quarta-feira, janeiro 12, 2011

Vela acesa, velando

Velando por um menino lindo e muito, muito doente. Nem sei se peça a Deus que o cure, ou que o leve quando ele dormir, já que não há remédio para os seus males e o que se pode esperar é que vá sofrendo mais no pouco tempo em que estiver por cá. Que seja livre do seu corpinho doente num Além azul, embalado por essa outra Mãe que a todos acolhe e ampara.

(Servirá tal ideia de consolo a uma mãe terrena que corre o risco de perder o menino que, embora doente, é  o seu filho muito querido?)

terça-feira, janeiro 11, 2011

Ideias estúpidas

Em vez de uma pizza, mandei vir uma pasta. Uma perfeita porcaria, que me vai deixar agoniada para o resto do serão.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Palhaçadas

Agora é que a campanha presidencial vai ficar linda: já temos o nosso Tiririca.
Sempre que penso que não se pode descer mais, há quem mostre que é possível.
Lembrete para as próximas semanas: fugir da TV e não ouvir nem ler notícias relacionadas com a campanha. Ou com a coisa nojenta que estão a fazer passar por isso.

Cabras e cabrões

(foto daqui)

Um dia, talvez venha a perceber porque é que há tantas cabras e cabrões neste mundo. No caso, em especial, no mundo académico, que parece concentrar uma percentagem mais elevada do que o normal desses ditos cujos que só parecem estar satisfeitos quando passam rasteiras, atropelam ou sacaneiam os outros.
Claro que uma teoria sobre o assunto já tenho: frustrações e invejas. Frustrações de quem não vive para mais nada, e muitas frustrações de cama. Invejas da inteligência e do sucesso alheio. Gente mal f..., pois claro, e que se consola tentando f... os outros. Gente mal formada, também, que se deixa cegar pelo seu estatuto de Senhor-Professor-Doutor-com-todas-as-letras, como se o título académico transformasse qualquer pessoa num ser superior. A superioridade que todos devíamos almejar é a bondade, a generosidade, a disponibilidade para os outros. Não a sobranceria, o olhar de alto, o exigir vassalagens, o achar-se melhor do que os outros. Um doutoramento faz muita coisa, mas não torna ninguém melhor; no entanto, parece conseguir tornar várias pessoas piores.
Cabras e cabrões - há-os em demasia no nosso mundo académico. Esperemos que se vão matando uns aos outros, com o veneno da sua própria peçonha. Metem-me nojo.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Se eu tivesse tempo

... escreveria muitas coisas. 

Sobre o par de orelhas que me apareceu na cadeira em frente, aqui no escritório, mostrando um ocupante pouco habitual que, entretanto, achou melhor vir sentar-se ao meu lado e tentar apanhar o guardanapo de papel sujo do pão com queijo fresco do meu lanche e que agora tem a cabeça apoiada sobre o tampo da secretária, sentindo eu a sua respiração tranquila no meu peito. Poderia escrever horas a fio sobre a delícia que é partilhar a vida com um cão (coisa que sempre sonhei, mas que só agora tenho a possibilidade de fazer). Sobre as brincadeiras, o carinho, a comunicação espantosa que se desenvolve entre o P. e nós, formando uma verdadeira família de que ele é, sem a menor dúvida, membro de pleno direito.

Escreveria sobre saudades dos tempos em que a blogosfera era diferente; tempos que já lá vão e não regressarão, como não regressará a minha vontade de participar nela da forma activa que fiz. 

Escreveria, em especial, sobre questões de saúde com que me tenho defrontado nestes últimos anos, problemas que nem sabia que existiam e que bem gostava de continuar a ignorar. Nada de grave, apenas de sério. E sobre os quais falta em Portugal informação,  associações de doentes, médicos atentos e sensíveis. Mas, para falar disso, acho que precisava de ser de novo uma total anónima aqui, e não o sou. Por outro lado, talvez isso levasse a que este blog tivesse alguma utilidade.

Seja como for, não tenho tempo. Só o que roubo ao trabalho que não me apetece fazer, mas que aos poucos toma forma. E que, depois de uma paragem de uma semana, até gosto de ler. Menos mau.

Vamos a ele. Mais uma pequena presa para caçar - nada da gazela doutoral, apenas uma perdizita que corre, corre, e eu tenho de correr para a abocanhar. Problema: não me apetece correr. Estou farta de corridas. Preciso de viver sem stress, com o tempo a correr a um ritmo humano, e não à velocidade infernal que hoje lhe imprimimos.

Propósito do ano: reduzir o stress da minha vida.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Feliz Natal!

(presépio vendido na Manufaktura, uma loja de Praga giríssima, que me apeteceu trazer inteirinha para casa)

terça-feira, dezembro 21, 2010

Mais um

... aniversário. Mais um ano, mais cabelos brancos, mais achaques que os quarentas trouxeram, mais cansaço que os achaques acarretam, mais desânimo face a tantas coisas. Mas também  mais um ano feliz, porque partilhado com os meus amores. Venha mais outro, venham muitos mais, não tenho medo deles - desde que continue a ter-vos ao meu lado, no amor em paz que construímos cada dia e que é sempre mais doce e mais terno.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

A bolinha

Está doente, com uma lesão na coluna devida, por certo, aos demasiados saltos que costuma dar. Mal se mexia de manhã, com dores e sem apetite, incapaz de se aguentar nas patinhas traseiras. Chegado do veterinário, medicado, comeu e bebeu, depois aninhou-se no tapete, perto de mim. Aconcheguei-o numa manta quente. Ali ficou horas seguidas. Não dei por ter ido à sala buscar a bolinha que perde sistematicamente debaixo de todos os móveis, mas que prefere a qualquer outro brinquedo. Dei com ele deitado por cima da manta, muito sossegadinho, tendo ao seu lado, qual criança com o boneco predilecto nos braços, a sua querida bolinha.

quinta-feira, novembro 25, 2010

88

Farias anos hoje, pai. Continuas a fazê-los cá bem dentro do meu coração. Onde permaneces bem disposto, risonho, a ler-me histórias, ou a aquecer-me as mãozitas frias entre as tuas mãos grandes, quentes e fortes, que me faziam sentir tão segura. Onde continuas a ser o papá em cujo colo eu me enroscava, e sem cujo beijo eu não adormecia todas as noites. Que saudades, pai...

sexta-feira, novembro 19, 2010

Por uma óptima causa

Já há tempos falei aqui do Ratinho, um menino lindo que sofre de lisencefalia, e da luta sem tréguas dos seus pais, e em especial da Pat, a sua incansável e fantástica mãe.

Vem aí o Natal, e com ele um leilão de uma série de prendinhas amorosas cujo produto reverte para os tratamentos e consultas de que este menino precisa para ter a máxima qualidade de vida possível. O leilão é aqui; vão lá, e façam compras de Natal. Vêm embrulhadas como prendas e tudo, se assim desejarem. E cada compra que façam será um sorriso mais de um menino que não merecia o que a vida lhe reservou, e um passo mais para ele poder ir a um médico em Itália, a ver se ele consegue tratar a epilepsia do Ratinho, um dos principais problemas que põe a sua vida em risco a cada momento.

terça-feira, novembro 09, 2010

quinta-feira, outubro 21, 2010

Mais normal

Pois, já estou a voltar ao estado normal. Ou seja, ao ponto em que, não tarda, estou a roer as unhas. Por um lado, estou mais descansada: a calma de ontem era, de facto, estranha, dadas as circunstâncias. Por outro, dispensava as borboletas na barriga.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Não é normal

Tenho de ter 3 trabalhos prontos amanhã. Tenho 2 quase feitos, um ainda por escrever. E estou calma. Não pode ser normal. Eu não sou assim. Mas ainda bem que estou a ser assim, porque num stress desgraçado é que não iria ser capaz de fazer coisa alguma. E eu sou.
(momento de auto-incentivo ao trabalho e de auto-tranquilização)

Pior ainda que o Sócrates

Há muito tempo já que deixei de conseguir olhar o nosso (infelizmente) primeiro-ministro. Tudo nele me enjoa e enoja. Pior que ele, porém, é o seu fiel Silva Pereira. Talvez por me lembrar um pouco o sacana do ex-marido de uma amiga, talvez pelo seu ar de capacho e de boy sequioso de tachos, ainda me dá mais engulhos no estômago do que o Sócrates. A verdade é que  lhes ganhei uma verdadeira aversão. Não os posso ouvir nem ver na tv.

terça-feira, outubro 19, 2010

Que mais irá me acontecer?

Depois dele, ela. Entorse do pé e respectivas consequências: gelo, anti-inflamatório, pé elástico, canadianas, manter o pé elevado. Agora tenho um em recuperação ainda não completa e uma a começá-la. Vou pôr os meus pés no seguro.
(E isto no meio de outra maratona, esta cheia de responsabilidades, daquelas em que não posso falhar mas sim dar o meu melhor. E estar alegre, sorridente, bem disposta, concentrada no que faço.)

segunda-feira, outubro 11, 2010

Maratonas

Será que eu, que nunca gostei de correr, estou mesmo condenada a uma sistemática sucessão de corridas de fundo?

quinta-feira, setembro 30, 2010

Tempos de apertar o cinto

Decisão - se o Estado me vai comer parte do meu ordenado, eu vou deixar de dar horas extra do meu rico tempo de borla ao Estado; para o ano, vou deixar de ser burra.

(Eu sei que a situação é má, que apertar o cinto é necessário, etc, etc. Aceito o corte no meu salário, apesar de, se continuasse a ser só eu a sustentar a casa, isso me ir fazer muita diferença. Mas gostava de saber que iam acabar as empresas públicas sorvedouros de dinheiros e empregadoras de boys; que ia haver um efectivo controlo das despesas; que as mordomias à conta do Estado acabavam; e assim mais umas coisitas. Além disso, não tenho a menor confiança no governo mentiroso que nos desgoverna.)

quinta-feira, setembro 23, 2010

Se...

... eu aguentar o ritmo até ao final desta semana, e depois de um breve fôlego o das próximas semanas até final de Outubro, sou uma mulher feliz - e completamente esgotada.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Hiper-mulher

É o que eu me sinto por estes dias. Não super-mulher, mas hiper-mulher. Capaz de chegar a tudo, de ser mãe, enfermeira, motorista, psicóloga, tratadora de cão, dona de casa, profissional cheia de trabalhos para fazer. Quando o pé torcido do meu marido ficar bom, a minha filha se adaptar à nova fase escolar e a vida voltar ao normal, acho que devia ficar de baixa para tratar de mim... Mas, como além de hiper-mulher sou hiper-burra, vou é continuar na minha infindável corrida de obstáculos, pela qual devo ganhar uma medalha de cortiça...

Não é fácil

Não, não é fácil ser-se mãe de uma adolescente.

Não, não é fácil ser-se adolescente.