quinta-feira, setembro 24, 2009

Antes que me esqueça

Domingo, voto PSD. Obviamente.

sábado, setembro 19, 2009

Cats

De novo vidrada no musical. O dvd antigo estava todo riscado, e andava à procura de um novo até que hoje, finalmente, o encontrou. Está a dançar e a cantar na sala, feliz como há 4 ou 5 anos.

sexta-feira, setembro 18, 2009

SMS

Hoje recebi uma sms da Direcção Geral de Saúde. Não sei quanto gasta o Estado nesta empreitada de mandar avisos sobre a Gripe A a cada possuidor de telemóvel, mas eu dispensava receber por esta via a indicação de que, se tiver sintomas de gripe, devo ficar em casa e contactar o serviço Saúde 24. Muito obrigada, mas já sabia.

Cantinho das angústias?

De vez em quando, é o que isto é. E, por isso mesmo, não é, nem isso, nem coisa nenhuma.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Mãe galinha

Sou, sempre serei. E ainda não me sei despreocupar quando ela faz viagens de comboio sozinha. Só logo ao final da tarde, quando a vir sair da carruagem e a abraçar, é que vou sossegar.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Muitos posts por escrever

Sobre a primeira incursão no norte de África. Sobre a minha irremediável paixão pelo Gerês. Sobre o regresso ao trabalho e à falta de vontade de o fazer. Sobre mimo em doses industriais. Sobre o bem que faz rir, sorrir, namorar, abraçar, nadar, brincar, passear, respirar fundo.
Mas não tenho tempo. O trabalho ficou quietinho à espera que eu chegasse de férias para me cair em cima, com toda a força. Lá para Dezembro devo voltar a ter um bocadinho de tempo livre...

terça-feira, agosto 25, 2009

quarta-feira, agosto 05, 2009


Férias, finalmente

Depois de um ano que pensei não aguentar. Um ano difícil como poucos, doloroso como menos ainda. Mas que se venceu. Agora vêm as férias, os dias sem fazer nada, apenas céu azul e mar e livros para ler e tempo para dormir sestas preguiçosas. Até daqui por umas semanas! E até lá, fiquem com umas imagens destes últimos dias, de semi-férias.

quarta-feira, julho 29, 2009

Ponto de exclamação

Neste blog, usa-se. Com conta, peso e medida, como os outros sinais de pontuação; procurando acertar na dose certa de cada um deles. Só não os uso em escrita académica, que deve ser mais séria, mais neutra, não transmitir emoções.
Eliminar os pontos de exclamação, tal como usá-los em demasia, parece-me um disparate.
Se escrever "Filha, vem cá." não transmito a urgência, a veemência, o tom com que a frase é proferida. "Filha, vem cá!" já tem todo esse ênfase. Ler "Viva o ponto de exclamação." soa a sensaboria debitada sem expressão; muito diferente de "Viva o ponto de exclamação!".

sábado, julho 25, 2009

E assim foi

Os abraços, os sorrisos, as mãos dadas... somos uns terríveis mimalhos, essa é que é a (deliciosa) verdade!

quinta-feira, julho 23, 2009

Recado particular

Fazes-me falta. Também me sinto sozinha; mais do que isso: desasada. Ao regressar, abraças-me, abraço-te, sorris-me, sorrio-te, e tudo passa.

quinta-feira, julho 09, 2009

Números de telefone

Quando acedo aos números do meu telefone, o primeiro que me aparece é o do meu pai. Daqui a poucos dias vai ser desligado. Mas não o vou apagar da memória do meu telefone.

Coisas fofas

Chega ao pé da minha cadeira, salta cá para cima, lambe-me furiosamente e depois instala-se ao meu lado. Adormece quando lhe faço festas na pontinha macia das orelhas. Quando se farta, salta para o chão e vai à vida dele. Daí a pouco regressará, com o seu cheiro bom a cãozinho saudável e bem tratado.

quarta-feira, julho 08, 2009

Gripe, escolas e medidas preventivas

Parece que as Associações de Pais querem adiar o início do ano lectivo, por causa da gripe A. Não vejo qual a vantagem, a menos que seja adiado "sine die", até que toda a gente seja vacinada contra essa nova estirpe da doença, ou que esta, por milagre, se extinga. A principal medida preventiva, indicada no site da DGS, é a correcta e frequente lavagem das mãos. Nas escolas faltam, de modo geral, instalações sanitárias dignas desse nome, limpas e dotadas de lavatórios com sabonete líquido e toalhetes de papel para limpar as mãos. Não deveria ser isso o que as Associações de Pais deviam estar a reclamar?

segunda-feira, julho 06, 2009

Por entre as arrumações

Estas arrumações forçadas estão a obrigar-me a mexer em coisas que já não via há muito. Nas roupas que guardei da minha filha, por exemplo, e nos brinquedos dela. Encontrei as suas primeiras botinhas, lindas, verdes escuras com um comboiozinho bordado do lado, tão pequeninas... Ela pô-las ao lado das suas actuais sapatilhas 37/38, e ficou a olhar.
Vejo os vestidinhos, as roupinhas da cama de grades... Vem-me à lembrança um cheirinho a produtos de bebé, a toalhetes e cremes, aos ouvidos o palrar constante dela, os seus risos, os barulhos que os brinquedos faziam. Que saudades!
Estas arrumações são um percurso nostálgico por vários passados. Estou a chegar ao limite do que consigo aguentar - felizmente, amanhã fujo daqui.

quinta-feira, julho 02, 2009

E o mais difícil...

... é retomar a vida normal.

Orgulhos

Falo agora com o meu pai como não falava há muito. Falo pensando, e tenho a certeza de que, lá onde estiver, ele me ouve, como não me conseguia ouvir quando ainda cá estava. E, sem dúvida, está neste momento orgulhoso da sua neta mais velha - a minha filha. Tanto como eu, pelo menos; ou mais ainda, porque, com a sua sabedoria de muitos anos, a sua visão é diferente (não mais neutra, porque de avô babado).
Viu-a, no dia do funeral, a cuidar da mãe, com um carinho extremo. A limpar-lhe lágrimas teimosas que insistiam, de vez em quando, em rolar pela cara abaixo. A abraçá-la e dar-lhe a mão. A enchê-la de beijos. A desistir dos planos que já tinha feito para ficar ao seu lado. De lá de onde está, o avô orgulhou-se dela e sorriu, com aquele sorriso bonito que tantas vezes dirigiu a essa neta, a primeira que segurou nos braços, com infinita ternura.
Está, de certeza, agora, a sorrir de novo, com o sorriso que tantas vezes lhe vi quando eu tinha boas notas, porque ela foi, de novo, a melhor aluna da turma, proposta para o prémio de mérito da escola.
Se fosses vivo, pai, eu ia contar-te estas coisas todas, dando-te a mão, dando-te um beijo. Tu ias ter muita dificuldade em manifestar que tinhas compreendido e que estavas feliz. Agora já não há essas barreiras entre nós; só me custa não te poder beijar nem acariciar a tua mão...

segunda-feira, junho 29, 2009

Os dias seguintes

São dias estranhos, estes que tenho vivido. Dias de dor, mas também de tomadas de decisões muito pragmáticas. Não me parece verdade ter escolhido um caixão ou flores para o funeral. Menos ainda ter ido à morgue fazer o reconhecimento daquele corpo tão amado, e de repente tão frio, tão vazio de tudo o que torna um corpo vivo. Tive de fazer de "mestre de cerimónias". Ganhei, de certeza, um ror de cabelos brancos. Envelheci um pouco mais.
O que ainda não fiz, verdadeiramente, foi chorar pelo meu pai. Se calhar, vim a fazê-lo ao longo dos últimos 9 anos... e agora consigo encarar a sua morte, mais do que como uma perda, como uma libertação. O rosto tranquilo, pacífico, quase rejuvenescido com que adormeceu para sempre ajuda-me. Dá-me a certeza de que, finalmente, está em paz, de novo ele próprio, livre do corpo doente que lhe aprisionava a alma.
E agora é tempo de outras decisões pragmáticas, de desfazer a casa do meu pai. Nessa tarefa ingente (por causa, sobretudo, dos milhares de livros que deixou) têm passado os últimos dias. Amanhã (hoje, aliás, já passa da meia-noite) vêm homens de uma empresa fazer as mudanças. A minha casa vai ficar irreconhecível. Vale-me não ser a casa em que moro habitualmente, e sim a outra, onde só esporadicamente estou desde que me casei, mas que mantenho. A casa do meu pai vai-se transplantar para aqui, e na minha sala vou passar a ter os móveis dos meus avós, e um outro quarto será ocupado pelo escritório do meu pai. Vai passar a haver mais fantasmas nesta casa. Fantasmas feitos, sobretudo, de objectos, cheiros, sons que trazem recordações. Não são fantasmas indesejados. São o que faz de mim quem sou; mas nem por isso deixam de poder entristecer-me.
Obrigada a quantos, em comentários ou por outra via, me expressaram os sentimentos. Consola sentir que a nossa tristeza toca a outrem, que não estamos a vivê-la sozinhos . Afinal, esta é uma tristeza que um dia cabe a todos, pois todos perdemos entes queridos e, pela lei da natureza, são os filhos que vêem os pais partir.
Eu, de alguma forma, voltando ao que acima disse, e por mais paradoxal que possa parecer, não me limitei a perder o meu pai; de algum modo, recuperei-o. Não é o seu rosto doente que vejo agora, mas a sua cara feliz pegando na minha filha recém-nascida, como se vê na foto que tenho aqui ao lado; ou noutra, que fui buscar ao meu álbum de estudante, tirada no dia da bênção das pastas, em que o meu pai sorri com um ar muito orgulhoso por a filha estar a terminar o seu curso. Antes, com ele doente a mostrar-me, constantemente, a realidade deste duro e prolongado final de vida, não conseguia recordar as suas feições saudáveis. Agora, são elas que me preenchem as lembranças.