terça-feira, abril 14, 2009

Da importância dos nomes das coisas

Saber que tenho uma periartrite nos joelhos, o que provoca uma tendinite e uma bursite (se bem entendi o que o médico explicou) é exactamente igual a não saber qual o mal dos meus joelhos. Doem da mesma maneira. E a porcaria das droguinhas que estou a tomar exactamente para aquilo que tenho fazem tanto efeito como as mezinhas mais de farmácia caseira de que me andava a socorrer antes de ir a um especialista, ou seja, muito próximo de zero. O que vai dando algum alívio é mesmo o descanso, o saco de água quente, uma manta sobre os joelhos.

Adenda

Miminho de filha também faz muito bem. Sobretudo quando se tem uma tendinite a quase impedir-nos de andar e a fazer os joelhos doer permanentemente.

Mozart

Há algo de apaziguador, de redentor, de colo materno na música de Mozart.

sexta-feira, abril 10, 2009

quarta-feira, abril 08, 2009

Boa Páscoa!

Aqui ficam os meus votos para quantos por aqui passam - uma Páscoa feliz, tranquila, sem dores de dentes nem bichinhos no frigorífico, com paz, saúde e alegria, ao lado dos que amamos.

terça-feira, março 31, 2009

Era o que me faltava

Abro o frigorífico e vejo uns bichinhos a olhar-me. Parecem umas pequenas aranhas. Suspeito que vêm de uma alface que ninguém deu por estar a apodrecer. Agora, num dia em que estou a trabalhar pelos cabelos, com vontade de largar tudo e partir no primeiro avião que me leve daqui para fora, tenho de limpar o frigorífico de alto a baixo. Estas coisas só acontecem, claro, quando a empregada não está.

domingo, março 29, 2009

Gran Torino

Fantástico. O melhor de todos os filmes que já vi este ano.

quinta-feira, março 26, 2009

Dor de dentes, paga-se para a levarem daqui para fora

O que não era dor tornou-se dor, e daquelas de fazer acordar uma pobre alma às 4 da manhã e praticamente não voltar a pregar olho, e de fazer chorar de dor à primeira tentativa de anestesia para o desvitalizar. E esta porra não está a ceder a anti-inflamatórios e faz-me doer toda a metade direita da cabeça.
Continuo a achar que devíamos ser desdentados como as galinhas. Ou que os nossos dentes deviam ser como peças de Lego. Pelo menos, que não tivessem nervos, que não pudessem doer!

quarta-feira, março 25, 2009

Reciclagem

Às vezes apetecia-me poder reciclar-me. Assim como se lava uma camisola suja e deformada, se lhe tira o borboto e se obtém uma camisola que parece novinha em folha. Neste preciso momento, mandava fora um dente estúpido que teima em se fazer sentir (não é doer), os joelhos que resolveram ter reumatismo, os olhos que andam em greve de produção de lágrimas, e, já que estava com a mão na massa, e porque faria bem ao meu ego, todos os quilos que tenho a mais.

segunda-feira, março 23, 2009

Critérios jornalísticos

A notícia de abertura do Jornal da Noite da SIC Notícias foi o penalti que não existiu na final da Taça da Liga. Durante pelo menos 20 minutos (o tempo que eu ouvi) de nada mais se falou neste noticiário - no mesmo dia em que os incêndios não param no Parque da Peneda-Gerês. Sou eu uma espécie de extra-terrestre, ou mais gente se espanta com estes critérios de prioridade jornalística? É que até na SIC Notícias isto acontece, caramba! Será mais importante um erro de arbitragem e a birra que o Sporting está a fazer à custa disto (como se fosse líquido que tivessem ganho se não fosse esse erro - que eu saiba, perderam na marcação de grandes penalidades), ou a desgraça dos incêndios que, em Março, estão a consumir um dos nossos mais importantes parques naturais?

Boas notícias

Ando a precisar de saber de notícias boas. Coisas alegres, positivas, que dêem esperança a estes tempos cinzentos e deprimidos.

quarta-feira, março 18, 2009

Post politicamente incorrecto

Todos se juntam em coro quanto à turma especial de ciganos numa escola de Barcelos. Quantos quereriam ter os seus filhos em turmas onde houvesse alunos ciganos? Pois é... É muito fácil falar quando não é connosco, quando não nos toca a nós ou aos nossos filhos.

Não sou a favor de uma escola inclusiva se isso significar juntar tudo no mesmo saco e achar que todos são iguais - há os que são, efectivamente, diferentes, e têm direito a tratamento diferenciado. Obviamente, o tratamento diferenciado não pode passar por contentores para uns / salas normais para outros. Mas este não é, decerto, o único caso de contentores a servir de sala de aulas, pois não? Recordo-me de saber de outros casos, em que se recorria a eles enquanto se faziam obras em escolas. E entre um contentor devidamente adaptado e um pré-fabricado gélido e esburacado como aqueles em que fiz o ciclo preparatório, não sei qual será melhor...

Jornalismo de qualidade

"Incêndio na Serra do Marão será reforçado com mais um helicóptero pesado", noticia o Público. E eu que pensava que os helicópteros serviam para combater os fogos, e não para os reforçar...

terça-feira, março 17, 2009

Pobre país, o nosso*

Onde, com duas semanas de tempo quente, desatam a lavrar incêndios, alguns dos quais ganham grandes dimensões e não se conseguem circunscrever. Ainda estamos no Inverno. O que será no Verão? Será mesmo o fogo uma fatalidade das nossas florestas?

* Copyright do Abrupto.

sábado, março 14, 2009

Enviados especiais

Por que carga de água é que a RTP mandou para a Alemanha a Sandra Felgueiras, para fazer reportagens em directo sobre a tragédia ocorrida na escola? Que necessidade existe de haver essas reportagens, entrevistando quem devia ser deixado no recato da sua dor? Ainda por cima, feitas com o tom alarmista/sensacionalista/iluminado desta jornalista, que me faz duvidar sobre se estou a ver o telejornal da RTP ou o da TVI?

quinta-feira, março 12, 2009

Ainda as cegonhas

Já viram isto? É uma delícia. Lá estou eu de novo a sorrir, a olhar para as cegonhas a alisarem as penas com os seus longos bicos.

quarta-feira, março 11, 2009

(Antes pensar em cegonhas do que em massacres em escolas... Tenho vários medos associados ao facto de ser mãe.)

Cegonhas

Vi-as hoje, muitas, empoleiradas nos postes de alta tensão e a voar, com as suas grandes asas abertas, pairando num céu azul que anuncia a Primavera. Surpreenderam-me, pois eu não estava no Alentejo, mas num comboio na linha do Norte. Fiquei a vê-las e a sorrir. Acho-as lindas.

sexta-feira, março 06, 2009

Afonso Tiago

Chocou-me o seu desaparecimento sem deixar rasto. Mesmo sabendo que o mais provável era ter morrido, chocou-me também a notícia do aparecimento do seu corpo, hoje, nas águas do Spree. As mais sentidas condolências aos familiares e aos amigos deste rapaz de sorriso franco e cara alegre; em especial, um abraço para ti, .

quinta-feira, março 05, 2009

Mais coisas que eu não entendo

Andaram a vender-nos o "peixe" da situação difícil da EDP. Do preço excessivamente baixo a que pagávamos a electricidade. Da necessidade imperiosa de subir os preços para valores mais próximos dos reais custos da energia eléctrica. Na minha conta de luz nota-se, e de que maneira, a diferença - e não foram os meus hábitos que mudaram, antes pelo contrário. Agora ficamos a saber que a EDP teve no ano passado o melhor ano de sempre, com um crescimento de 28% face ao ano anterior. É impressão / ignorância minha, ou boa parte disto foi obtido à custa do bolso do consumidor? Será que era mesmo necessário subir da forma como subiu o preço que pagamos por ter um bem essencial como a electricidade em casa?

terça-feira, março 03, 2009

Moon river


Para uma menina que descobriu há pouco o encanto de Audrey Hepburn e dos seus filmes.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Segredo de justiça?

Se há coisa de que eu não entendo é nada é de leis. Muito menos de segredos de justiça, o que é que está obrigado a ele, o que não está. Por isso, quando leio que o procurador geral da república pede o fim do segredo de justiça para o caso Freeport, pergunto,-me: é possível abolir o segredo de justiça de acordo com a vontade de juízes ou da polícia, ou de quem manda nessas coisas? Ainda por cima, alegando que essa será a forma de acabar com as fugas de informação permanentes? Então o que se deveria fazer não era dar com essas fugas e impedir que se repitam?
Mas estas são dúvidas, certamente, só minhas, de perfeita ignorante do mundo admirável das leis, da justiça e da investigação criminal.

Sugestão para o nome do cão dos Obama

Agora que já se sabe que a raça escolhida foi mesmo o cão de água português, e que ainda não foi encontrado o nome ideal para o bicho, aqui fica a minha sugestão, lembrando o Jardim da Celeste, um dos melhores programas infantis que a RTP já produziu. Nome para o cão: Sócrates. What else?
Quem não sabe quem é o Sócrates do Jardim da Celeste pode ficar a conhecê-lo vendo o video:

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Pornografias

Muito mais do que o quadro de Courbet que deu origem a escandalosas queixas e à apreensão de livros em Braga que constituíram, com a censura ao "Magalhães" em Torres Vedras, as piadas carnavalescas do ano, eu acho que os pais preocupados com o que está ao alcance da vista dos seus filhos deviam indignar-se com os programas de tv que lhes são destinados. Como aquela coisa inenarrável em que a Luciana Abreu se passeia semi-nua.

Carnaval

Sem uma serpentina, uma fantasia, um samba. Juntos à beira- mar, com um cão doido de alegria a correr pela areia fora, num dia de sol estupendo.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Oscares


Era 1h da manhã e eu acordada, a ler este livro. Nem me lembrei dos Oscares. De manhã, quando o meu marido me anunciou os vencedores, tive dificuldade em me situar: a minha cabeça estava cheia de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist. O segundo volume da trilogia não defraudou as minhas expectativas, antes pelo contrário.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Leiam e assinem, por favor

O Afonso Tiago continua desaparecido, não se sabendo do seu paradeiro há mais de um mês. Eu não conheço o Afonso Tiago. Mas conheço o , seu primo. E isto dá uma outra proximidade a esta tragédia, torna-a mais real e dolorosa. Não imagino, não quero imaginar, o que será não saber onde está quem nos é mais querido. Nem o desespero que dá o inevitável "arrefecimento" do interesse por este caso que não pode ficar por deslindar.
A próxima visita de Cavaco Silva à Alemanha poderá constituir uma oportunidade para voltar a dar visibilidade a esta situação dramática, se houver um empenho político da parte da Presidência da República no sentido de continuarem e aprofundarem ainda mais as investigações para o encontrar. Por isso, a família está a lançar uma petição, que pode ser assinada aqui. Para que o Afonso seja encontrado.


terça-feira, fevereiro 17, 2009

Post scriptum

Momento mais chocante do Prós e Contras de ontem: umas certas e horrorosas meias azuis combinadas com um casaco amarelo.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

E para acabar os posts sérios

Sobre outra questão que se quer discutir e, assim, fazer esquecer o desemprego crescente, a falta de soluções para a crise, etc, etc: a eutanásia. O que eu penso é exactamente o que escreve o Vasco Campilho no 31 da Armada. Vão lê-lo lá, vale a pena; e leiam já agora outros posts, do João Moreira Pinto, partindo do caso de Eluana (linko o primeiro, os outros vêm a seguir a este).
Acrescento: não levei a minha mãe para morrer uns dias mais tarde, mas inevitavelmente, nas urgências do hospital; morreu na sua cama, nos meus braços. O mesmo fez ela, anos antes, com a minha avó, que faleceu ao lado dos que amava. Tratadas ambas, é claro, com tudo o que era possível levar a casa, transformando-a numa espécie de unidade de cuidados intensivos que minorassem a sua agonia, mas não procurando prolongar-lhes a vida para além de tudo o que era razoável, porque estavam em estado terminal.
Mas isso não é eutanásia; e eu sou contra a eutanásia.

E pronto, terminam aqui as minhas declarações políticas e sobre temas fracturantes dos próximos meses.

Casamentos entre homossexuais

1) A homossexualidade, já o escrevi no Um pouco mais de azul um dia, faz-me confusão, entendo-a mal - mas respeito-a, é com cada um e eu não tenho nada com isso. Compreendo o desejo de os homossexuais verem a sua relação reconhecida por lei, para além de uma simples união de facto. Se se pode chamar ou não casamento, não sou jurista, mas porque não? Não é um contrato de vida em comum, no respeito de ambas as partes, prometendo lealdade, assistência, e todas as demais coisas que fazem um casamento?

2) Posto isto, acho a atitude de Sócrates de acenar com o casamento entre homossexuais como bandeira para o seu novo mandato como manda-chuva do PS e como candidato a primeiro-ministro uma pouca-vergonha. Está, com isso, como com a questão da discussão da eutanásia e da regionalização, a querer tapar o sol com a peneira, sendo que o sol que pretende encobrir é pouco radioso, é o da grave crise em que estamos e das respostas que não deu às trapalhadas de Freeports e outros assuntos não deslindados e pouco abonatórios da sua pessoa.

3) Se o que Sócrates / PS / governo quisessem mesmo, acima de tudo, fosse resolver o problema de discriminação dos homossexuais face ao casamento, porque é que não votaram o projecto apresentado pelo BE ao Parlamento? Porque isso ia render dividendos ao BE, não é? E agora dá jeito, porque tentam com esta bandeira roubar votos que poderiam ir para o Bloco. Ou seja, são uns oportunistas do caraças, e também se dedicariam à defesa da causa dos ouriços cacheiros caso percebessem que isso ia render votos. E os homossexuais em si mesmos interessam-lhes tanto como interessariam, nesse caso, os ouriços.

Primeiros sinais

Pequenas flores brancas nascem por entre os ramos escuros dos arbustos. Quase não se vêem. Mas estão lá, e anunciam, juntamente com a luminosidade do dia, o aproximar da Primavera.
Da próxima vez que for passear o cão, tenho de levar comigo a máquina fotográfica.

Ele há coisas que eu não percebo lá muito bem

Título alternativo: há sempre razões para nos espantarmos nesta vida.

Como ler que Saramago ficou muito comovido por um ex-refém das FARC ter referido o seu Ensaio sobre a Cegueira. Caramba, então as FARC não são uns gajos porreiros que lutam pelo triunfo da revolução, velhos e bons amigos do PCP, que aprisionam apenas os que se opõem à chegada dos amanhãs que cantam ou coisa que o valha?

E já agora, como as falhas de memória de Dias Loureiro, que não se lembra de nadinha da sua participação num negócio de milhões que redundou num fracasso. Que diabo, quem vai prestar declarações perante uma comissão de inquérito faz o trabalho de casa e revê as matérias sobre as quais vai ser interrogado, acho eu; sobretudo se sofre de má memória.

Mas isto da falta de memória parece ser uma doença que grassa na classe política portuguesa. Há umas semanas, era Sócrates quem não se lembrava de uma série de coisas quanto ao caso Freeport. Estes senhores deviam tomar uns remédiozitos para melhorar o funcionamento cerebral.

(ó pra mim a escrever posts políticos - é o que dá sentir, cada vez mais, uma enorme desconfiança relativamente aos senhores que nos deviam governar, e uma vontade de me pôr a milhas daqui)

sábado, fevereiro 14, 2009

Dia dos namorados

Nunca liguei a este dia, nunca o comemorei, mas namorar tem um significado especial desde que entraste na minha vida. Se no dia 1 comemorei a melhor prenda que alguma vez recebi, pode servir o dia 14 para celebrar outro presente fantástico, outro milagre da minha vida: tu, meu namorado, meu marido, meu companheiro, meu amor.
(E pronto, isto saiu piroso à brava, mas é exactamente o que sinto e quero deixar aqui a assinalar este dia, mais um dos que vivemos juntos, mais um dos que quero viver ao teu lado até sermos muito, muito velhinhos e continuarmos a passear de mãos dadas).

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Charles Darwin

Faz hoje 200 anos que nasceu. Podem ver aqui as iniciativas existentes em Portugal para assinalar a data. E aqui um blog sobre a exposição que hoje abriu na Gulbenkian e vai valer a pena visitar.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Feeling blue

Há dias em que a nostalgia nos invade. Por causa de uma música, de uma conversa, de uma discussão pateta, de algo que nos vem à memória, por tudo isso e por nada, apenas porque sim, ou por apetecer estar na rua a gozar este bendito sol com que S. Pedro hoje nos brindou e, ao invés, estar dentro de portas a trabalhar.
Há dias em que a nostalgia nos invade - nessas alturas, não é boa ideia ouvir a banda sonora do Era uma vez na América, por muito que se goste dela. Deixa cá mudar o cd para qualquer coisa com tons menos sépia.

sábado, fevereiro 07, 2009

"Hospitais sem meios para tratar cancros rastreados"

Notícias destas chocam-me, deixam-me preocupada e envergonhada.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Sugestões de leitura

Querem um livro daqueles que não apetece parar de ler e que nos custa a deixar quando chega ao fim? Viciante, bem escrito, e com uma história interessantíssima?
Já ouviram falar de Stieg Larsson e do Millenium (que não é um banco, mas uma revista)? Têm informações na Biblioteca de Babel e no Ciberescritas. Foi por aí que eu fiquei com vontade de conhecer a obra de Larsson, cuja história, aliás, seria digna de uma personagem destes livros. Comprei Os homens que odeiam as mulheres na segunda-feira à tarde, não sosseguei antes de chegar ao fim das suas cerca de 500 páginas, e ainda estou meio mergulhada na história e a pensar no Mikael e na Lisbeth, os pouco convencionais heróis do livro.
Só não percebi porque é que mudaram o título na edição portuguesa, não lhe tendo chamado A rapariga com a tatuagem de dragão; por muito que o nome que lhe foi dado faça sentido face ao conteúdo da obra.
Agora, o problema vai ser manter-me longe de livrarias para não ceder à enorme tentação de comprar o segundo volume... O terceiro só sai para o Verão.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Concordo

Crónica de João Miguel Tavares, no DN de hoje, sobre o caso fedorento do outlet.

domingo, fevereiro 01, 2009

14 anos


Faz hoje 14 anos que vi pela primeira vez a sua carinha linda, que o meu dedo ficou preso na sua mãozinha minúscula, e me apaixonei perdida e irremediavelmente por esse pedacinho de gente que era, então, a minha filha, hoje mais alta do que eu, mas sempre, sempre, o meu amor pequenino, a melhor prenda que a vida me deu.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Resumindo

Portugal fede. E boa parte desse mau cheiro vem do governo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Final de dia

De dia triste, cinzento, daquela chuva miúda e invasiva que odeio. Não sei se saberia viver num país sem sol, escuro a partir das três da tarde - dias como o de hoje deixam-me tão neura, o que faria se fossem meses assim?
A música que pus aqui em baixo não ajudou. É lindíssima, mas de uma imensa melancolia que me faz voltar à tristeza impossível de dominar ao ver o filme.
Um dia triste e cinzento, pois, ainda por cima passado, inteirinho, sentada à secretária a fazer coisas de que não gosto, de empreitada, para acabar mais depressa.
Vou é fazer o jantar e, com os cheiros e o calor da cozinha, espantar a neura.

A música

segunda-feira, janeiro 26, 2009

A troca

Gostei do filme, muito - e da música. Felizmente, não levei a minha filha. É duro, pesado, angustiante; não sei porque é que tem uma classificação para maiores de 12 anos - por não haver cenas de sexo, por certo. Mas há outras, muito mais chocantes para olhos de miúdos. A mim, provocou uma enorme angústia, uma sensação de opressão e uma vontade enorme de esmurrar a cara de várias personagens daquela história kafkiana.

terça-feira, janeiro 20, 2009

domingo, janeiro 18, 2009

O diário de Bridget Jones

Gosto imenso dos livros, em especial do primeiro. Detesto o filme (que está a dar neste momento no Canal Hollywood). Transformaram uma história engraçadíssima numa idiotice pegada, com um monte de cenas disparatadas e o Mark Darcy a fazer uma figura de parvo impossível.
Fico sempre danada quando estragam um bom livro ao adaptá-lo ao cinema.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Contumaz

Anda mal disposto desde domingo: apanhou um lenço de papel a jeito e zás, papou metade dele, deixando o resto estraçalhado no meio do chão. Depois vomitou, perdeu o apetite, ficou com prisão de ventre. Nem saltava para um biscoito como é habitual. Passei ainda ontem umas horas com ele deitado no meu colo, depois de ter vomitado uma vez mais.
Ontem ao final do dia começou a melhorar. Já dava saltos a pedir para ir à rua, conseguiu fazer umas caganitas, voltou a comer com apetite e a mostrar-se o cãozinho enérgico que costuma ser. E não é que, há pouco, o vejo a enfiar o focinho no cesto dos papéis e a fugir deliciado com um guardanapo de papel usado?

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Muito trabalho

"Cozinhando" um "banquete" com "restos" e mais umas coisitas encontradas na "despensa". Leia-se restos da tese e base de dados construída para ela. Há quanto tempo eu não falava de semelhante coisa! Neste blog, creio que é uma estreia.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Esmeralda

Leio que a menina foi definitivamente entregue ao pai. Penso que isso deve ser o fim de um pesadelo para todas as partes envolvidas. Espero que haja mais bom senso agora do que houve antes. E não deixo de pensar no que andará na cabeça daquela garotinha que não tem culpa de nada e apanhou por tabela por causa de adultos sem juízo que, a meu ver, não tiveram como objectivo máximo o interesse supremo dela.
Muitas vezes pensei que o ideal seria que os pais biológicos e o casal que a criou engolissem as mágoas e o que achavam ser direito seus e procurassem dar à menina quatro colos que não tivessem de se excluir uns aos outros para poderem ser usufruídos por ela. Será que isso ainda será possível? Com o tempo, talvez. O tempo cura tanta coisa...

Esta manhã

Os carros aqui na rua estavam cobertos de gelo. Foi a primeira vez que os vi assim em Lisboa.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Olhó blog paradinho!

Se calhar congelou com o frio. Ou se calhar é a dona dele que tem demasiado trabalho e está sem tempo para blogar. Apesar do frio - de que, devo dizer, gosto. Prefiro temperaturas baixas a mais de 40º; e vivam os cachecóis, as luvas, os carapuços, os casacos quentinhos, as meias de lã, as mantas nas pernas e uma casa com aquecimento e vidros duplos nas janelas!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

A culpa é do mau tempo

Dia 1 de Janeiro totalmente caseiro. Não apetece sair com este tempo. Apetece, isso sim, a casa quentinha, o conforto de não ter de ir para lado nenhum.
Dispensava o estar a trabalhar... Tenho de terminar uma coisa com a máxima urgência - e antes aproveitar o dia feio de hoje para isso do que desperdiçar um dia sem chuva. Por isso aqui estou, agarrada ao computador. Aliás, estamos os três no mesmo. Ele põe papelada em ordem, ela visita os seus sites favoritos, eu trabalho. O cão divide-se entre os três, e também ele se queixa do tempo; não gosta de ir à rua debaixo de chuva, nem de usar uma casa de banho feita de erva molhada.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Até para o ano!


Boas entradas em 2009 para todos, e que o Novo Ano seja mais azul do que este último dia, cinzento e chuvoso, de 2008. Azul, sereno e brilhante, como este mar com que vos deixo - o mar grego de que tanto gosto, com Ítaca ao fundo, iluminado pelo sol de um belíssimo dia de Verão.

domingo, dezembro 28, 2008

Perplexidades

Há muitas coisas que não entendo. Aqui vão duas, a propósito das notícias que têm vindo a lume:

1) Quem espera de mais de 20 h nas urgências hospitalares por causa de uma gripe? Quando uma pessoa tem gripe mete-se na cama, não passa um dia inteiro, sem comer, nem dormir , numa sala carregada de pessoas doentes.

2) Porque é que perguntam às pessoas a razão por que vão aos saldos? Não é óbvio que é porque os preços das coisas estão mais baixos?

Perplexidades de Inverno, nestes dias pós-Natal frios e chuvosos em que apetece ficar em casa no quentinho. E em que não apetece nada, mas mesmo nada, preocupar-me com mais uma escalada de violência no Médio Oriente. Essas são outras perplexidades: as da impossibilidade de palestinianos e israelitas encontrarem uma solução pacífica para as suas vidas. Quantas mais pessoas terão de morrer nessas terras bíblicas até que chegue a paz?

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal!

Quando eu tinha a idade da Miosótis, os preparativos para o Natal começavam apenas depois do dia dos meus anos e da passagem lá por casa de um bando de pequenos terroristas - como eu compreendo bem, agora, a cautela dos meus pais, que não queriam ver estragado o velho e enorme presépio que, todos os anos, vinha enfeitar um canto da sala. Num recanto estreito, com a ajuda primeiro de bancos, caixotes e montes de revistas, depois de umas muito funcionais placas de esferovite cortadas à medida, o meu pai instalava a estrutura do presépio. Essa estrutura era depois toda coberta com plástico e por cima dele era colocado um tapete de musgo, que iamos comprar ao mercado. Cheirava tão bem! Trazia por vezes uns pedaços de líquenes agarrados, que eu guardava para pôr bem juntinho ao Menino Jesus, por os achar especialmente bonitos. As figuras do presépio ficavam, de ano para ano, numa enorme caixa, no sótão, e só o meu pai tinha força e braços suficientemente grandes para a trazer cá para baixo (hoje a caixa parece pequena, até...). A minha irmã e eu desembrulhávamos as figuras, colocávamo-las no presépio. Eu gostava especialmente de dispor o imenso rebanho de ovelhas que tinhamos - todos os anos acrescentado com mais umas que o meu pai comprava, e, acima de tudo, arranjar o interior da cabana onde ficavam as imagens da Sagrada Família. Com todo o cuidado, arranjava lugar para Maria, José, a vaca, o burro, a manjedoura de palhinhas com o Menino deitado, e ao lado dele os cordeirinhos mais pequeninos, que me encantavam, e que eu queria que fizessem companhia a Jesus.
Durante todo o tempo que demorava a construção do presépio, eu cantava canções de Natal. O meu pai tinha um belíssimo disco com as mais conhecidas, cantadas por um coro inglês, e eu sabia a letra de todas, interpretando muitas vezes à minha maneira as palavras de uma língua que estava a começar a aprender. A essas juntava todas as outras, portuguesas, que conhecia, e ainda mais umas quantas cá da minha lavra.
Lembrar-me do Natal da minha infância é recordar o cheiro do musgo, a minha eterna cantoria, o fazer do presépio, as árvores de Natal que durante muitos anos foram pinheiros verdadeiros que por vezes caíam, apesar de todos os cuidados em fixá-los bem dentro de um vaso, e cujas agulhas picavam enquanto lhes prendíamos as bolas, com muito cuidado, porque se partiam.(repost daqui)
Quando escrevi este post, há quatro anos, os meus Natais tinham demasiados fantasmas e ausências. Agora, apesar dos fantasmas e das ausências, são felizes de novo, rodeados de paz, de harmonia, de calor humano. É isso que eu desejo a todos quantos por aqui passarem: um Natal em paz, com saúde, junto dos que mais amam.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Uma prenda para muita gente

Em qualquer ocasião, uma notícia destas seria fantástica. É-o ainda mais na altura do Natal. Poderá não parecer muito importante para quem não tem problemas de visão, mas quem vê mal percebe imediatamente porque é que estes óculos fazem sorrir.

domingo, dezembro 21, 2008

Mais um ano


Com balanço azul. Assim venham mais, muitos mais.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Post pouco próprio para épocas natalicias

Odeio vizinhos que não respeitam o direito ao sossego de quem tem o azar de partilhar com eles um prédio. Odeio, acima de tudo, os seus risos alarves, o berreiro que fazem a qualquer hora sem se importarem com o que possam incomodar os outros. Se eu soubesse como, inventava uma espécie de raio que entrasse por baixo da porta deles e que lhes retirasse a capacidade de emitir sons. A eles e à absurdamente potente aparelhagem que têm.
(Felizmente estou nesta casa poucas vezes.)
Alguém sabe como avariar uma aparelhagem por telepatia?

terça-feira, dezembro 16, 2008

E mais Roma (1)

Uma das muitas imagens de Nossa Senhora que enfeitam as esquinas dos prédios de Roma.
Gosto muito desta, na esquina entre o Campo de' Fiori e a rua que dá acesso à praça onde fica a École Française de Rome. Fotografei-a há 4 anos, da esplanada em que estava sentada. Agora foi a minha filha quem se encantou com ela.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

9 anos

Roma, Campo de' Fiori, 7/12/08

Com o correr dos anos atenuou-se a dor das memórias tristes. Aprendi a viver com elas e, acima de tudo, com a ausência. Mas nem por isso deixo de sentir saudades, ou de pensar que tanta coisa teria sido diferente se a vida não te tivesse pregado esta partida. Nem deixo de sentir a falta de poder ser pequenina como só sabia ser no teu colo, querida Mãe.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Vacanze romane (3)

Roma, Campo de' Fiori, 7/12/08

Vacanze romane (2)

Roma, ruínas da cidade antiga (estou com preguiça de ir ver ao guia de que templos são as colunas), 6/12/08

terça-feira, dezembro 09, 2008

Vacanze romane (1)


Roma, Pantheon, 8/12/08

Fotos

Dantes, eu era a fotógrafa de serviço. Agora, só tiro fotografias quando a fotógrafa quer aparecer na imagem. É estranho descarregar o cartão da máquina para o computador e quase todas as fotografias serem novidade.

sábado, dezembro 06, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Vergonhas

A estação de Coimbra B é uma verdadeira vergonha. Para a CP e para a cidade. De certa forma, é uma imagem fiel de Coimbra, e isso é ainda pior.

sábado, novembro 29, 2008

Asneiras

Será que só eu é que dei conta que a notícia do Sol sobre a próxima greve dos professores que o Sapo está a colocar em destaque na sua página tem um erro crasso, anunciando uma data para a greve no título e outra no corpo da notícia? Ninguém, nem do Sol nem do Sapo, deu pela asneira?

sexta-feira, novembro 28, 2008

Como punir?

Sou contra a pena de morte. Mas diante dos crimes terroristas, do total desrespeito pela vida alheia, da desumanidade, pergunto-me se o mundo não fica mais limpo com o desaparecimento desta corja, ou se há outras formas de lutar contra o terrorismo que não passem pela aniquilação de quem o pratica.

quinta-feira, novembro 27, 2008

(parênteses)

Este blog (como o meu anterior) sempre rumou ao meu ritmo, não ao das notícias ou modas. Mas por vezes parece andar à revelia do mundo, alheio a ele. Não anda - ou melhor, não ando eu. Só que nem sempre me apetece, aqui, falar da realidade, ou não tenho tempo para o fazer. Ou, como é agora o caso, prefiro refugiar-me em Bach quando o mundo lá fora mostra as suas piores facetas, em Bombaim.
Tenho medo do terrorismo. Medo por mim e pelos meus - pela minha filha, sobretudo. Quando coisas destas ocorrem, sinto vontade de agarrar as mãos dos que amo e de ficarmos assim unidos, bem juntos, protegendo-nos.

Paraíso

Diz-se que a mulher de Bach afirmava que no céu tinha de haver música do marido, ou não seria um verdadeiro paraíso. Eu concordo com ela.


quarta-feira, novembro 19, 2008

Trevos de quatro folhas

Às vezes acho que José Sócrates tem tanta sorte como o Gastão. Ascendeu à presidência do PS nas circunstâncias em que o fez, tornou-se primeiro-ministro com maioria absoluta em grande medida devido às desgraças do PSD, teve os problemas constantes deste partido a evitar-lhe uma oposição à altura, e agora o PSD continua a facilitar-lhe a vida, etc, etc. Neste momento em que a crise alastra, o desemprego cresce e a tensão com os professores está ao rubro, em que a "sociedade civil" já começa a irritar-se com este assunto, pois vê os filhos a serem impedidos de entrar em escolas fechadas e sob a ameaça de não haver notas para ninguém, tem o fim do silêncio de Manuela Ferreira Leite e a sua inabilidade comunicativa a jogar em seu favor. E é ver toda a gente a comentar, a opinar, a desviar a atenção dos problemas reais do país e a indignar-se com o que ela disse. Mas passa verdadeiramente pela cabeça de alguém que ela estivesse a defender reformas impostas durante períodos de suspensão da democracia? Tenham juízo.
Não há pachorra para este país. Às vezes, dá-me uma vontade tão grande, mas tão grande de emigrar...

terça-feira, novembro 18, 2008

À espera...

Deitado à porta, respira pela frincha, esperando que o dono chegue.
Eu estou quase como ele.

terça-feira, novembro 11, 2008

E agora o outro lado da questão

Este ano, entrou em vigor um novo regime de faltas dos alunos do ensino básico (não sei se abrange os do secundário também). Prevê, se não me engano, que os alunos que tenham atingido um número de faltas igual ao dobro dos tempos lectivos semanais de cada disciplina tenham de se submeter a provas de avaliação especiais, para verem se não estão atrasados na matéria. Isto é válido, note-se, mesmo no caso de faltas justificadas. Note-se que estou a "vender" isto como me foi explicado pela directora de turma da minha filha, que teve o cuidado de alertar os encarregados de educação para esta nova situação; posso estar a incorrer em algum erro sem querer, mas creio que fixei bem o que a professora explicou.
1ª pergunta: para que servem os testes que se fazem ao longo de cada período, se não para verificar o estado de conhecimentos do aluno? Não deve o professor ter o cuidado de verificar se o aluno está ou não a acompanhar a matéria, apesar das faltas, sem ser preciso fazer uma prova que parecerá sempre uma punição?
2ª pergunta: há disciplinas que os alunos têm uma só vez na semana, em blocos de 90 minutos que contam como duas aulas de 45 minutos cada. Se um aluno falta a essa aula, tem duas faltas. Se falta duas vezes, fica logo com quatro faltas e em situação, portanto, de fazer a dita prova. Faltou dois dias apenas, e, repito, por razões justificadas. Até pode ser uma vez no início do período e outra no final - porque, por exemplo, tinha uma consulta num médico que só atende nesse dia da semana. De acordo com o novo regulamento, terá de fazer essa prova. Faz sentido? Eu acho que não.
3ª pergunta: o que sucede se o limite de faltas for alcançado em disciplinas como Área de Projecto ou Estudo Acompanhado, que não são sujeitas ao mesmo tipo de avaliação que as outras? Faz algum sentido haver uma prova de Estudo Acompanhado? Ninguém no Ministério da Educação tinha pensado neste "pequeno" pormenor no início do ano escolar, pelos vistos.
Não sei se, entretanto, já terá havido alterações e/ou esclarecimentos face a este novo regulamento. Serve este exemplo, creio, para mostrar a facilidade com que o Ministério manda para as escolas regulamentação pouco pensada. Bem intencionada, decerto. Mas de boas intenções, como toda a gente sabe, está o inferno cheio. E eu sei que, para muitos professores, dos que dedicaram os melhores anos da sua vida e todas as suas energias ao ensino, exercer a sua profissão se tornou, nos últimos tempos, um inferno.

A luta dos professores

Tenho muita dificuldade em pronunciar-me sobre as razões concretas dos protestos dos professores. Não conheço as regras da avaliação em curso, ouço e leio notícias contraditórias. Impressiona-me, obviamente, o número de participantes na manifestação de sábado. Mas também me impressionam, num sentido bem diferente, as reportagens que vi sobre ela. As boçalidades proferidas por aqueles que têm como missão ensinar. A indignidade de muitos dos cartazes e dos gritos de ordem. Ao ver os telejornais, senti vergonha desta classe que já foi minha, e que foi a da minha mãe durante décadas. E a minha filha, a ver televisão ao meu lado, estava também espantada, e perdeu um pouco mais do respeito por aqueles que a ensinam.
Não me parece que seja assim que os professores fazem os pais dos seus alunos aderir à sua causa. Por muita razão que possam ter, não a sabem demonstrar. Como não a sabem demonstrar de cada vez que uma aula de substituição da minha filha é passada a jogarem ao jogo do galo, ou coisa parecida, com um professor que lhes diz claramente que está a fazer um frete ali. Já passaram dois ou três anos sobre a introdução das aulas de substituição - não teria já havido tempo para se programar o seu bom funcionamento? Só por má vontade é que isso não se faz, e só por má vontade também é que não se aceita que a existência de aulas de substituição é uma boa ideia. Uma das coisas que me parece, no meio de toda esta luta dos professores, é que há uma enorme má vontade. E a má vontade não costuma ser boa conselheira.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Os desastres de Miosótis

Cenário: à mesa da cozinha, à hora do almoço, já um pouco tarde.
Em cima da mesa: um prato de sopa e outro com puré, bifes de perú e cogumelos.
Cena: Miosótis espreguiça-se vigorosamente (o que não é muito bonito, mas sabe bem), bate com a mão no vaso que está na prateleira por cima da mesa, o vaso cai, despejando terra e folhas de violetas por tudo quanto é sítio, incluindo o prato de sopa e o de comida.
Resultado: limpar chão e mesa, deitar toda a comida fora, preparar à pressa fettucinni à bolonhesa congelados que por acaso havia no congelador (porque era dia de acabar com restos e não estava mais nada feito), comer a toda a pressa porque a campainha da escola não deixa de tocar à hora certa lá por haver meninas desastradas.

quarta-feira, novembro 05, 2008

3

3 anos são 36 meses e são 1095 dias. Não sei se mais 1, não me lembro se algum destes anos foi bissexto. Sou demasiado má a reter pormenores como esse na minha memória. Mas sou muito boa a recordar que foram dias felizes. Uns mais bonitos, outros menos, claro, que isto da felicidade não é uma coisa linear e igual a toda a hora, antes algo que subjaz ao dia-a-dia, que o enforma. Foram felizes, porque todos estiveram - estão - impregnados dessa coisa fantástica que começou a tomar forma faz hoje 3 anos.

Obama


Não sei em quem votaria, nem se Obama é o melhor, para os EUA e para o mundo. Mas sei que este é um momento notável. Um negro, de uma raça que há poucas décadas atrás não tinha sequer direitos cívicos, é o novo presidente da América.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Porque em tempos de crise (e de demasiado trabalho), rir faz bem à alma

Não sou fã do Gato Fedorento, mas reconheço que às vezes têm momentos inspirados que são verdadeiras pérolas. Ontem, fartei-me de rir com a entrevista à Dra. Manuela Ferreira Leite. Quem não viu, pode ver aqui.

Nunca mais aprendo...

Como tenho pouco que fazer, e não ando afogada em trabalho, acabei de aceitar mais uma empreitada, para daqui a menos de um mês. Não podia dizer que não, sob pena de perder uma oportunidade que eu própria reclamei...

domingo, novembro 02, 2008

Tempo livre, precisa-se

Preciso com urgência de um fim-de-semana sem trabalho.

terça-feira, outubro 28, 2008

Infertilidade

Vi, há pouco, na RTP1 mais uma reportagem sobre o problema da infertilidade. Nos últimos tempos, tem havido muitas notícias a este respeito - não admira. É vergonhosa a forma como se tem lidado com a infertilidade em Portugal. É vergonhoso que um casal tenha de esperar, em certos casos, dois anos para poder iniciar nos hospitais públicos os tratamentos de que necessita para poder ter um filho. Se for um casal em que a mulher já tenha mais de 38 anos, nem sequer tem acesso aos serviços públicos - ou tem dinheiro suficiente para recorrer à medicina privada, ou desiste logo de ter filhos. Num país em que a natalidade diminui, a maternidade é deixada para cada vez mais tarde, os segundos casamentos levam um número crescente de casais a formar-se apenas por volta dos 40 anos e a infertilidade afecta cerca de 15 a 20% dos casais, será que não é altura de mudar alguma coisa neste domínio?

"Lê para mim, mãe..."

Falhei, decerto, em muitas coisas na educação da minha filha. Mas sei que não falhei quanto a ajudá-la a gostar de ler. Se contasse as horas que passei a contar-lhe e ler-lhe histórias desde que nasceu, chegaria aos largos milhares. Histórias para ajudar a comer, histórias para tomar banho, histórias antes de dormir, histórias para fazer passar o tempo de viagens, histórias para fazer parar as lágrimas, histórias porque estávamos com mimo, histórias porque sim. Todas essas histórias que me ouviu contar-lhe e ler-lhe criaram nela um gosto enorme por livros. E eu fico muito contente por isso - e por a memória das horas passadas juntas em torno de histórias e de livros lhe serem tão queridas como são para mim.

Retrato matinal

O vento abana com violência os liquidambares que vejo da janela. Folhas caídas rodopiam , voam, caem de novo no chão. Por vezes elevam-se no ar folhas de jornais. O barulho do vento soma-se ao das teclas do computador e à música que me acompanha nesta manhã em que, pela primeira vez este ano, me apetece ter uma manta nas pernas.

segunda-feira, outubro 27, 2008

domingo, outubro 19, 2008

Mãe & Filha

Há coisas que continuamos a fazer juntas como quando era pequenita. A diferença é que ela o faz sentindo-se voltar à infância; e que eu abraço, no final, não uma miúda para a qual tenho de me curvar, mas uma rapariga mais alta do que eu.

É estranha a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se perdeu. Tenho saudades de lhe contar uma história antes de ela dormir, de a ter no colo, de a sentir a precisar de mim como precisava dantes.

É boa a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se ganhou. Gosto de a ter como companheira de novas coisas, cúmplice com quem partilho livros, filmes, gostos vários, rapariga responsável com quem posso contar. E ela, se bem que de outra forma, precisa de mim como dantes - ou mais ainda.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Marteladas

... soam em meu redor, assim como berbequins e outras máquinas estranhas que fazem um barulho ininterrupto que se enfia pela minha cabeça adentro. É no meio deste barulho que trabalho (felizmente, apenas hoje).

sábado, outubro 11, 2008

Adenda ao post anterior

É que o teste de sobrevivência pode falhar. E feita num oito já eu andei demasiado tempo, dispenso a repetição da dose.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Reflexões no fim de um dia com demasiadas horas de trabalho

Se sobreviver com saúde física e mental a este ano, devo ser capaz de sobreviver a qualquer coisa. A questão é que não tenho a menor vontade de fazer semelhante teste de resistência.

terça-feira, outubro 07, 2008


E agora está sol

E eu fico logo mais bem disposta e positiva. Chá quente, bolachinhas integrais a acompanhar, o sol a iluminar o escritório - a ver vamos se consigo mesmo acabar esta corveia!

Falando com os meus botões

E continua a chover. Uma cortina de água parece desabar do outro lado desta janela através da qual vejo a rua. Este tempo deixa-me melancólica. Não, não gosto do início do Outono. E também não gosto do que estou a fazer neste momento, que nunca mais termina porque estou a andar em círculos, sem conseguir encontrar o fio da meada e pôr cobro a um trabalho que já me ocupa (e preocupa) há demasiado tempo.
Vá, mãos à obra, tens mais que fazer, mulher! - digo a mim mesma - Tens mais uma lista enorme de coisas pendentes e urgentes a que te dedicar; felizmente, na maior parte dos casos, mais agradáveis também. Mas são sempre feitas sob pressão, e se há coisa que detesto é a pressão sobre mim e o meu trabalho. Odeio a sensação que raramente me abandona de ser um boneco num jogo de plataformas que corre, corre, corre e nunca chega à meta, ultrapassando obstáculos atrás de obstáculos sem parar. É isto o que mais me cansa e satura.

Outono

Chove. Apetecem meias nos pés e o aconchego da lã nos braços. Da janela, avisto as folhas já castanhas e avermelhadas das árvores. O dia está tristonho. O Outono chegou, não há dúvida. É a segunda vez que o vejo chegar este ano.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Casa

Estava aqui a escrever um e-mail em que falava de nós, e resumi a nossa história a isto: os teus braços são o lugar certo para eu estar, e sei-o a cada vez que nos abraçamos. É neles que me sinto em casa.

Ubiquidade

Gostava de ser ubíqua e poder estar em vários lugares ao mesmo tempo. Nos dias 20 e tais de Outubro, por exemplo, há uns 3 ou 4 sítios onde gostaria de estar, separados por demasiadas centenas de quilómetros. E todas as manhãs daria muito jeito que um dos meus eus pudesse ficar na cama, a dormir ou a preguiçar gostosamente...

segunda-feira, setembro 29, 2008

Comparações

Há trabalhos enguiçados, que se fazem desde o início com custo e sem vontade. É assim um pouco como uma gravidez difícil repleta de enjoos e más disposições que termina num parto longo com recurso a ferros para fazer nascer a criança que não quer sair do ventre materno. Possa ao menos o resultado final ser um bebé lindo e perfeito...

terça-feira, setembro 23, 2008

Coisas fantásticas

Nova meta a atingir na educação: ministra da Educação quer 100% de aprovações no 9º ano. É fácil: é só passar administrativamente toda a gente. Dar orientações no sentido de ninguém chumbar. Há muito tempo que penso que se podia dar à nascença, juntamente com o boletim de vacinas e a cédula pessoal, o diploma do 9º ano; seria mais honesto do que promover o sucesso escolar a partir de decisões tomadas no gabinete ministerial.
(Tive conhecimento desta notícia através do Origem das Espécies, onde o FJV a classificou, entre outras categorias, na de "Para rir").

quinta-feira, setembro 18, 2008

Fundamentalismo imbecil contra a obesidade

Vi no cantinho sobre a obesidade do Público on-line um mero título dizendo que a Madeira proíbe bolos de aniversário com creme nas escolas. Fiquei fula com a imbecilidade de tal medida. Bolo de aniversário leva creme, chantilly, doce de ovos, corantes e todas as demais porcarias que decoram um bolo e fazem uma criança feliz. Se as comerem apenas nessas ocasiões especiais, não lhes faz mal. Faz-lhes bem pior o leite chocolatado carregado de açúcar que, pelo menos até há 3 anos atrás, era zelosamente distribuído a todas as crianças das escolas-primárias. Porque não dar-lhes, antes, leite simples, sem açúcar? E deixar os bolos de aniversário em paz...

quarta-feira, setembro 17, 2008

Novo ano escolar

Fala-se muito de computadores e internet nas escolas. Eu peço muito menos do que isso. O que eu queria mesmo era que na escola da minha filha houvesse papel higiénico nas casas de banho e cortinas nos duches dos balneários.

segunda-feira, setembro 15, 2008

E por falar em Grécia...

... vão ver o Mamma Mia. E divirtam-se a valer!