A época mais estúpida do ano em Coimbra não é a da Queima, mas esta, de início do ano lectivo, com a chegada dos caloiros. Durante todo o dia, uns palermas armados em praxistas obrigam outros palermas acabados de chegar à Universidade a urrar obscenidades o mais alto possível, infernizando a vida de quem tem de passar pelos sítios por onde eles circulam. Sinto vergonha quando passo por eles. Apetece-me esbofeteá-los a todos. E desaparecer dali para fora, do meio do barulho e da confusão que me enchem a cabeça demasiado cheia por um dia repleto de coisas a fazer e, pior, em que pensar.
terça-feira, setembro 27, 2011
segunda-feira, setembro 26, 2011
Dos dias cansados
Muito, muito cansada. Os neurónios já entraram em greve e o corpo pede, ele todo, para nada fazer.
Mas ainda tenho de fazer uma série de coisas antes de poder ir dormir... Ou se calhar não: duvido que seja capaz de fazer o que quer que seja de produtivo agora.
domingo, setembro 25, 2011
O mar
Dou-me conta da falta que o mar me faz quando volto a ele. Quando ouço o doce marulhar das ondas, quando lhe sinto o cheiro e me perco na sua imensidão. Tenho de ir mais vezes ver o mar. De preferência ao final da tarde, quando a praia for toda minha e possa ficar a ver o sol mergulhar nele, lá bem longe, para onde os meus pensamentos se escapam e pacificam.
Mimos de cão
Apanha-me sentada no sofá e zás, lá vem ele encostar-se a mim, o mais possível, de preferência colocando o focinhito em cima da perna, do braço, do colo. Depois, é vê-lo regalado e preguiçoso, não tardando a dar um suspiro que só pode significar felicidade.
É tão bom ter um cãozinho feliz a dormitar ao meu lado! Também eu fico com vontade de suspirar assim, feliz, com o miminho do meu cão.
domingo, setembro 11, 2011
11 de Setembro de 2001
Acho que toda a gente se lembra do que estava a fazer quando soube do ataque às torres do WTC. Eu lembro-me, não apenas com rigor mas como se tudo se tivesse passado "au ralenti": a incredulidade de todos diante da televisão, as imagens das torres a arder e depois a desmoronarem-se como se fossem um baralho de cartas. A minha filha tinha 6 anos e recorda-se também desse dia que mudou o mundo. Não há que esquecer, nunca.
quinta-feira, setembro 08, 2011
O video
Foi este video que provocou o riso. Acho que todas as mães e filhos se reconhecerão um pouco nele.
Novas tecnologias
Eu no escritório, ela no quarto. Manda-me um video pelo computador. Eu rio-me e respondo-lhe. Ouvimos os risos uma da outra ao vivo.
Saudades
De ouvir uma série de músicas do Leonard Cohen que não tenho em CD. Estou a ouvi-las todas no YouTube, e a dar conta de como me andavam a fazer falta.
sábado, setembro 03, 2011
De regresso
... daquelas que foram, decerto, as melhores férias da minha vida. Das nossas vidas.
Acabámos de chegar e já tenho saudades...
segunda-feira, julho 18, 2011
Um simples papel...
... e sorrisos rasgam-se nas nossas caras.
... e o início de uma nova etapa se perspectiva, cada vez mais real, embora ainda distante.
... e o início de uma nova etapa se perspectiva, cada vez mais real, embora ainda distante.
quinta-feira, julho 14, 2011
(suspiro)
Sem o meu pardalito por perto, sinto que me falta uma parte de mim. Sim, ela tem 16 anos, ela já não é uma menina pequena, ela vai para a praia com os amigos e até já sai à noite, é cada vez mais independente. Mas continuamos ligadas por uma enorme cumplicidade e uma mimalhice sem fim, que ambas adoramos. E não é só a mim que faz falta. Há pouco, o L. perguntava-me quanto tempo ela ia estar com o pai e os avós. "Duas semanas", respondi. "Tanto tempo???" foi a exclamação. Porque nós somos três, por muito bem que nos saiba estarmos apenas os dois e termos mais tempo para ambos como casal.
Boys & Jobs
Passos Coelho anunciou o fim das nomeações para cargos públicos de amigos e familiares, sujeitando o acesso a tais cargos a concursos com regras em que o critério é, antes de mais, o da competência. Aplaudo até as mãos doerem. Só tenho pena que essa decisão não tenha sido tomada antes e abrangido já a nomeação do novo Director da Biblioteca Nacional.
terça-feira, julho 12, 2011
Telefones
Nas agendas do telefone e do telemóvel continuam números de pessoas a quem já não posso voltar a falar. De vivos com quem tenha deixado de me dar, por uma razão ou outra, não me custa nada apagar os números. Dos mortos... não consigo. Se o fizer parece que me morrem mais um pouco, que a memória deles se poderia ir perdendo à medida que cada dígito fosse apagado. E eu não lhes quero perder a memória. Nunca.
sexta-feira, junho 03, 2011
Finalmente
Hoje é a última sexta-feira terrível para mim. Hoje, quando chegar a casa exausta e bem tarde, vou poder dizer "para a semana já não há mais". Até que enfim!
Hoje também termina a campanha eleitoral - finalmente! Estamos em campanha desde que o governo caiu. Não houve outdoors quase nenhuns e duvido que alguém lhes tenha sentido a falta. Eu não senti. E do resto - comícios, arruadas, debates, comentários sobre comentários - fiz por pouco ver, apenas o que realmente me interessava. No domingo vou votar, em plena consciência, para, antes de mais, retirar do governo quem lá tem estado e levou o país a este estado. Vou votar PSD. Não porque o partido me convença, não porque Passos Coelho me pareça o melhor primeiro-ministro para Portugal, mas porque é a única saída viável para que o PS saia do poder e algo possa mudar neste país. É um voto de censura ao PS e um voto de confiança no PSD. E espero, muito, que mais façam como eu, apesar de o PSD ser um saco de gatos. Por Portugal.
segunda-feira, abril 18, 2011
Precisa-se
... de secretária(o). Para arrumar infinitos papéis, organizar tma imensa biblioteca (inclui limpar os livros todos cuidadosamente), responder a e-mails, tratar de tarefas burocráticas, fazer pesquisas bibliográficas e, de um modo geral, tudo aquilo que não me apetecer fazer. Também pode cozinhar no tempo que sobrar, e arrumar a roupa nos armários.
Oferece-se: o meu eterno agradecimento, autorização para ler os muitos livros cá de casa, passear o cão, partilhar as refeições, eventualmente dormida à borla. Mais não posso, que o nosso governo já me veio mexer no meu bolso e, segundo consta, o FMI ainda vai sacar-me mais.
segunda-feira, abril 11, 2011
De facto...
... se eu for à rua e vir um porco a voar, ou um cão a andar de bicicleta, já não me vou espantar. Como, se o Fernando Nobre é o cabeça de lista dos deputados do PSD por Lisboa, com a promessa de ser o presidente da Assembleia da República?
Ai, Portugal, Portugal...
domingo, abril 10, 2011
Depois de mais uns pedaços do dito congresso
Comeram ou beberam algumas coisas antes de falar, de certeza. Nenhum parece estar normal. Dizem umas coisas estranhíssimas. O Vitorino conta anedotas sem piada. O Costa ainda parece mais um sapo do que de costume. O Jaime Gama fala das pessoas substituíveis e do PS insubstituível. E eu não entendo nada de nada, a não ser que eles não estão no seu estado normal de pessoas minimamente inteligentes.
(E eu também não estou muito bem, acordada em lugar de dormir, à espera que sejam horas de ir buscar a filha à festa no bar-discoteca a que foi, em estreia absoluta... Começou a era das saídas à noite, socorro!!!)
Promessa depois de ver pedaços daquela coisa que parece ser o congresso do PS
Se o PS voltar a ganhar eleições, vou procurar trabalho no estrangeiro. Agarramos nas trouxinhas, na filha e no cão e saímos de um país de loucos.
Quando a Ana Gomes é a única pessoa que faz críticas no congresso, quando ela parece ser a única voz sensata numa espécie de liturgia de beatificação do bem-aventurado e tão esforçado Sócrates, não há mais nada a fazer. Se eu fizesse parte do grupo de quem decide a ajuda a Portugal e visse isto, não dava um tostão ao país, a não ser para internar esta gente toda num manicómio (e deitar a chave fora). Tenho vergonha do meu país.
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