terça-feira, julho 06, 2010
domingo, junho 20, 2010
Reflexões ao serão
Detesto estar aqui sozinha. Esta casa só convosco tem sentido; contigo, que me apontas o futuro, e contigo, que o traças ao meu lado, a tua mão a apertar a minha. De resto, esta casa é um monte de passados. Dos meus anos de casamento falhado. Dos tempos da minha filha pequenina. Sobretudo, com a vinda para cá de tantas coisas que estavam na casa dos meus pais, do passado de pais e avós já desaparecidos e que tanta falta me fazem, que me deixaram montes de livros, de roupas, de objectos de toda a espécie que me contam histórias de que queria saber mais; ou de que sei tanto que o coração se me aperta ao recordá-las.
Por isso, esta é uma casa povoada de fantasmas. Não gosto, nada, de aqui estar sozinha. Não por ter medo dos fantasmas, mas porque o seu eco se agiganta quando cá estou só eu. O meu lugar não é aqui; e muito menos é longe de vocês. Dos meus amores. Dos que me conduzem para o futuro e me afagam quando as recordações do passado são dolorosas.
O que me faz pensar numa coisa que dissemos hoje, a propósito da nossa cunhada. A diferença entre nós não está nos 14 anos de idade que nos separam. Está no que cada uma já viveu. E nisso, levo bem mais de 14 anos de avanço; levo uma diferença que está, toda ela, nos fantasmas que enchem esta casa.
sexta-feira, junho 18, 2010
Na morte de José Saramago
Nascidos no mesmo ano, o meu pai precedeu-o na morte um ano quase completo. Era sexta-feira, eu ia a caminho do hospital e recebi a notícia de que já não o ia ver com vida. Celebra-se amanhã um ano que ele partiu. Saramago partiu hoje. Pessoas completamente diferentes, nas suas vidas, nos seus credos. Incrivelmente parecidos, porém, fisicamente, nos tempos de decadência final.
Não posso ver esta foto que publico sem me lembrar do meu pai. E, pelas coincidências de datas, mais do que pensar em Saramago (que descanse em paz), penso no meu muito querido, nunca esquecido pai. E nas suas mãos que não volto a agarrar, nem a acariciar com carinho. Mas ouço a sua voz, muitas vezes; e a sua imagem, o seu sorriso, acompanham-me. Sobretudo quando estou rodeada de todas as suas coisas, em especial dos seus livros. Como vou estar todo este fim-de-semana, especialmente dedicado à saudade dele.
terça-feira, junho 01, 2010
Vamos lá ajudar
Há blogs que nos contam histórias terríveis. Assim é o Sorri Ratinho - o blog escrito pela mãe de um menino com lisencefalia. Quando o li, fiquei em lágrimas. Eu nem sabia que tal doença existia; que um cérebro podia ser liso, em lugar de ter circunvoluções. Que um bebé podia parecer normal até um dia se manifestar esta doença terrível e sem cura, que causa um atraso mental profundo e uma esperança de vida muito curta.
O Ratinho, como com tanto carinho a mãe lhe chama, precisa de ajuda. Com mais urgência, de dinheiro para ir a um médico nos EUA, especialista nesta doença. Para tal, estão a ser feitos leilões de produtos de artesanato: bordados a ponto de cruz, colares, etc. Vao lá, sigam os links e licitem. Se lerem o Sorri Ratinho, vão perceber que vale mesmo a pena gastar uns euros para ajudar estes pais tão dedicados ao Ratinho a fazê-lo sorrir.
segunda-feira, maio 10, 2010
Amor é...
Torcer pelo clube dele na final do campeonato. Ver o jogo ao lado dele.. Ficar contente com ele porque o seu querido Benfica ganhou.
quinta-feira, abril 29, 2010
Adenda
Mas a cada vez que regresso a casa, que chego, vejo as luzes nas janelas e te sei à minha espera, sei também que não troco esta vida stressada por nenhuma outra em que não estivéssemos juntos. Não há qualquer pontinha de arrependimento por certas decisões. Preciso, isso sim, de um emprego novo.
Calma
Do que eu mais preciso é de calma. De uma vida sem stress. Não sou feita para a velocidade vertiginosa de hoje. Preciso de um ritmo mais lento.
(Afirmo e sinto isto, olho para o que é a minha vida, e fico com vontade de rir à gargalhada. Um riso irónico, sarcástico mesmo, claro está.)
sexta-feira, abril 23, 2010
Taquicardia
Cada mail, cada telefonema, mais uma carrada de trabalho para ontem. Suspeito que vou ter um ataque de taquicardia ainda antes de começar o fim-de-semana - que não vai ser passado de papo para o ar...
quinta-feira, abril 22, 2010
Flor
Uma violeta branca abriu. Com a minha falta de jeito inata para tratar de plantas, fico sempre feliz quando vejo uma das minhas muito queridas violetas encher-se de flores. A primeira abriu, branca e perfeita. Espero que se sigam muitas outras, a alegrar a minha cozinha.
domingo, abril 11, 2010
Felicidade
De vez em quando, aparece como uma evidência. Quando estamos todos juntos, sentados no mesmo sofá, ou deitados na mesma cama, braços e pernas misturados, tu abraçado a mim, ela também, o cão saltitando pelo meio de nós, risos, conversas, mimos, beijos. Isto é felicidade, tão azul como o azul do céu de hoje.
Não interessa se há cansaços, doenças, trabalho a mais, viagens em demasia., um dia-a-dia pesado e cansativo. Porque há os risos, os abraços, os beijos, as cumplicidades, e até mesmo o cão aos pulos. Porque há NÓS. Eu, tu, ela, e os laços que nos ligam.
sexta-feira, abril 02, 2010
Sexta-feira santa
E eu em penitência, trabalhando todo o dia. Sonhando com as águas tépidas de mares tropicais - pus uma foto do mar das Maldivas no desktop, para matar saudades; só falta o som tranquilo das pequenas ondas a bater na areia para imaginar que bem estaria lá, agora... Ou em qualquer outro lado, que não enfiada no escritório a queimar neurónios com coisas de tempos que já lá vão e que, na verdade, não interessam a ninguém nem tornam ninguém mais feliz.
Onde quer que fosse, queria era estar sem preocupações de trabalho; sem ter de pensar no que vem a seguir, que não é pouco. Por isso, antes penitenciar-me, em sexta-feira santa, para levar a bom termo mais uma corveia. A preguiça na praia virá a seguir - embora me pareça ainda tão longínqua... Quando precisar de fazer mais uma pausa, em lugar de escrever posts, vou é ver prospectos de agências de viagens a pensar nas férias de Verão.
sexta-feira, março 19, 2010
Dia do Pai
O primeiro sem ti. Mais um que comemoro lembrando-te de ti quando eu era pequena, e calando as saudades desse tempo e de um outro que nos foi roubado, a ambos.
quinta-feira, março 11, 2010
Vamos?
Meu amor,
Não interessam PECs, crises, Sócrates. Não interessam pessimismos. Não interessa que estejamos ambos cansados e cheios de trabalho até às orelhas. Que os ombros doam ou os rins se façam sentir. Este fim-de-semana, finalmente, a previsão do tempo é de sol. Vamos ver o mar?
quinta-feira, março 04, 2010
Suicídio aos 12 anos
Mais que qualquer escandaleira política, mais que qualquer crise económica, o que me impressiona mesmo nas notícias, desde ontem, é a morte de um garoto de 12 anos que se atirou ao rio para não ser mais alvo de maus-tratos por parte de colegas da escola. Como se chega aqui? Como se desiste de viver aos 12 anos, como é que a morte parece preferível à vida a um garoto desta idade? E como é que não se deu conta da infelicidade tão profunda que ele sentia, do seu desespero, e se deixou acontecer uma tragédia destas?
domingo, fevereiro 28, 2010
Essa miúda
Essa miúda faz-te acreditar
Que o sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente p´ra ti...
Que o sol é um presente
Que a aurora traz
Principalmente p´ra ti...
Um pedaço de uma música linda de Jorge Palma, a pensar numa miúda (muito, muito miudinha) que já é uma feiticeira e faz nascer o sol nos corações de quem a ama.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Eu hoje estou assim
De pupilas dilatadas. Não consigo ver nem ler nada de jeito. Estou frustrada. Detesto este exame aos olhos.
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Se eu pudesse...
Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro
(há que tempos não lia este poema; e como eu gosto dele, e me consolou em momentos tristes...)
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro
(há que tempos não lia este poema; e como eu gosto dele, e me consolou em momentos tristes...)
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Vale a pena ouvir
J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.
Encontrei este video no Bicho Carpinteiro. Vale a pena ouvir o discurso da J. K. Rowlings, e pensar sobre a importância de falharmos. Ou melhor, sobre o que o falhanço ou a adversidade nos podem ensinar, se tivermos unhas para os aguentar e ultrapassar.
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
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