na esperança de que tudo pode mudar, de que do mau pode vir o bom, de que mais do que prendas e mesa farta importa o amor, a solidariedade, a amizade, o bem que nos fazem mas sobretudo o que podemos fazer aos outros.
Feliz Natal, pois - antes de mais, no coração de cada um de nós.
segunda-feira, dezembro 19, 2011
Regresso ao passado
Há anos (desde a tese) que não voltava a ficar acordada até às 3 da manhã, completamente embrenhada num trabalho urgente. Não tinha a mínima saudade. A coisa boa é que gostei, muito, de fazer este trabalho. Mas com este ritmo não me dou, de todo. Nunca aguentaria, agora, o ritmo doido que então aguentei. Já lá vão mais de 6 anos...
sábado, dezembro 10, 2011
À tua espera
Estás num avião, algures sobre o mar, de regresso a casa. Eu espero-te. Com os braços abertos para te receber e encostar ao coração, e ficar encostada ao teu, nos teus braços. Ou seja, em casa, ambos.
Trabalhos de casa
Cada cêntimo que pago à minha empregrada é bem investido. A cada vez que ela vai de férias tenho aguda consciência disso.
sexta-feira, dezembro 09, 2011
Brrr...
Está frio! Além do nevoeiro que os meus joelhos detectaram, mal me levantei da cama.
E, ao som de música clássica, trabalho sossegadamente. Sem pressas nem stress. Como gosto.
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