sexta-feira, outubro 14, 2011

Pulhas

Detesto pulhas. Homenzinhos em bicos de pés prontos a lixar os outros e a encher o papo de prosápia. Gentinha sem estatura moral sempre à espreita do momento certo para se evidenciarem - mas têm de se pôr de bicos de pés, porque de outra forma ninguém dá por eles.

Nos últimos dias, tenho-me deparado com uma data deles. E delas, que a pulhice não é característica de um só sexo. Se bem que acho que surge mais nos homens. Provavelmente, nos que continuam com complexos de tamanhos de pilas.

Recibos verdes electrónicos - dúvida

Quem inventou os recibos verdes electrónicos, que o próprio tem de imprimir, poupou uns tostões ao Estado (boa ideia). Mas tem, por certo, uma comissão por cada cartucho de tinta para impressora que se compra, não tem? 

Senhor Roubado

(foto tirada daqui)

É assim que Portugal, e em especial os funcionários públicos e os pensionistas, se devem sentir hoje: roubados. Ninguém quer, com certeza, castigo tão pesado para que conduziu a esta situação de roubo como o sofrido pelo ladrão que roubou a igreja de Odivelas algures no século XVII. Mas meter quem gastou tão mal gasto o dinheiro público atrás das grades e o fim de certas mordomias injustificadas, já não seria mal. Porque senão sinto-me ainda mais roubada pelo meu patrão, o Estado português.

Será que nas pensões de reforma que são cortadas se incluem também as dos nossos esforçados e cansados deputados e afins, que após meia dúzia de terríveis anos a sentar os traseiros na Assembleia da República têm direito a reforma?

sexta-feira, outubro 07, 2011

...

A minha filha saiu há pouco de casa. Vai jantar fora com os amigos. Com um ar de total autonomia, de quem acha normalíssimo sair à sexta à noite.
De repente... sinto que o meu ninho está a ficar vazio! Está a deixar de ser preciso, o passarito já sabe voar, cada vez mais alto e para mais longe. É bom, claro, muito bom; assim como é muito bom eu sabê-la ajuizada e não me importar minimamente com estas saídas, que nem sequer são para regressar a casa a desoras. Mas, ao mesmo tempo, é tão estranho...

quarta-feira, setembro 28, 2011

Horror (2)

Os caloiros e as "troupes" praxistas não estão apenas em Coimbra. Encontrei-os hoje, invadindo o metro, em Lisboa. Acho que me perseguem, com os mesmos cânticos imbecis, a mesma atitude de carneirada acéfala e boçal.
Note-se que nunca esta que aqui escreve foi anti-praxe. Mas nada disto é praxe, é apenas disparate e barulho.

Solução

O que eu preciso é de eliminar o stress da minha vida. De lhe imprimir um ritmo mais lento e mais consentâneo com a velocidade humana, que não é a das máquinas.
Parece simples, assim enunciado. É mais complicado do que desejaria, neste mundo cada vez mais preso à tortura do imediato, do rápido, do rapidíssimo.

terça-feira, setembro 27, 2011

Horror

A época mais estúpida do ano em Coimbra não é a da Queima, mas esta, de início do ano lectivo, com a chegada dos caloiros. Durante todo o dia, uns palermas armados em praxistas obrigam outros palermas acabados de chegar à Universidade a urrar obscenidades o mais alto possível, infernizando a vida de quem tem de passar pelos sítios por onde eles circulam. Sinto vergonha quando passo por eles. Apetece-me esbofeteá-los a todos. E desaparecer dali para fora, do meio do barulho e da confusão que me enchem a cabeça demasiado cheia por um dia repleto de coisas a fazer e, pior, em que pensar.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Dos dias cansados

Muito, muito cansada. Os neurónios já entraram em greve e o corpo pede, ele todo, para nada fazer.
Mas ainda tenho de fazer uma série de coisas antes de poder ir dormir... Ou se calhar não: duvido que seja capaz de fazer o que quer que seja de produtivo agora.

domingo, setembro 25, 2011

O mar

Dou-me conta da falta que o mar me faz quando volto a ele. Quando ouço o doce marulhar das ondas, quando lhe sinto o cheiro e me perco na sua imensidão. Tenho de ir mais vezes ver o mar. De preferência ao final da tarde, quando a praia for toda minha e possa ficar a ver o sol mergulhar nele, lá bem longe, para onde os meus pensamentos se escapam e pacificam.

Mimos de cão

Apanha-me sentada no sofá e zás, lá vem ele encostar-se a mim, o mais possível, de preferência colocando o focinhito em cima da perna, do braço, do colo. Depois, é vê-lo regalado e preguiçoso, não tardando a dar um suspiro que só pode significar felicidade. 
É tão bom ter um cãozinho feliz a dormitar ao meu lado! Também eu fico com vontade de suspirar assim, feliz, com o miminho do meu cão.

domingo, setembro 11, 2011

11 de Setembro de 2001

Acho que toda a gente se lembra do que estava a fazer quando soube do ataque às torres do WTC. Eu lembro-me, não apenas com rigor mas como se tudo se tivesse passado "au ralenti": a incredulidade de todos diante da televisão, as imagens das torres a arder e depois a desmoronarem-se como se fossem um baralho de cartas. A minha filha tinha 6 anos e recorda-se também desse dia que mudou o mundo. Não há que esquecer, nunca.

quinta-feira, setembro 08, 2011

O video

Foi este video que provocou o riso. Acho que todas as mães e filhos se reconhecerão um pouco nele.

Novas tecnologias

Eu no escritório, ela no quarto. Manda-me um video pelo computador. Eu rio-me e respondo-lhe. Ouvimos os risos uma da outra ao vivo.

Saudades

De ouvir uma série de músicas do Leonard Cohen que não tenho em CD. Estou a ouvi-las todas no YouTube, e a dar conta de como me andavam a fazer falta.

sábado, setembro 03, 2011

De regresso

... daquelas que foram, decerto, as melhores férias da minha vida. Das nossas vidas.
Acabámos de chegar e já tenho saudades...

segunda-feira, julho 18, 2011

Um simples papel...

... e sorrisos rasgam-se nas nossas caras.
... e o início de uma nova etapa se perspectiva, cada vez mais real, embora ainda distante.

quinta-feira, julho 14, 2011

(suspiro)

Sem o meu pardalito por perto, sinto que me falta uma parte de mim. Sim, ela tem 16 anos, ela já não é uma menina pequena, ela vai para a praia com os amigos e até já sai à noite, é cada vez mais independente. Mas continuamos ligadas por uma enorme cumplicidade e uma mimalhice sem fim, que ambas adoramos. E não é só a mim que faz falta.  Há pouco, o L. perguntava-me quanto tempo ela ia estar com o pai e os avós. "Duas semanas", respondi. "Tanto tempo???" foi a exclamação. Porque nós somos três, por muito bem que nos saiba estarmos apenas os dois e termos mais tempo para ambos como casal.

Boys & Jobs

Passos Coelho anunciou o fim das nomeações para cargos públicos de amigos e familiares, sujeitando o acesso a tais cargos a concursos com regras em que o critério é, antes de mais, o da competência. Aplaudo até as mãos doerem. Só tenho pena que essa decisão não tenha sido tomada antes e abrangido já a nomeação do novo Director da Biblioteca Nacional.

terça-feira, julho 12, 2011

Telefones

Nas agendas do telefone e do telemóvel continuam números de pessoas a quem já não posso voltar a falar. De vivos com quem tenha deixado de me dar, por uma razão ou outra, não me custa nada apagar os números. Dos mortos... não consigo. Se o fizer parece que me morrem mais um pouco, que a memória deles se poderia ir perdendo à medida que cada dígito fosse apagado. E eu não lhes quero perder a memória. Nunca.

sexta-feira, junho 03, 2011

Finalmente

Hoje é a última sexta-feira terrível para mim. Hoje, quando chegar a casa exausta e bem tarde, vou poder dizer "para a semana já não há mais". Até que enfim!

Hoje também termina a campanha eleitoral - finalmente! Estamos em campanha desde que o governo caiu. Não houve outdoors quase nenhuns e duvido que alguém lhes tenha sentido a falta. Eu não senti. E do resto - comícios, arruadas, debates, comentários sobre comentários - fiz por pouco ver, apenas o que realmente me interessava. No domingo vou votar, em plena consciência, para, antes de mais, retirar do governo quem lá tem estado e levou o país a este estado. Vou votar PSD. Não porque o partido me convença, não porque Passos Coelho me pareça o melhor primeiro-ministro para Portugal, mas porque é a única saída viável para que o PS saia do poder e algo possa mudar neste país. É um voto de censura ao PS e um voto de confiança no PSD. E espero, muito, que mais façam como eu, apesar de o PSD ser um saco de gatos. Por Portugal.