sexta-feira, janeiro 07, 2011

Palhaçadas

Agora é que a campanha presidencial vai ficar linda: já temos o nosso Tiririca.
Sempre que penso que não se pode descer mais, há quem mostre que é possível.
Lembrete para as próximas semanas: fugir da TV e não ouvir nem ler notícias relacionadas com a campanha. Ou com a coisa nojenta que estão a fazer passar por isso.

Cabras e cabrões

(foto daqui)

Um dia, talvez venha a perceber porque é que há tantas cabras e cabrões neste mundo. No caso, em especial, no mundo académico, que parece concentrar uma percentagem mais elevada do que o normal desses ditos cujos que só parecem estar satisfeitos quando passam rasteiras, atropelam ou sacaneiam os outros.
Claro que uma teoria sobre o assunto já tenho: frustrações e invejas. Frustrações de quem não vive para mais nada, e muitas frustrações de cama. Invejas da inteligência e do sucesso alheio. Gente mal f..., pois claro, e que se consola tentando f... os outros. Gente mal formada, também, que se deixa cegar pelo seu estatuto de Senhor-Professor-Doutor-com-todas-as-letras, como se o título académico transformasse qualquer pessoa num ser superior. A superioridade que todos devíamos almejar é a bondade, a generosidade, a disponibilidade para os outros. Não a sobranceria, o olhar de alto, o exigir vassalagens, o achar-se melhor do que os outros. Um doutoramento faz muita coisa, mas não torna ninguém melhor; no entanto, parece conseguir tornar várias pessoas piores.
Cabras e cabrões - há-os em demasia no nosso mundo académico. Esperemos que se vão matando uns aos outros, com o veneno da sua própria peçonha. Metem-me nojo.

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Se eu tivesse tempo

... escreveria muitas coisas. 

Sobre o par de orelhas que me apareceu na cadeira em frente, aqui no escritório, mostrando um ocupante pouco habitual que, entretanto, achou melhor vir sentar-se ao meu lado e tentar apanhar o guardanapo de papel sujo do pão com queijo fresco do meu lanche e que agora tem a cabeça apoiada sobre o tampo da secretária, sentindo eu a sua respiração tranquila no meu peito. Poderia escrever horas a fio sobre a delícia que é partilhar a vida com um cão (coisa que sempre sonhei, mas que só agora tenho a possibilidade de fazer). Sobre as brincadeiras, o carinho, a comunicação espantosa que se desenvolve entre o P. e nós, formando uma verdadeira família de que ele é, sem a menor dúvida, membro de pleno direito.

Escreveria sobre saudades dos tempos em que a blogosfera era diferente; tempos que já lá vão e não regressarão, como não regressará a minha vontade de participar nela da forma activa que fiz. 

Escreveria, em especial, sobre questões de saúde com que me tenho defrontado nestes últimos anos, problemas que nem sabia que existiam e que bem gostava de continuar a ignorar. Nada de grave, apenas de sério. E sobre os quais falta em Portugal informação,  associações de doentes, médicos atentos e sensíveis. Mas, para falar disso, acho que precisava de ser de novo uma total anónima aqui, e não o sou. Por outro lado, talvez isso levasse a que este blog tivesse alguma utilidade.

Seja como for, não tenho tempo. Só o que roubo ao trabalho que não me apetece fazer, mas que aos poucos toma forma. E que, depois de uma paragem de uma semana, até gosto de ler. Menos mau.

Vamos a ele. Mais uma pequena presa para caçar - nada da gazela doutoral, apenas uma perdizita que corre, corre, e eu tenho de correr para a abocanhar. Problema: não me apetece correr. Estou farta de corridas. Preciso de viver sem stress, com o tempo a correr a um ritmo humano, e não à velocidade infernal que hoje lhe imprimimos.

Propósito do ano: reduzir o stress da minha vida.

sexta-feira, dezembro 24, 2010

Feliz Natal!

(presépio vendido na Manufaktura, uma loja de Praga giríssima, que me apeteceu trazer inteirinha para casa)

terça-feira, dezembro 21, 2010

Mais um

... aniversário. Mais um ano, mais cabelos brancos, mais achaques que os quarentas trouxeram, mais cansaço que os achaques acarretam, mais desânimo face a tantas coisas. Mas também  mais um ano feliz, porque partilhado com os meus amores. Venha mais outro, venham muitos mais, não tenho medo deles - desde que continue a ter-vos ao meu lado, no amor em paz que construímos cada dia e que é sempre mais doce e mais terno.

segunda-feira, dezembro 20, 2010

A bolinha

Está doente, com uma lesão na coluna devida, por certo, aos demasiados saltos que costuma dar. Mal se mexia de manhã, com dores e sem apetite, incapaz de se aguentar nas patinhas traseiras. Chegado do veterinário, medicado, comeu e bebeu, depois aninhou-se no tapete, perto de mim. Aconcheguei-o numa manta quente. Ali ficou horas seguidas. Não dei por ter ido à sala buscar a bolinha que perde sistematicamente debaixo de todos os móveis, mas que prefere a qualquer outro brinquedo. Dei com ele deitado por cima da manta, muito sossegadinho, tendo ao seu lado, qual criança com o boneco predilecto nos braços, a sua querida bolinha.

quinta-feira, novembro 25, 2010

88

Farias anos hoje, pai. Continuas a fazê-los cá bem dentro do meu coração. Onde permaneces bem disposto, risonho, a ler-me histórias, ou a aquecer-me as mãozitas frias entre as tuas mãos grandes, quentes e fortes, que me faziam sentir tão segura. Onde continuas a ser o papá em cujo colo eu me enroscava, e sem cujo beijo eu não adormecia todas as noites. Que saudades, pai...

sexta-feira, novembro 19, 2010

Por uma óptima causa

Já há tempos falei aqui do Ratinho, um menino lindo que sofre de lisencefalia, e da luta sem tréguas dos seus pais, e em especial da Pat, a sua incansável e fantástica mãe.

Vem aí o Natal, e com ele um leilão de uma série de prendinhas amorosas cujo produto reverte para os tratamentos e consultas de que este menino precisa para ter a máxima qualidade de vida possível. O leilão é aqui; vão lá, e façam compras de Natal. Vêm embrulhadas como prendas e tudo, se assim desejarem. E cada compra que façam será um sorriso mais de um menino que não merecia o que a vida lhe reservou, e um passo mais para ele poder ir a um médico em Itália, a ver se ele consegue tratar a epilepsia do Ratinho, um dos principais problemas que põe a sua vida em risco a cada momento.

terça-feira, novembro 09, 2010

quinta-feira, outubro 21, 2010

Mais normal

Pois, já estou a voltar ao estado normal. Ou seja, ao ponto em que, não tarda, estou a roer as unhas. Por um lado, estou mais descansada: a calma de ontem era, de facto, estranha, dadas as circunstâncias. Por outro, dispensava as borboletas na barriga.

quarta-feira, outubro 20, 2010

Não é normal

Tenho de ter 3 trabalhos prontos amanhã. Tenho 2 quase feitos, um ainda por escrever. E estou calma. Não pode ser normal. Eu não sou assim. Mas ainda bem que estou a ser assim, porque num stress desgraçado é que não iria ser capaz de fazer coisa alguma. E eu sou.
(momento de auto-incentivo ao trabalho e de auto-tranquilização)

Pior ainda que o Sócrates

Há muito tempo já que deixei de conseguir olhar o nosso (infelizmente) primeiro-ministro. Tudo nele me enjoa e enoja. Pior que ele, porém, é o seu fiel Silva Pereira. Talvez por me lembrar um pouco o sacana do ex-marido de uma amiga, talvez pelo seu ar de capacho e de boy sequioso de tachos, ainda me dá mais engulhos no estômago do que o Sócrates. A verdade é que  lhes ganhei uma verdadeira aversão. Não os posso ouvir nem ver na tv.

terça-feira, outubro 19, 2010

Que mais irá me acontecer?

Depois dele, ela. Entorse do pé e respectivas consequências: gelo, anti-inflamatório, pé elástico, canadianas, manter o pé elevado. Agora tenho um em recuperação ainda não completa e uma a começá-la. Vou pôr os meus pés no seguro.
(E isto no meio de outra maratona, esta cheia de responsabilidades, daquelas em que não posso falhar mas sim dar o meu melhor. E estar alegre, sorridente, bem disposta, concentrada no que faço.)

segunda-feira, outubro 11, 2010

Maratonas

Será que eu, que nunca gostei de correr, estou mesmo condenada a uma sistemática sucessão de corridas de fundo?

quinta-feira, setembro 30, 2010

Tempos de apertar o cinto

Decisão - se o Estado me vai comer parte do meu ordenado, eu vou deixar de dar horas extra do meu rico tempo de borla ao Estado; para o ano, vou deixar de ser burra.

(Eu sei que a situação é má, que apertar o cinto é necessário, etc, etc. Aceito o corte no meu salário, apesar de, se continuasse a ser só eu a sustentar a casa, isso me ir fazer muita diferença. Mas gostava de saber que iam acabar as empresas públicas sorvedouros de dinheiros e empregadoras de boys; que ia haver um efectivo controlo das despesas; que as mordomias à conta do Estado acabavam; e assim mais umas coisitas. Além disso, não tenho a menor confiança no governo mentiroso que nos desgoverna.)

quinta-feira, setembro 23, 2010

Se...

... eu aguentar o ritmo até ao final desta semana, e depois de um breve fôlego o das próximas semanas até final de Outubro, sou uma mulher feliz - e completamente esgotada.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Hiper-mulher

É o que eu me sinto por estes dias. Não super-mulher, mas hiper-mulher. Capaz de chegar a tudo, de ser mãe, enfermeira, motorista, psicóloga, tratadora de cão, dona de casa, profissional cheia de trabalhos para fazer. Quando o pé torcido do meu marido ficar bom, a minha filha se adaptar à nova fase escolar e a vida voltar ao normal, acho que devia ficar de baixa para tratar de mim... Mas, como além de hiper-mulher sou hiper-burra, vou é continuar na minha infindável corrida de obstáculos, pela qual devo ganhar uma medalha de cortiça...

Não é fácil

Não, não é fácil ser-se mãe de uma adolescente.

Não, não é fácil ser-se adolescente.

terça-feira, setembro 07, 2010

Era uma vez

Era uma vez uma mulher com uma série de trabalhos em mãos, cada um dos quais com prazos apertados para terminar.
E era uma vez uma mulher sem vontade nenhuma de trabalhar, apetecendo-lhe, isso sim, agarrar num livro e enroscar-se no sofá com o cão aos pés, a ler, e eventualmente, deixar-se passar pelas brasas.
O pior é que se trata da mesma mulher. Eu. Hoje. Agora mesmo.

Tudo pode ser útil

Afinal, até os insectos mais nojentos podem ter a sua utilidade. Qualquer dia descobrem alguma nos estúpidos dos mosquitos e das melgas.

segunda-feira, setembro 06, 2010

Primeiro passo

Demos hoje um importante primeiro passo, meu amor. De mãos dadas, como tinha de ser, só assim fazia sentido. Que seja o primeiro de vários, que nos levem por caminho seguro.

quarta-feira, agosto 11, 2010

Finalmente

Férias!!!!!!!!

Até ao meu regresso.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Mozart, sempre

Imagem daqui.

Ajuda a encontrar a concentração, nestes dias em que apetece bem mais passear (ou dormir) do que terminar trabalhos urgentes.

quarta-feira, agosto 04, 2010

Pelo menos podia ser em português correcto

A carta do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público - mais uma peça neste jogo de xadrez bizarro chamado Freeport que parece saído de qualquer sonho estranho de uma Alice no país das maravilhas (ou dos fenómenos do Entroncamento) - podia, pelo menos, estar escrita em português correcto. Com sujeitos que concordassem com o predicado e sem repetições de palavras iguais numa mesma frase. E limitei-me a ler algumas citações mostradas pela tv.

quinta-feira, julho 29, 2010

Critérios

Se a vontade de ajudar, de resolver problemas criados por outras escolas, de compreender, apoiar e ser prestáveis forem critérios para avaliação do modo de funcionamento de uma escola secundária, a minha filha vai, sem dúvida, para a melhor de todas.

terça-feira, julho 27, 2010

40 anos

Lembro-me. Não do dia da morte de Salazar, mas do do seu enterro. Recordo perfeitamente o calor que estava, e eu nas escadas das traseiras, com a minha irmã, em conversa com os vizinhos do lado. "Já sabes que o Salazar morreu?", perguntava um deles. E nós, do lado de cá, a dizer que sim. Passado pouco tempo, a família do lado partiu para África, Angola ou Moçambique, já não sei. Por lá morreram os pais, a seguir ao 25 de Abril, assassinados com crueldade na presença dos filhos. O mais velho - o garoto que perguntava se sabíamos a grande novidade - voltou muitos anos mais tarde, a fazer o reconhecimento do local onde tinha vivido em criança. 
Aconteceu há 40 anos, quando eu tinha 4 anos e meio, e lembro-me. Ai, tempo...

segunda-feira, julho 26, 2010

Inferno

Decididamente, eu tenho de ser muito boazinha nesta vida para merecer, um dia, ir para o Céu. Num inferno de caldeirões ferventes e calor intenso não aguento.

quinta-feira, julho 22, 2010

Porque tenho saudades tuas

Detesto estar tanto tempo longe de ti. Sei que por vezes tem de ser, sei que a vida não é só abraços e beijos - mas odeio estar vários dias longe de ti. Porque contigo é que sou eu, inteira, plena. Porque a minha casa são os teus braços, como a tua são os meus. Por muito que isto pareça lamechice, fazes-me falta todos os dias. E assim é desde que apareceste e que passou a haver uma nova vida, não apenas minha nem apenas tua, mas nossa. Que eu quero viver, sempre, contigo ao lado; de mão dada, como gostamos tanto de estar.


sexta-feira, julho 16, 2010

A Tia Preta

Mais uma história que, não fosse o sítio onde estava quando a li, teria feito com que as lágrimas rolassem pela minha cara abaixo; assim, cairam para dentro, inundaram-me o coração. 
É uma história linda, a da Tia Preta, em cuja casa as crianças de Chelas encontram o amor, a comida, o colo e a compreensão de que necessitam. Mas é uma história triste também: uma mulher destas merecia toda a saúde do mundo, para continuar a ser o verdadeiro anjo da guarda que é - não a tem, antes se debateu durante anos com um cancro da mama para, agora, dada como curada desse mal, descobrir um tumor maligno inoperável na cabeça. 
Para conhecer melhor esta fantástica mulher e saber como se pode ajudá-la, a ela e aos miúdos carenciados que ela enche de amor, leiam o Cocó na Fralda.

domingo, junho 20, 2010

Reflexões ao serão

Detesto estar aqui sozinha. Esta casa só convosco tem sentido; contigo,  que me apontas o futuro, e contigo, que o traças ao meu lado, a tua mão a apertar a minha. De resto, esta casa é um monte de passados. Dos meus anos de casamento falhado. Dos tempos da minha filha pequenina. Sobretudo, com a vinda para cá de tantas coisas que estavam na casa dos meus pais, do passado de pais e avós já desaparecidos e que tanta falta me fazem, que me deixaram montes de livros, de roupas, de objectos de toda a espécie que me contam histórias de que queria saber mais; ou de que sei tanto que o coração se me aperta ao recordá-las.
Por isso, esta é uma casa povoada de fantasmas. Não gosto, nada, de aqui estar sozinha. Não por ter medo dos fantasmas, mas porque o seu eco se agiganta quando cá estou só eu. O meu lugar não é aqui; e muito menos é longe de vocês. Dos meus amores. Dos que me conduzem para o futuro e me afagam quando as recordações do passado são dolorosas.
O que me faz pensar numa coisa que dissemos hoje, a propósito da nossa cunhada. A diferença entre nós não está nos 14 anos de idade que nos separam. Está no que cada uma já viveu. E nisso, levo bem mais de 14 anos de avanço; levo uma diferença que está, toda ela, nos fantasmas que enchem esta casa.

sexta-feira, junho 18, 2010

Na morte de José Saramago


Nascidos no mesmo ano, o meu pai precedeu-o na morte um ano quase completo. Era sexta-feira, eu ia a caminho do hospital e recebi a notícia de que já não o ia ver com vida. Celebra-se amanhã um ano que ele partiu. Saramago partiu hoje. Pessoas completamente diferentes, nas suas vidas, nos seus credos. Incrivelmente parecidos, porém, fisicamente, nos tempos de decadência final. 
Não posso ver esta foto que publico sem me lembrar do meu pai. E, pelas coincidências de datas, mais do que pensar em Saramago (que descanse em paz), penso no meu muito querido, nunca esquecido pai. E nas suas mãos que não volto a agarrar, nem a acariciar com carinho. Mas ouço a sua voz, muitas vezes; e a sua imagem, o seu sorriso, acompanham-me. Sobretudo quando estou rodeada de todas as suas coisas, em especial dos seus livros. Como vou estar todo este fim-de-semana, especialmente dedicado à saudade dele.

terça-feira, junho 01, 2010

Vamos lá ajudar

Há blogs que nos contam histórias terríveis. Assim é o Sorri Ratinho - o blog escrito pela mãe de um menino com lisencefalia. Quando o li, fiquei em lágrimas. Eu nem sabia que tal doença existia; que um cérebro podia ser liso, em lugar de ter circunvoluções. Que um bebé podia parecer normal até um dia se manifestar esta doença terrível e sem cura, que causa um atraso mental profundo e uma esperança de vida muito curta.
O Ratinho, como com tanto carinho a mãe lhe chama, precisa de ajuda. Com mais urgência, de dinheiro para ir a um médico nos EUA, especialista nesta doença. Para tal, estão a ser feitos leilões de produtos de artesanato: bordados a ponto de cruz, colares, etc. Vao , sigam os links e licitem. Se lerem o Sorri Ratinho, vão perceber que vale mesmo a pena gastar uns euros para ajudar estes pais tão dedicados ao Ratinho a fazê-lo sorrir.

segunda-feira, maio 10, 2010

Amor é...

Torcer pelo clube dele na final do campeonato. Ver o jogo ao lado dele.. Ficar contente com ele porque o seu querido Benfica ganhou.

quinta-feira, abril 29, 2010

Adenda

Mas a cada vez que regresso a casa, que chego, vejo as luzes nas janelas e te sei à minha espera, sei também que não troco esta vida stressada por nenhuma outra em que não estivéssemos juntos. Não há qualquer pontinha de arrependimento por certas decisões. Preciso, isso sim, de  um emprego novo.

Calma

Do que eu mais preciso é de calma. De uma vida sem stress. Não sou feita para a velocidade vertiginosa de hoje. Preciso de um ritmo mais lento.

(Afirmo e sinto isto, olho para o que é a minha vida, e fico com vontade de rir à gargalhada. Um riso irónico, sarcástico mesmo, claro está.)

sexta-feira, abril 23, 2010

Taquicardia

Cada mail, cada telefonema, mais uma carrada de trabalho para ontem. Suspeito que vou ter um ataque de taquicardia ainda antes de começar o fim-de-semana - que não vai ser passado de papo para o ar...

quinta-feira, abril 22, 2010

Flor

Uma violeta branca abriu. Com a minha falta de jeito inata para tratar de plantas, fico sempre feliz quando vejo uma das minhas muito queridas violetas encher-se de flores. A primeira abriu, branca e perfeita. Espero que se sigam muitas outras, a alegrar a minha cozinha.

domingo, abril 11, 2010

Felicidade

De vez em quando, aparece como uma evidência. Quando estamos todos juntos, sentados no mesmo sofá, ou deitados na mesma cama, braços e pernas misturados, tu abraçado a mim, ela também, o cão saltitando pelo meio de nós, risos, conversas, mimos, beijos. Isto é felicidade, tão azul como o azul do céu de hoje.
Não interessa se há cansaços, doenças, trabalho a mais, viagens em demasia., um dia-a-dia pesado e cansativo. Porque há os risos, os abraços, os beijos, as cumplicidades, e até mesmo o cão aos pulos. Porque há NÓS. Eu, tu, ela, e os laços que nos ligam.

sexta-feira, abril 02, 2010

Sexta-feira santa

E eu em penitência, trabalhando todo o dia. Sonhando com as águas tépidas de mares tropicais - pus uma foto do mar das Maldivas no desktop, para matar saudades; só falta o som tranquilo das pequenas ondas a bater na areia para imaginar que bem estaria lá, agora... Ou em qualquer outro lado, que não enfiada no escritório a queimar neurónios com coisas de tempos que já lá vão e que, na verdade, não interessam a ninguém nem tornam ninguém mais feliz.
Onde quer que fosse, queria era estar sem preocupações de trabalho; sem ter de pensar no que vem a seguir, que não é pouco. Por isso, antes penitenciar-me, em sexta-feira santa, para levar a bom termo mais uma corveia. A preguiça na praia virá a seguir - embora me pareça ainda tão longínqua... Quando precisar de fazer mais uma pausa, em lugar de escrever posts, vou é ver prospectos de agências de viagens a pensar nas férias de Verão.

sexta-feira, março 19, 2010

Dia do Pai

O primeiro sem ti. Mais um que comemoro lembrando-te de ti quando eu era pequena, e calando as saudades desse tempo e de um outro que nos foi roubado, a ambos.

quinta-feira, março 11, 2010

Vamos?

Meu amor,
Não interessam PECs, crises, Sócrates. Não interessam pessimismos. Não interessa que estejamos ambos cansados e cheios de trabalho até às orelhas. Que os ombros doam ou os rins se façam sentir. Este fim-de-semana, finalmente, a previsão do tempo é de sol. Vamos ver o mar?

quinta-feira, março 04, 2010

Suicídio aos 12 anos

Mais que qualquer escandaleira política, mais que qualquer crise económica, o que me impressiona mesmo nas notícias, desde ontem, é a morte de um garoto de 12 anos que se atirou ao rio para não ser mais alvo de maus-tratos por parte de colegas da escola. Como se chega aqui? Como se desiste de viver aos 12 anos, como é que a morte parece preferível à vida a um garoto desta idade? E como é que não se deu conta da infelicidade tão profunda que ele sentia, do seu desespero, e se deixou acontecer uma tragédia destas?

domingo, fevereiro 28, 2010

Essa miúda

Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente p´ra ti...


Um pedaço de uma música linda de Jorge Palma, a pensar numa miúda (muito, muito miudinha) que já é uma feiticeira e faz nascer o sol nos corações de quem a ama.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Eu hoje estou assim

 
De pupilas dilatadas. Não consigo ver nem ler nada de jeito. Estou frustrada. Detesto este exame aos olhos.

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Se eu pudesse...

Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...

O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...

Alberto Caeiro

(há que tempos não lia este poema; e como eu gosto dele, e me consolou em momentos tristes...)

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Vale a pena ouvir


J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.

Encontrei este video no Bicho Carpinteiro. Vale a pena ouvir o discurso da J. K. Rowlings, e pensar sobre a importância de falharmos. Ou melhor, sobre o que o falhanço ou a adversidade nos podem ensinar, se tivermos unhas para os aguentar e ultrapassar.

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Nike

 
© R.M.N./G. Blot - H. Lewandowski

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

15 anos



Há, para mim como creio que para todos os pais, uma Era A.F. e uma Era D.F.: Antes dos Filhos e Depois dos Filhos. A minha Era D.F. começou, oficialmente, há 15 anos, não contando com os 9 meses de gravidez que conduziram ao nascimento da minha filha. A Era A.F. parece que nunca existiu. A Era D.F. nunca terá fim.
15 anos. O tempo passa, ela cresce, o meu amor cresce com ela. Parabéns, filha querida.

Invictus

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.


William Ernest Henley (1849–1903)

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Vela acesa

Por uma vida pequenina que luta para vencer. Pela mãe e pelo pai dela. Numa prece que não precisa de palavras e não me sai do pensamento.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Noutros lados, a terra treme

(foto EPA)

Temem-se mais de 100 000 mortos no Haiti. O que será desta gente que está ferida debaixo dos escombros, no país mais pobre da América? Com que cuidados rápidos poderão contar?
(Os terramotos são um dos meus pavores.)

E chove

Chove, chove, chove... Pela janela, vejo o tracejado dos pingos de chuva que cai sem parar há horas. É o tempo em que me sabe bem estar em casa, de manta nas pernas e a beber uma fumegante chávena de chá.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Olha, já passaram 11 dias do Ano Novo e não escrevi nada aqui!

E agora só escrevo para dizer que está um frio do caraças!

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Feliz Natal!

Já em tempos tinha ilustrado a quadra natalícia com este presépio de Fra Filippo Lippi, de que gosto imenso. Aqui está ele de novo, para desejar Boas Festas e um Natal muito feliz a todos quantos por aqui passam.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Capicua

Começa hoje mais um Inverno. Começa mais um ano da minha vida. Somam-se uns aos outros, como a cada Inverno sucede uma nova Primavera, a que se segue um novo Verão, e depois um Outono, e depois mais um Inverno e, com ele, mais um ano meu se cumpre. É inevitável.
Não tem grande graça envelhecer, ver rugas na cara e cabelos brancos. Mas é assim a vida, não há nada a fazer. O melhor, mesmo, é vivê-la. Venham mais 44, que cá estou pronta para eles!

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Tanto cansaço

Esta deve ser uma das minhas horas predilectas para escrever. Cheia de sono, absolutamente cansada depois de um longo dia de trabalho, com viagens pelo meio e muitas coisas para fazer. Cheia de sono, cansada, mas ao mesmo tempo ainda desperta e a precisar de esvaziar a cabeça do quanto houve (e há) a fazer.
As horas nocturnas são horas de paz. Já ninguém telefona, já ninguém chama, já não há tarefas domésticas à espera de serem feitas. De volta a casa, gosto de me sentir confortável no meu lar, sentir o seu calor, deixar-me penetrar pela sua atmosfera familiar, ouvindo música calma, no meu canto.

domingo, novembro 29, 2009

Nostalgia em tons de sépia

Dia de chuva, triste, cinzento. Ida ao cemitério, há muito adiada e hoje, finalmente, concretizada. Cresceu o número de túmulos a visitar. Recordei, ao percorrer as ruas tristes daquele cemitério envelhecido, os muitos anos durante os quais só lá se ia visitar o meu avô; agora, são quatro as campas de pessoas muito amadas que ali estão. Levei flores novas, cada uma depositada com uma imensa saudade, por entre a chuva triste e fria.
Em casa, agarrei numa caixa cheia de cartas velhas. Entre elas, dúzias de cartas da minha mãe para o meu pai. Cartas do tempo de namoro, dos primeiros tempos de casados, durante os quais estiveram muitas vezes longe um do outro e matavam as saudades escrevendo quase diariamente. Não tenho (ainda não as encontrei, ou se calhar já não existem) as cartas do meu pai, apenas as da minha mãe. Leio-as ouvindo a sua voz. Dou-me conta do muito que ficou por conhecer dos meus pais; aprendo a conhecê-los melhor, sob outros ângulos, através desta leitura. Não é a mãe e o pai que escrevem, mas um casal apaixonado, organizando a sua vida para conseguirem estar juntos e contando pequenos pormenores do seu quotidiano. Falam de pessoas que conheci, e que também já partiram deste mundo, na maioria dos casos. Falam de pessoas que não faço ideia quem eram, mas que faziam parte, então, das suas vidas. Não sei quem era a L., uma menina gravemente doente que a minha mãe visitava muitas vezes, e que acabou por falecer. Não sei quem era a R., colega com quem ela embirrava solenemente. Não sei quem eram vários colegas e amigos do meu pai, muitas vezes referidos. Não tenho a quem perguntar, ou sinto um certo pudor em fazê-lo em relação às poucas pessoas que me poderiam responder. Reconstituo percursos, itinerários de anos de que sei muito pouco. Admiro a ternura e alegria com que a minha mãe escreve; adivinho-as idênticas nas respostas do meu pai.
Cartas velhas, a cheirar a papéis guardados num sótão húmido e frio durante anos a fio. Com as tintas esmaecidas e o papel amarelecido pelo tempo. Cartas que procuro organizar e guardo ciosamente; não as quero partilhar com ninguém, quero-as minhas, só minhas.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Aniversário

Hoje, pela primeira vez, não te posso dar um beijo nem um abraço neste dia; não te posso falar, acariciar-te a face e as mãos, nem fazer o teu doce predilecto. Falo com a alma, e a tua escuta-me, desse outro lado da vida onde encontraste a paz, meu Pai, muito, sempre muito, querido.

terça-feira, novembro 24, 2009

Objectivos de vida

Um dia, quero ser como o meu cão: acordar a cada manhã alegre, feliz, cheia de energia, para mais um novo dia. Dispenso a parte de roer ossos com entusiasmo.

sexta-feira, novembro 20, 2009

Para ti, todo o meu tempo



Tivesse-o eu encontrado, e este cd seria uma prenda de anos. Fica esta música que me encantou quando vi o "clip" no Origem das Espécies, e que desde então ouvi uma série de vezes.

Hoje é dia de festa

Parabéns, meu querido! É a quinta vez que festejo ao teu lado o teu aniversário. Espero que quando fizeres o dobro da idade que hoje tens continuemos a festejar juntos. Um bocadinho mais trôpegos, mas sempre de mãos dadas e com o olhar enternecido, por ser o teu aniversário e por estarmos juntos e isso tornar tudo na vida mais belo.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Trabalhando

Na aparelhagem, A arte da fuga de Bach. No corpo, o cansaço de quem anda a exagerar no esforço. Na cabeça, a vontade de acabar o trabalho entre mãos e, depois, finalmente, poder descansar.
Este fim-de-semana não vou fazer a pontinha de um corno.

segunda-feira, novembro 09, 2009

O muro

Tivesse eu tempo, e punha aqui as minhas fotos do muro de Berlim. As que tirei em 1981, salvo erro - quando o muro separava os dois lados da cidade, que eu pude visitar. Mas não tenho tempo, por isso fica aqui apenas a referência, e a memória do final desse muro e do final da cortina de ferro.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Adrenalina

Há uma adrenalina especial quando estamos a chegar um trabalho que custou a parir e cujo resultado, no final, nos começa a agradar.

Desengano

Desengane-se quem pense que os filhos, ao crescerem, necessitam menos dos pais. Aos 14, digo eu da minha experiência, precisamos ainda mais de estar presentes, munidos de uma paciência maior que nós, e de uma imensa capacidade de ouvir, entender e acarinhar.
De preferência, claro, estas "crises" surgem quando estamos imersos em trabalho até às orelhas e vemos as poucas horas que faltam para termos de o apresentar a passar a galope.

quinta-feira, novembro 05, 2009

4 anos

Perguntaram-me hoje: "Nada de arrependimentos?" A resposta foi imediata: "Nenhum."
Absolutamente nenhum, meu amor. Antes pelo contrário, certezas renovadas em cada dia, em cada noite que passo abraçada a ti.

Cachorro avariado

Pela primeira vez nos seus já 4 anos de vida, o nosso cão está doente. É uma gastrite, pelos vistos, dizem os resultados dos exames que passou ontem a tarde a fazer no veterinário. Mas ele está apático, quieto, não se levanta do cesto, não corre para nós... Parece, mais do que nunca, um cachorro de peluche - só que sempre foi um peluche com pilhas duracell, e agora está um peluche sem pilhas.
Depressa, bichinho, põe-te bom! Quero-te a correr que nem doido casa fora, a fugir com um chinelo ou umas meias na boca; ou literalmente a voar até aterrares em cima do meu estômago; ou a ser quase impossível pôr-te a trela para ires à rua, de tantos saltos que dás. Volta a ser tu depressa, está bem? Nenhum dos teus donos gosta de te ver assim

sábado, outubro 31, 2009

Pedido de informação

Se passar por aqui alguém que conheça um hotel em Londres, bem situado (ou seja, junto de estações de metro e em zona central; perto de Russell Square seria o ideal), bonzinho e não tipo espelunca, mas também não caro como o raio, pede-se o favor de dar informações. Promete-se trazer recordação de Londres (se o hotel agradar, claro está).

quinta-feira, outubro 29, 2009

Gripe A

Pois é, o miúdo morreu por ter uma cardiopatia congénita. Mas não teria morrido sem a gripe A, e teria continuado a ignorar que sofria desse mal durante muitos anos. É isto que me assusta com esta gripe. Sei eu lá se sofro, ou se algum dos meus sofre, de um mal escondido que se pode revelar, fatalmente, com o virus da gripe A?

terça-feira, outubro 27, 2009

Chocolate amargo / café

Estou a desconfiar que o chocolate amargo anda a ter sobre mim efeitos semelhantes aos do café. O que é grave, muito grave. Sem café eu consigo passar. Sem chocolate, de vez em quando, duvido. E lá dentro está um bolo de chocolate tentador, em que é melhor não pôr sequer os olhos, ou é o cabo dos trabalhos para conseguir dormir logo à noite e fico com taquicardia.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Dúvida zoológica

Gripe das aves, gripe suína... será que pode haver gripe canina?

Boletim clínico

Tosse, garganta a arranhar, quase sem voz, com a cabeça pesada. O termómetro diz-me que não tenho febre, mas não estou muito confiante nele, porque me sinto quente. Basicamente , sinto-me miserável. Espero que amanhã esteja diferente, e que isto não degenere em nenhum tipo de gripe, A, B ou XYZ. Não só porque detesto estar doente, mas porque tenho demasiadas coisas para fazer, e com a cabeça assim o trabalho rende menos do que pouco.

sábado, outubro 17, 2009

Outono

Apesar das temperaturas demasiado altas, o Outono faz-se sentir. As folhas das árvores vão amarelecendo ou ficando daquele tom vermelho de que tanto gosto, e começam a atapetar o chão. Os verdes tornam-se menos exuberantes. O pôr do sol ganha tonalidades novas. Hoje, vi quer o nascer do sol, quer o seu ocaso - ambos lindos, anunciadores de dias solarengos. Anseio pelo chegar do frio e pela chuva, não porque goste dela, mas porque é muito precisa; do frio gosto, e apetecem-me camisolas quentinhas, botas, cachecóis.
Entretanto, aproveito estes últimos dias de bom tempo. Passeio o cão ao entardecer, e demoro no caminho, deixando-o cheirar todos os recantos e deixando-me olhar para o céu, para as árvores do jardim, sem pressa. Sabe bem, mas ao mesmo tempo é melancólico. O Outono é melancólico, para mim. Mesmo sendo belo. Ou talvez seja mais belo pela sua melancolia?

sexta-feira, outubro 16, 2009

Bicho esquisito

Uma mãe é um bicho esquisito. Suspira por uma escapadelazita a dois, mas quando a tem sente-se que nem galinha com o ninho vazio... Mesmo tendo o pintainho 14 anos e meio...

sábado, outubro 10, 2009

Love is...

... ir ao futebol com ele, a garota e a sogra.

quarta-feira, outubro 07, 2009

segunda-feira, outubro 05, 2009

A morte saiu à rua

A morte saiu à rua e ceifou uma vida a meio da sua existência.
Passámos a tarde de ontem no funeral de um amigo do L. Amigo desde os tempos da escola, não muito próximo nos últimos anos, mas sempre presente naquela rede de amizades e conhecimentos que enforma a vida de cada um de nós. Aos 43 anos, chegou um cancro silencioso nos intestinos que, quando se manifestou, já estava espalhado pelo corpo todo, e nada se podia fazer. A morte chegou menos de dois meses volvidos sobre os primeiros sintomas.
Fica um filho de 11 anos, uma mulher viúva, uma mãe que só queria poder trocar de lugar com o filho único que já não tem. Fica a incredulidade, e um murro no estômago de todos nós. A morte mostra-nos como também nós somos frágeis e mortais. Ela sai à rua e mostra-se tal como é, impiedosa, aleatória, abatendo-se sobre as suas presas sem qualquer pudor, e, se quiser, sem aviso prévio, sequer.
Descansa em paz, P. E que os teus saibam continuar as suas vidas, contigo no coração.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Médicos fantásticos

Há médicos fantásticos, nascidos mesmo para aquilo que fazem. Que sabem ouvir, esclarecem dúvidas, sossegam medos, explicam. Sempre com um sorriso.
(nota-se muito que o trabalho não está a render nadinha e que a ansiedade permanece?)

Sou eu que estou parva ou são os jornais?

Leio mais uma sondagem sobre as legislativas, e as notícias dos jornais, por exemplo esta. Não percebo nada de sondagens, mas como raio é que querem que eu lhes dê algum valor e faça a leitura de vitória estrondosa do PS sobre o PSD, se a percentagem dos indecisos (num universo de 811 inquiridos!!!!) é de 37%?????
Acho que me vou dedicar a sondagens. Telefono a todos os números de telefone da minha agenda, e depois também atiro para o ar com previsões. Não devem ser muito menos fiáveis do que estas.
(Não sou nada boa a esperar; vou aguentando, mas quando a hora se aproxima, a ansiedade vai crescendo, começa a apoderar-se de mim, e eu nada posso fazer; a não ser escrever coisas destas, que nada dizem, mas em que cada letra é um bocadinho de ansiedade deitada fora, aliviada.)

Antes que me esqueça

Domingo, voto PSD. Obviamente.

sábado, setembro 19, 2009

Cats

De novo vidrada no musical. O dvd antigo estava todo riscado, e andava à procura de um novo até que hoje, finalmente, o encontrou. Está a dançar e a cantar na sala, feliz como há 4 ou 5 anos.

sexta-feira, setembro 18, 2009

SMS

Hoje recebi uma sms da Direcção Geral de Saúde. Não sei quanto gasta o Estado nesta empreitada de mandar avisos sobre a Gripe A a cada possuidor de telemóvel, mas eu dispensava receber por esta via a indicação de que, se tiver sintomas de gripe, devo ficar em casa e contactar o serviço Saúde 24. Muito obrigada, mas já sabia.

Cantinho das angústias?

De vez em quando, é o que isto é. E, por isso mesmo, não é, nem isso, nem coisa nenhuma.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Mãe galinha

Sou, sempre serei. E ainda não me sei despreocupar quando ela faz viagens de comboio sozinha. Só logo ao final da tarde, quando a vir sair da carruagem e a abraçar, é que vou sossegar.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Muitos posts por escrever

Sobre a primeira incursão no norte de África. Sobre a minha irremediável paixão pelo Gerês. Sobre o regresso ao trabalho e à falta de vontade de o fazer. Sobre mimo em doses industriais. Sobre o bem que faz rir, sorrir, namorar, abraçar, nadar, brincar, passear, respirar fundo.
Mas não tenho tempo. O trabalho ficou quietinho à espera que eu chegasse de férias para me cair em cima, com toda a força. Lá para Dezembro devo voltar a ter um bocadinho de tempo livre...

terça-feira, agosto 25, 2009

quarta-feira, agosto 05, 2009


Férias, finalmente

Depois de um ano que pensei não aguentar. Um ano difícil como poucos, doloroso como menos ainda. Mas que se venceu. Agora vêm as férias, os dias sem fazer nada, apenas céu azul e mar e livros para ler e tempo para dormir sestas preguiçosas. Até daqui por umas semanas! E até lá, fiquem com umas imagens destes últimos dias, de semi-férias.

quarta-feira, julho 29, 2009

Ponto de exclamação

Neste blog, usa-se. Com conta, peso e medida, como os outros sinais de pontuação; procurando acertar na dose certa de cada um deles. Só não os uso em escrita académica, que deve ser mais séria, mais neutra, não transmitir emoções.
Eliminar os pontos de exclamação, tal como usá-los em demasia, parece-me um disparate.
Se escrever "Filha, vem cá." não transmito a urgência, a veemência, o tom com que a frase é proferida. "Filha, vem cá!" já tem todo esse ênfase. Ler "Viva o ponto de exclamação." soa a sensaboria debitada sem expressão; muito diferente de "Viva o ponto de exclamação!".

sábado, julho 25, 2009

E assim foi

Os abraços, os sorrisos, as mãos dadas... somos uns terríveis mimalhos, essa é que é a (deliciosa) verdade!

quinta-feira, julho 23, 2009

Recado particular

Fazes-me falta. Também me sinto sozinha; mais do que isso: desasada. Ao regressar, abraças-me, abraço-te, sorris-me, sorrio-te, e tudo passa.