quinta-feira, novembro 12, 2009

Trabalhando

Na aparelhagem, A arte da fuga de Bach. No corpo, o cansaço de quem anda a exagerar no esforço. Na cabeça, a vontade de acabar o trabalho entre mãos e, depois, finalmente, poder descansar.
Este fim-de-semana não vou fazer a pontinha de um corno.

segunda-feira, novembro 09, 2009

O muro

Tivesse eu tempo, e punha aqui as minhas fotos do muro de Berlim. As que tirei em 1981, salvo erro - quando o muro separava os dois lados da cidade, que eu pude visitar. Mas não tenho tempo, por isso fica aqui apenas a referência, e a memória do final desse muro e do final da cortina de ferro.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Adrenalina

Há uma adrenalina especial quando estamos a chegar um trabalho que custou a parir e cujo resultado, no final, nos começa a agradar.

Desengano

Desengane-se quem pense que os filhos, ao crescerem, necessitam menos dos pais. Aos 14, digo eu da minha experiência, precisamos ainda mais de estar presentes, munidos de uma paciência maior que nós, e de uma imensa capacidade de ouvir, entender e acarinhar.
De preferência, claro, estas "crises" surgem quando estamos imersos em trabalho até às orelhas e vemos as poucas horas que faltam para termos de o apresentar a passar a galope.

quinta-feira, novembro 05, 2009

4 anos

Perguntaram-me hoje: "Nada de arrependimentos?" A resposta foi imediata: "Nenhum."
Absolutamente nenhum, meu amor. Antes pelo contrário, certezas renovadas em cada dia, em cada noite que passo abraçada a ti.

Cachorro avariado

Pela primeira vez nos seus já 4 anos de vida, o nosso cão está doente. É uma gastrite, pelos vistos, dizem os resultados dos exames que passou ontem a tarde a fazer no veterinário. Mas ele está apático, quieto, não se levanta do cesto, não corre para nós... Parece, mais do que nunca, um cachorro de peluche - só que sempre foi um peluche com pilhas duracell, e agora está um peluche sem pilhas.
Depressa, bichinho, põe-te bom! Quero-te a correr que nem doido casa fora, a fugir com um chinelo ou umas meias na boca; ou literalmente a voar até aterrares em cima do meu estômago; ou a ser quase impossível pôr-te a trela para ires à rua, de tantos saltos que dás. Volta a ser tu depressa, está bem? Nenhum dos teus donos gosta de te ver assim

sábado, outubro 31, 2009

Pedido de informação

Se passar por aqui alguém que conheça um hotel em Londres, bem situado (ou seja, junto de estações de metro e em zona central; perto de Russell Square seria o ideal), bonzinho e não tipo espelunca, mas também não caro como o raio, pede-se o favor de dar informações. Promete-se trazer recordação de Londres (se o hotel agradar, claro está).

quinta-feira, outubro 29, 2009

Gripe A

Pois é, o miúdo morreu por ter uma cardiopatia congénita. Mas não teria morrido sem a gripe A, e teria continuado a ignorar que sofria desse mal durante muitos anos. É isto que me assusta com esta gripe. Sei eu lá se sofro, ou se algum dos meus sofre, de um mal escondido que se pode revelar, fatalmente, com o virus da gripe A?

terça-feira, outubro 27, 2009

Chocolate amargo / café

Estou a desconfiar que o chocolate amargo anda a ter sobre mim efeitos semelhantes aos do café. O que é grave, muito grave. Sem café eu consigo passar. Sem chocolate, de vez em quando, duvido. E lá dentro está um bolo de chocolate tentador, em que é melhor não pôr sequer os olhos, ou é o cabo dos trabalhos para conseguir dormir logo à noite e fico com taquicardia.

quinta-feira, outubro 22, 2009

Dúvida zoológica

Gripe das aves, gripe suína... será que pode haver gripe canina?

Boletim clínico

Tosse, garganta a arranhar, quase sem voz, com a cabeça pesada. O termómetro diz-me que não tenho febre, mas não estou muito confiante nele, porque me sinto quente. Basicamente , sinto-me miserável. Espero que amanhã esteja diferente, e que isto não degenere em nenhum tipo de gripe, A, B ou XYZ. Não só porque detesto estar doente, mas porque tenho demasiadas coisas para fazer, e com a cabeça assim o trabalho rende menos do que pouco.

sábado, outubro 17, 2009

Outono

Apesar das temperaturas demasiado altas, o Outono faz-se sentir. As folhas das árvores vão amarelecendo ou ficando daquele tom vermelho de que tanto gosto, e começam a atapetar o chão. Os verdes tornam-se menos exuberantes. O pôr do sol ganha tonalidades novas. Hoje, vi quer o nascer do sol, quer o seu ocaso - ambos lindos, anunciadores de dias solarengos. Anseio pelo chegar do frio e pela chuva, não porque goste dela, mas porque é muito precisa; do frio gosto, e apetecem-me camisolas quentinhas, botas, cachecóis.
Entretanto, aproveito estes últimos dias de bom tempo. Passeio o cão ao entardecer, e demoro no caminho, deixando-o cheirar todos os recantos e deixando-me olhar para o céu, para as árvores do jardim, sem pressa. Sabe bem, mas ao mesmo tempo é melancólico. O Outono é melancólico, para mim. Mesmo sendo belo. Ou talvez seja mais belo pela sua melancolia?

sexta-feira, outubro 16, 2009

Bicho esquisito

Uma mãe é um bicho esquisito. Suspira por uma escapadelazita a dois, mas quando a tem sente-se que nem galinha com o ninho vazio... Mesmo tendo o pintainho 14 anos e meio...

sábado, outubro 10, 2009

Love is...

... ir ao futebol com ele, a garota e a sogra.

quarta-feira, outubro 07, 2009

segunda-feira, outubro 05, 2009

A morte saiu à rua

A morte saiu à rua e ceifou uma vida a meio da sua existência.
Passámos a tarde de ontem no funeral de um amigo do L. Amigo desde os tempos da escola, não muito próximo nos últimos anos, mas sempre presente naquela rede de amizades e conhecimentos que enforma a vida de cada um de nós. Aos 43 anos, chegou um cancro silencioso nos intestinos que, quando se manifestou, já estava espalhado pelo corpo todo, e nada se podia fazer. A morte chegou menos de dois meses volvidos sobre os primeiros sintomas.
Fica um filho de 11 anos, uma mulher viúva, uma mãe que só queria poder trocar de lugar com o filho único que já não tem. Fica a incredulidade, e um murro no estômago de todos nós. A morte mostra-nos como também nós somos frágeis e mortais. Ela sai à rua e mostra-se tal como é, impiedosa, aleatória, abatendo-se sobre as suas presas sem qualquer pudor, e, se quiser, sem aviso prévio, sequer.
Descansa em paz, P. E que os teus saibam continuar as suas vidas, contigo no coração.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Médicos fantásticos

Há médicos fantásticos, nascidos mesmo para aquilo que fazem. Que sabem ouvir, esclarecem dúvidas, sossegam medos, explicam. Sempre com um sorriso.
(nota-se muito que o trabalho não está a render nadinha e que a ansiedade permanece?)

Sou eu que estou parva ou são os jornais?

Leio mais uma sondagem sobre as legislativas, e as notícias dos jornais, por exemplo esta. Não percebo nada de sondagens, mas como raio é que querem que eu lhes dê algum valor e faça a leitura de vitória estrondosa do PS sobre o PSD, se a percentagem dos indecisos (num universo de 811 inquiridos!!!!) é de 37%?????
Acho que me vou dedicar a sondagens. Telefono a todos os números de telefone da minha agenda, e depois também atiro para o ar com previsões. Não devem ser muito menos fiáveis do que estas.