terça-feira, junho 09, 2009

E os dias correm

E vieram as eleições, e passaram as eleições, e o alívio de ver o PS derrotado não foi tão grande como a aflição de outras notícias, privadas essas, preocupantes. E enquanto por esse lado as coisas não sossegavam, não houve cabeça para comentar eleições, ou escrever posts, ou sequer saborear o descanso finalmente conquistado. Porque o meu pai, de novo, nos pregava um valente susto, com direito a hospital e tudo.
Mas agora está melhor, está em casa, e o processo de cura continuará, assim o espero, da melhor forma. E não foi preciso adiar os planos, e amanhã rumamos daqui para fora, para a praia, esteja o tempo bom ou nem por isso, o que importa mesmo é mudar de ares e respirar fundo e férias até domingo . Porque precisamos disso, e muito, os três.
Portanto, bons feriados, boa semana, até ao meu regresso!

sexta-feira, junho 05, 2009

Missão cumprida

Faltavam 3 semanas, agora já não falta nenhuma. Ainda não senti a diferença; ou melhor, se calhar já a sinto, quando me sobressalto a pensar que tenho de ..., e de ... - para depois me deliciar ao tomar consciência de que não, não tenho de ... nada disso. Tenho muitas, muitas coisas para fazer, mas não aquilo que, ao longo de demasiados meses tanto me custou.
Lembro-me de escrever aqui que estava a ser forçada a fazer uma espécie de teste de resistência, e com medo de não o aguentar até ao fim. Tinha razão para isso - o "burro" quase soçobrou sob o peso. Mas cá cheguei, ao que já posso considerar o final da jornada, sem demasiadas mazelas. Podendo respirar uns dias de alívio e deixando, por uns meses, de andar com a corda ao pescoço.

quinta-feira, maio 28, 2009

Ser adulto

Não é fácil. Sobretudo quando somos aqueles que estão na linha da frente - quando já não há a rede de apoio de pais com saúde, quando as responsabilidades de todas as decisões são nossas, e a ponderação de todas as variáveis nos cai em cima.
Às vezes, invejo a minha filha, que ainda pode (e espero que possa por muito e bons anos) vir ter comigo para resolver os problemas. A mãe cola, cose, conserta, males materiais e da alma. Deve ser bom ser adulto e ter uma mãe assim. Eu não tive essa sorte...

terça-feira, maio 19, 2009

O caso da professora que em lugar de História leccionava não sei bem o quê

É isto mesmo o que penso, e já tardava ver alguém a dizê-lo.
Fiquei pasmada, ontem à noite, ao ouvir num dos telejornais do final do serão a gravação feita na aula. Pasmada pelo conteúdo. Pasmada pela existência de uma gravação e pelo facto de estar a ser difundida na comunicação social.

domingo, maio 17, 2009

(só mais 3...)

São só mais 3 semanas. Só 3. Depois de tantas, todas elas suadas, suspiradas, detestadas. Mas já só faltam 3. Quase posso suspirar de alívio. Não me interessa quanto trabalho vem a seguir - pelo menos não é este ritmo, este exílio, o que fiz todo o ano sem vontade, apenas por obrigação, orgulho, brio e teimosia.
São só mais 3 semanas. Só mais 3. E uma já começou.
Sinto-me uma prisioneira em contagem decrescente para sair da prisão.

"Em perigo por amor"

É mais ou menos este o título em destaque de uma revista das que têm muito sucesso hoje em dia, por trazerem as últimas revelações sobre os "famosos". E quem está, em perigo por amor? Sócrates, o nosso 1º, que por amor a Fernanda Câncio deixou o seu luxuoso e seguro apartamento e passou a ficar, quase todas as noites, no apartamento da namorada, numa edifício antigo em plena baixa pombalina; o casamento, assegura a revista, está para breve. A história é ilustrada com fotos de ambos (nunca juntos) a entrar e a sair do imóvel, bem como dos seguranças que acompanham o primeiro-ministro (com as caras desfocadas). Percebe-se que nenhuma delas foi tirada com conhecimento dos visados, mas sim à distância e furtivamente. Ainda não li nenhumas palavras enfurecidas da parte de nenhum dos protagonistas da história, nem ouvi dizer que houvesse algum processo judicial contra a publicação destas fotos não autorizadas. A mim, que nada tenho a ver com a vida privada deles, esta reportagem enojou-me.

quinta-feira, maio 14, 2009

(mais um)

(e já agora, será pedir demais que por meia dúzia de dias não haja olhos secos, nem doridos, nem inchados, nem vermelhos, nem a arder, nem a doer, nem a não conseguir fixar a vista no computador ou em livros?)

(desabafo baixinho)

(São umas a seguir às outras, porra... Cada tiro, cada melro. E eu farta, farta, farta.)

Preservativos distribuídos nas escolas? Não, obrigada!

De vez em quando, dou com notícias que me deixam perplexa. Anda-se, pelos vistos, a pensar em distribuir preservativos nas escolas. A que propósito? Também distribuem analgésicos, betadine, pensos rápidos, pensos higiénicos? Se um aluno se magoar, com certeza que sim; se uma aluna for apanhada desprevenida sem pensos higiénicos, não sei se encontra alguns à sua disposição na escola, mas devia encontrar. Agora os preservativos para que é que são distribuídos numa escola? É lá que precisam deles?
Que haja educação sexual nas escolas, acho muito bem. Que os adolescentes estejam informados sobre os locais onde podem ter informação sobre preservativos e outros métodos contraceptivos e acesso a eles, de modo gratuito, sobre consultas de planeamento familiar, etc, etc, igualmente. Agora que seja função da escola distribuir preservativos, a que propósito?

segunda-feira, maio 11, 2009

O que faz um bom médico...

... não é ser o mais sábio sobre a sua especialidade. É ser competente, claro; mas é também ser humano, saber inspirar confiança no doente, perceber que um doente é alguém fragilizado que não se pode tratar com arrogância ou impaciência. É por isso que não vou voltar ao meu reumatologista e volto, sempre, à minha doce e calma médica de medicina interna.

quinta-feira, maio 07, 2009

Pela estrada fora

Vão sozinhos, dois a dois ou em grupos grandes. Usam, quase todos, coletes reflectores. Transpiram sob o sol quente da tarde. Há postos da Cruz Vermelha de tempos a tempos, para os ajudar. Passo por eles de carro com todo o cuidado, que a berma da estrada é estreita e eles vêm à conversa, sem grandes cuidados. Move-os uma fé que eu não consigo perceber: não vejo que vantagem há em dar cabo de pés, e pernas para pagar uma promessa. Preferia ver promessas cujo pagamento tivesse consequências benéficas, como prometer ajudar quem precisa, fazer as pazes, procurar ser melhor. Mas essa é a minha fé, se calhar demasiado racionalizada, demasiado intelectualizada; outra é a deles. Comovem-me estes peregrinos, caminhando sob o calor, cansados mas tenazes, aproximando-se de Fátima e da imagem da Virgem a quem prometeram pagar, com o seu sacrifício, as preces atendidas.
Fátima, para mim, estará sempre associada à minha avó, que assistia com fervor às cerimónias do 13 de Maio transmitidas na televisão. A minha avó, que morreu faz amanhã vinte anos, e de quem só guardo boas recordações e uma imensa saudade.

terça-feira, maio 05, 2009

segunda-feira, abril 27, 2009

Sobre cães

Como já aqui disse, é bom ter um cão quentinho deitado aos meus pés. Aliás, é bom ter um cão - ponto final. Muito melhor do que alguma vez tinha pensado. E o lugar que ele ocupa na família é, também, maior do que eu podia imaginar.
Trabalhar quando a cabeça anda a pairar por outras paragens é complicado. Sobretudo quando o trabalho implica reflectir, concentrar-me, escrever.

terça-feira, abril 21, 2009

Ditados certeiros

"O homem põe e Deus dispõe."
Mas às vezes não sei se é Deus. Deus tal como O concebo (e fui ensinada a conceber), como o supremo Bem, como Aquele que nos ama. Se o é, de vez em quando tem umas formas muito estranhas de o demonstrar. Bem sei que não sou Deus, mas a quem eu amo, o que mais quero é dar o melhor de tudo. Não me divirto a trocar-lhe as voltas e a colocar obstáculos no caminho só porque sim.
Se Deus não é sádico, então Ele não tem mesmo nada a ver com isto.

quinta-feira, abril 16, 2009

Uma coisa completamente diferente

Ter de ler um guia de estilo de 96 páginas para publicar um artigo de 10 parece um exagero... e uma espécie de tortura sádica por parte do editor.

quarta-feira, abril 15, 2009

Falando com os meus botões

Não é nada agradável uma pessoa ganhar consciência de que é susceptível de ter doenças. Não gripes ou faringites, não uma apendicite aguda ou uma perna partida.Refiro-me a doenças-doenças, crónicas, capazes de pôr em risco a nossa qualidade de vida, se não mesmo a própria vida. Recordo demasiado bem o susto que apanhei na altura em que o meu coração resolveu bater à doida, e eu ter percebido que sou vulnerável, que a minha saúde não é um dado adquirido e que nem sempre se dá a volta por cima ou os sustos não resultam em "afinal não era nada". A ideia de perder capacidades, sejam elas físicas ou intelectuais, assusta-me imenso.

Corrigenda

Afinal, se calhar é mesmo importante saber dar os nomes às coisas e tratá-las com os medicamentos apropriados. A diferença entre ontem e hoje é enorme, felizmente. Já não me sinto prestes a ter de pedir reforma antecipada por invalidez.

terça-feira, abril 14, 2009

Da importância dos nomes das coisas

Saber que tenho uma periartrite nos joelhos, o que provoca uma tendinite e uma bursite (se bem entendi o que o médico explicou) é exactamente igual a não saber qual o mal dos meus joelhos. Doem da mesma maneira. E a porcaria das droguinhas que estou a tomar exactamente para aquilo que tenho fazem tanto efeito como as mezinhas mais de farmácia caseira de que me andava a socorrer antes de ir a um especialista, ou seja, muito próximo de zero. O que vai dando algum alívio é mesmo o descanso, o saco de água quente, uma manta sobre os joelhos.