terça-feira, fevereiro 03, 2009

Concordo

Crónica de João Miguel Tavares, no DN de hoje, sobre o caso fedorento do outlet.

domingo, fevereiro 01, 2009

14 anos


Faz hoje 14 anos que vi pela primeira vez a sua carinha linda, que o meu dedo ficou preso na sua mãozinha minúscula, e me apaixonei perdida e irremediavelmente por esse pedacinho de gente que era, então, a minha filha, hoje mais alta do que eu, mas sempre, sempre, o meu amor pequenino, a melhor prenda que a vida me deu.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Resumindo

Portugal fede. E boa parte desse mau cheiro vem do governo.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Final de dia

De dia triste, cinzento, daquela chuva miúda e invasiva que odeio. Não sei se saberia viver num país sem sol, escuro a partir das três da tarde - dias como o de hoje deixam-me tão neura, o que faria se fossem meses assim?
A música que pus aqui em baixo não ajudou. É lindíssima, mas de uma imensa melancolia que me faz voltar à tristeza impossível de dominar ao ver o filme.
Um dia triste e cinzento, pois, ainda por cima passado, inteirinho, sentada à secretária a fazer coisas de que não gosto, de empreitada, para acabar mais depressa.
Vou é fazer o jantar e, com os cheiros e o calor da cozinha, espantar a neura.

A música

segunda-feira, janeiro 26, 2009

A troca

Gostei do filme, muito - e da música. Felizmente, não levei a minha filha. É duro, pesado, angustiante; não sei porque é que tem uma classificação para maiores de 12 anos - por não haver cenas de sexo, por certo. Mas há outras, muito mais chocantes para olhos de miúdos. A mim, provocou uma enorme angústia, uma sensação de opressão e uma vontade enorme de esmurrar a cara de várias personagens daquela história kafkiana.

terça-feira, janeiro 20, 2009

domingo, janeiro 18, 2009

O diário de Bridget Jones

Gosto imenso dos livros, em especial do primeiro. Detesto o filme (que está a dar neste momento no Canal Hollywood). Transformaram uma história engraçadíssima numa idiotice pegada, com um monte de cenas disparatadas e o Mark Darcy a fazer uma figura de parvo impossível.
Fico sempre danada quando estragam um bom livro ao adaptá-lo ao cinema.

terça-feira, janeiro 13, 2009

Contumaz

Anda mal disposto desde domingo: apanhou um lenço de papel a jeito e zás, papou metade dele, deixando o resto estraçalhado no meio do chão. Depois vomitou, perdeu o apetite, ficou com prisão de ventre. Nem saltava para um biscoito como é habitual. Passei ainda ontem umas horas com ele deitado no meu colo, depois de ter vomitado uma vez mais.
Ontem ao final do dia começou a melhorar. Já dava saltos a pedir para ir à rua, conseguiu fazer umas caganitas, voltou a comer com apetite e a mostrar-se o cãozinho enérgico que costuma ser. E não é que, há pouco, o vejo a enfiar o focinho no cesto dos papéis e a fugir deliciado com um guardanapo de papel usado?

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Muito trabalho

"Cozinhando" um "banquete" com "restos" e mais umas coisitas encontradas na "despensa". Leia-se restos da tese e base de dados construída para ela. Há quanto tempo eu não falava de semelhante coisa! Neste blog, creio que é uma estreia.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Esmeralda

Leio que a menina foi definitivamente entregue ao pai. Penso que isso deve ser o fim de um pesadelo para todas as partes envolvidas. Espero que haja mais bom senso agora do que houve antes. E não deixo de pensar no que andará na cabeça daquela garotinha que não tem culpa de nada e apanhou por tabela por causa de adultos sem juízo que, a meu ver, não tiveram como objectivo máximo o interesse supremo dela.
Muitas vezes pensei que o ideal seria que os pais biológicos e o casal que a criou engolissem as mágoas e o que achavam ser direito seus e procurassem dar à menina quatro colos que não tivessem de se excluir uns aos outros para poderem ser usufruídos por ela. Será que isso ainda será possível? Com o tempo, talvez. O tempo cura tanta coisa...

Esta manhã

Os carros aqui na rua estavam cobertos de gelo. Foi a primeira vez que os vi assim em Lisboa.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Olhó blog paradinho!

Se calhar congelou com o frio. Ou se calhar é a dona dele que tem demasiado trabalho e está sem tempo para blogar. Apesar do frio - de que, devo dizer, gosto. Prefiro temperaturas baixas a mais de 40º; e vivam os cachecóis, as luvas, os carapuços, os casacos quentinhos, as meias de lã, as mantas nas pernas e uma casa com aquecimento e vidros duplos nas janelas!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

A culpa é do mau tempo

Dia 1 de Janeiro totalmente caseiro. Não apetece sair com este tempo. Apetece, isso sim, a casa quentinha, o conforto de não ter de ir para lado nenhum.
Dispensava o estar a trabalhar... Tenho de terminar uma coisa com a máxima urgência - e antes aproveitar o dia feio de hoje para isso do que desperdiçar um dia sem chuva. Por isso aqui estou, agarrada ao computador. Aliás, estamos os três no mesmo. Ele põe papelada em ordem, ela visita os seus sites favoritos, eu trabalho. O cão divide-se entre os três, e também ele se queixa do tempo; não gosta de ir à rua debaixo de chuva, nem de usar uma casa de banho feita de erva molhada.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Até para o ano!


Boas entradas em 2009 para todos, e que o Novo Ano seja mais azul do que este último dia, cinzento e chuvoso, de 2008. Azul, sereno e brilhante, como este mar com que vos deixo - o mar grego de que tanto gosto, com Ítaca ao fundo, iluminado pelo sol de um belíssimo dia de Verão.

domingo, dezembro 28, 2008

Perplexidades

Há muitas coisas que não entendo. Aqui vão duas, a propósito das notícias que têm vindo a lume:

1) Quem espera de mais de 20 h nas urgências hospitalares por causa de uma gripe? Quando uma pessoa tem gripe mete-se na cama, não passa um dia inteiro, sem comer, nem dormir , numa sala carregada de pessoas doentes.

2) Porque é que perguntam às pessoas a razão por que vão aos saldos? Não é óbvio que é porque os preços das coisas estão mais baixos?

Perplexidades de Inverno, nestes dias pós-Natal frios e chuvosos em que apetece ficar em casa no quentinho. E em que não apetece nada, mas mesmo nada, preocupar-me com mais uma escalada de violência no Médio Oriente. Essas são outras perplexidades: as da impossibilidade de palestinianos e israelitas encontrarem uma solução pacífica para as suas vidas. Quantas mais pessoas terão de morrer nessas terras bíblicas até que chegue a paz?

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Feliz Natal!

Quando eu tinha a idade da Miosótis, os preparativos para o Natal começavam apenas depois do dia dos meus anos e da passagem lá por casa de um bando de pequenos terroristas - como eu compreendo bem, agora, a cautela dos meus pais, que não queriam ver estragado o velho e enorme presépio que, todos os anos, vinha enfeitar um canto da sala. Num recanto estreito, com a ajuda primeiro de bancos, caixotes e montes de revistas, depois de umas muito funcionais placas de esferovite cortadas à medida, o meu pai instalava a estrutura do presépio. Essa estrutura era depois toda coberta com plástico e por cima dele era colocado um tapete de musgo, que iamos comprar ao mercado. Cheirava tão bem! Trazia por vezes uns pedaços de líquenes agarrados, que eu guardava para pôr bem juntinho ao Menino Jesus, por os achar especialmente bonitos. As figuras do presépio ficavam, de ano para ano, numa enorme caixa, no sótão, e só o meu pai tinha força e braços suficientemente grandes para a trazer cá para baixo (hoje a caixa parece pequena, até...). A minha irmã e eu desembrulhávamos as figuras, colocávamo-las no presépio. Eu gostava especialmente de dispor o imenso rebanho de ovelhas que tinhamos - todos os anos acrescentado com mais umas que o meu pai comprava, e, acima de tudo, arranjar o interior da cabana onde ficavam as imagens da Sagrada Família. Com todo o cuidado, arranjava lugar para Maria, José, a vaca, o burro, a manjedoura de palhinhas com o Menino deitado, e ao lado dele os cordeirinhos mais pequeninos, que me encantavam, e que eu queria que fizessem companhia a Jesus.
Durante todo o tempo que demorava a construção do presépio, eu cantava canções de Natal. O meu pai tinha um belíssimo disco com as mais conhecidas, cantadas por um coro inglês, e eu sabia a letra de todas, interpretando muitas vezes à minha maneira as palavras de uma língua que estava a começar a aprender. A essas juntava todas as outras, portuguesas, que conhecia, e ainda mais umas quantas cá da minha lavra.
Lembrar-me do Natal da minha infância é recordar o cheiro do musgo, a minha eterna cantoria, o fazer do presépio, as árvores de Natal que durante muitos anos foram pinheiros verdadeiros que por vezes caíam, apesar de todos os cuidados em fixá-los bem dentro de um vaso, e cujas agulhas picavam enquanto lhes prendíamos as bolas, com muito cuidado, porque se partiam.(repost daqui)
Quando escrevi este post, há quatro anos, os meus Natais tinham demasiados fantasmas e ausências. Agora, apesar dos fantasmas e das ausências, são felizes de novo, rodeados de paz, de harmonia, de calor humano. É isso que eu desejo a todos quantos por aqui passarem: um Natal em paz, com saúde, junto dos que mais amam.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Uma prenda para muita gente

Em qualquer ocasião, uma notícia destas seria fantástica. É-o ainda mais na altura do Natal. Poderá não parecer muito importante para quem não tem problemas de visão, mas quem vê mal percebe imediatamente porque é que estes óculos fazem sorrir.

domingo, dezembro 21, 2008

Mais um ano


Com balanço azul. Assim venham mais, muitos mais.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Post pouco próprio para épocas natalicias

Odeio vizinhos que não respeitam o direito ao sossego de quem tem o azar de partilhar com eles um prédio. Odeio, acima de tudo, os seus risos alarves, o berreiro que fazem a qualquer hora sem se importarem com o que possam incomodar os outros. Se eu soubesse como, inventava uma espécie de raio que entrasse por baixo da porta deles e que lhes retirasse a capacidade de emitir sons. A eles e à absurdamente potente aparelhagem que têm.
(Felizmente estou nesta casa poucas vezes.)
Alguém sabe como avariar uma aparelhagem por telepatia?

terça-feira, dezembro 16, 2008

E mais Roma (1)

Uma das muitas imagens de Nossa Senhora que enfeitam as esquinas dos prédios de Roma.
Gosto muito desta, na esquina entre o Campo de' Fiori e a rua que dá acesso à praça onde fica a École Française de Rome. Fotografei-a há 4 anos, da esplanada em que estava sentada. Agora foi a minha filha quem se encantou com ela.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

9 anos

Roma, Campo de' Fiori, 7/12/08

Com o correr dos anos atenuou-se a dor das memórias tristes. Aprendi a viver com elas e, acima de tudo, com a ausência. Mas nem por isso deixo de sentir saudades, ou de pensar que tanta coisa teria sido diferente se a vida não te tivesse pregado esta partida. Nem deixo de sentir a falta de poder ser pequenina como só sabia ser no teu colo, querida Mãe.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Vacanze romane (3)

Roma, Campo de' Fiori, 7/12/08

Vacanze romane (2)

Roma, ruínas da cidade antiga (estou com preguiça de ir ver ao guia de que templos são as colunas), 6/12/08

terça-feira, dezembro 09, 2008

Vacanze romane (1)


Roma, Pantheon, 8/12/08

Fotos

Dantes, eu era a fotógrafa de serviço. Agora, só tiro fotografias quando a fotógrafa quer aparecer na imagem. É estranho descarregar o cartão da máquina para o computador e quase todas as fotografias serem novidade.

sábado, dezembro 06, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Vergonhas

A estação de Coimbra B é uma verdadeira vergonha. Para a CP e para a cidade. De certa forma, é uma imagem fiel de Coimbra, e isso é ainda pior.

sábado, novembro 29, 2008

Asneiras

Será que só eu é que dei conta que a notícia do Sol sobre a próxima greve dos professores que o Sapo está a colocar em destaque na sua página tem um erro crasso, anunciando uma data para a greve no título e outra no corpo da notícia? Ninguém, nem do Sol nem do Sapo, deu pela asneira?

sexta-feira, novembro 28, 2008

Como punir?

Sou contra a pena de morte. Mas diante dos crimes terroristas, do total desrespeito pela vida alheia, da desumanidade, pergunto-me se o mundo não fica mais limpo com o desaparecimento desta corja, ou se há outras formas de lutar contra o terrorismo que não passem pela aniquilação de quem o pratica.

quinta-feira, novembro 27, 2008

(parênteses)

Este blog (como o meu anterior) sempre rumou ao meu ritmo, não ao das notícias ou modas. Mas por vezes parece andar à revelia do mundo, alheio a ele. Não anda - ou melhor, não ando eu. Só que nem sempre me apetece, aqui, falar da realidade, ou não tenho tempo para o fazer. Ou, como é agora o caso, prefiro refugiar-me em Bach quando o mundo lá fora mostra as suas piores facetas, em Bombaim.
Tenho medo do terrorismo. Medo por mim e pelos meus - pela minha filha, sobretudo. Quando coisas destas ocorrem, sinto vontade de agarrar as mãos dos que amo e de ficarmos assim unidos, bem juntos, protegendo-nos.

Paraíso

Diz-se que a mulher de Bach afirmava que no céu tinha de haver música do marido, ou não seria um verdadeiro paraíso. Eu concordo com ela.


quarta-feira, novembro 19, 2008

Trevos de quatro folhas

Às vezes acho que José Sócrates tem tanta sorte como o Gastão. Ascendeu à presidência do PS nas circunstâncias em que o fez, tornou-se primeiro-ministro com maioria absoluta em grande medida devido às desgraças do PSD, teve os problemas constantes deste partido a evitar-lhe uma oposição à altura, e agora o PSD continua a facilitar-lhe a vida, etc, etc. Neste momento em que a crise alastra, o desemprego cresce e a tensão com os professores está ao rubro, em que a "sociedade civil" já começa a irritar-se com este assunto, pois vê os filhos a serem impedidos de entrar em escolas fechadas e sob a ameaça de não haver notas para ninguém, tem o fim do silêncio de Manuela Ferreira Leite e a sua inabilidade comunicativa a jogar em seu favor. E é ver toda a gente a comentar, a opinar, a desviar a atenção dos problemas reais do país e a indignar-se com o que ela disse. Mas passa verdadeiramente pela cabeça de alguém que ela estivesse a defender reformas impostas durante períodos de suspensão da democracia? Tenham juízo.
Não há pachorra para este país. Às vezes, dá-me uma vontade tão grande, mas tão grande de emigrar...

terça-feira, novembro 18, 2008

À espera...

Deitado à porta, respira pela frincha, esperando que o dono chegue.
Eu estou quase como ele.

terça-feira, novembro 11, 2008

E agora o outro lado da questão

Este ano, entrou em vigor um novo regime de faltas dos alunos do ensino básico (não sei se abrange os do secundário também). Prevê, se não me engano, que os alunos que tenham atingido um número de faltas igual ao dobro dos tempos lectivos semanais de cada disciplina tenham de se submeter a provas de avaliação especiais, para verem se não estão atrasados na matéria. Isto é válido, note-se, mesmo no caso de faltas justificadas. Note-se que estou a "vender" isto como me foi explicado pela directora de turma da minha filha, que teve o cuidado de alertar os encarregados de educação para esta nova situação; posso estar a incorrer em algum erro sem querer, mas creio que fixei bem o que a professora explicou.
1ª pergunta: para que servem os testes que se fazem ao longo de cada período, se não para verificar o estado de conhecimentos do aluno? Não deve o professor ter o cuidado de verificar se o aluno está ou não a acompanhar a matéria, apesar das faltas, sem ser preciso fazer uma prova que parecerá sempre uma punição?
2ª pergunta: há disciplinas que os alunos têm uma só vez na semana, em blocos de 90 minutos que contam como duas aulas de 45 minutos cada. Se um aluno falta a essa aula, tem duas faltas. Se falta duas vezes, fica logo com quatro faltas e em situação, portanto, de fazer a dita prova. Faltou dois dias apenas, e, repito, por razões justificadas. Até pode ser uma vez no início do período e outra no final - porque, por exemplo, tinha uma consulta num médico que só atende nesse dia da semana. De acordo com o novo regulamento, terá de fazer essa prova. Faz sentido? Eu acho que não.
3ª pergunta: o que sucede se o limite de faltas for alcançado em disciplinas como Área de Projecto ou Estudo Acompanhado, que não são sujeitas ao mesmo tipo de avaliação que as outras? Faz algum sentido haver uma prova de Estudo Acompanhado? Ninguém no Ministério da Educação tinha pensado neste "pequeno" pormenor no início do ano escolar, pelos vistos.
Não sei se, entretanto, já terá havido alterações e/ou esclarecimentos face a este novo regulamento. Serve este exemplo, creio, para mostrar a facilidade com que o Ministério manda para as escolas regulamentação pouco pensada. Bem intencionada, decerto. Mas de boas intenções, como toda a gente sabe, está o inferno cheio. E eu sei que, para muitos professores, dos que dedicaram os melhores anos da sua vida e todas as suas energias ao ensino, exercer a sua profissão se tornou, nos últimos tempos, um inferno.

A luta dos professores

Tenho muita dificuldade em pronunciar-me sobre as razões concretas dos protestos dos professores. Não conheço as regras da avaliação em curso, ouço e leio notícias contraditórias. Impressiona-me, obviamente, o número de participantes na manifestação de sábado. Mas também me impressionam, num sentido bem diferente, as reportagens que vi sobre ela. As boçalidades proferidas por aqueles que têm como missão ensinar. A indignidade de muitos dos cartazes e dos gritos de ordem. Ao ver os telejornais, senti vergonha desta classe que já foi minha, e que foi a da minha mãe durante décadas. E a minha filha, a ver televisão ao meu lado, estava também espantada, e perdeu um pouco mais do respeito por aqueles que a ensinam.
Não me parece que seja assim que os professores fazem os pais dos seus alunos aderir à sua causa. Por muita razão que possam ter, não a sabem demonstrar. Como não a sabem demonstrar de cada vez que uma aula de substituição da minha filha é passada a jogarem ao jogo do galo, ou coisa parecida, com um professor que lhes diz claramente que está a fazer um frete ali. Já passaram dois ou três anos sobre a introdução das aulas de substituição - não teria já havido tempo para se programar o seu bom funcionamento? Só por má vontade é que isso não se faz, e só por má vontade também é que não se aceita que a existência de aulas de substituição é uma boa ideia. Uma das coisas que me parece, no meio de toda esta luta dos professores, é que há uma enorme má vontade. E a má vontade não costuma ser boa conselheira.

segunda-feira, novembro 10, 2008

Os desastres de Miosótis

Cenário: à mesa da cozinha, à hora do almoço, já um pouco tarde.
Em cima da mesa: um prato de sopa e outro com puré, bifes de perú e cogumelos.
Cena: Miosótis espreguiça-se vigorosamente (o que não é muito bonito, mas sabe bem), bate com a mão no vaso que está na prateleira por cima da mesa, o vaso cai, despejando terra e folhas de violetas por tudo quanto é sítio, incluindo o prato de sopa e o de comida.
Resultado: limpar chão e mesa, deitar toda a comida fora, preparar à pressa fettucinni à bolonhesa congelados que por acaso havia no congelador (porque era dia de acabar com restos e não estava mais nada feito), comer a toda a pressa porque a campainha da escola não deixa de tocar à hora certa lá por haver meninas desastradas.

quarta-feira, novembro 05, 2008

3

3 anos são 36 meses e são 1095 dias. Não sei se mais 1, não me lembro se algum destes anos foi bissexto. Sou demasiado má a reter pormenores como esse na minha memória. Mas sou muito boa a recordar que foram dias felizes. Uns mais bonitos, outros menos, claro, que isto da felicidade não é uma coisa linear e igual a toda a hora, antes algo que subjaz ao dia-a-dia, que o enforma. Foram felizes, porque todos estiveram - estão - impregnados dessa coisa fantástica que começou a tomar forma faz hoje 3 anos.

Obama


Não sei em quem votaria, nem se Obama é o melhor, para os EUA e para o mundo. Mas sei que este é um momento notável. Um negro, de uma raça que há poucas décadas atrás não tinha sequer direitos cívicos, é o novo presidente da América.

segunda-feira, novembro 03, 2008

Porque em tempos de crise (e de demasiado trabalho), rir faz bem à alma

Não sou fã do Gato Fedorento, mas reconheço que às vezes têm momentos inspirados que são verdadeiras pérolas. Ontem, fartei-me de rir com a entrevista à Dra. Manuela Ferreira Leite. Quem não viu, pode ver aqui.

Nunca mais aprendo...

Como tenho pouco que fazer, e não ando afogada em trabalho, acabei de aceitar mais uma empreitada, para daqui a menos de um mês. Não podia dizer que não, sob pena de perder uma oportunidade que eu própria reclamei...

domingo, novembro 02, 2008

Tempo livre, precisa-se

Preciso com urgência de um fim-de-semana sem trabalho.

terça-feira, outubro 28, 2008

Infertilidade

Vi, há pouco, na RTP1 mais uma reportagem sobre o problema da infertilidade. Nos últimos tempos, tem havido muitas notícias a este respeito - não admira. É vergonhosa a forma como se tem lidado com a infertilidade em Portugal. É vergonhoso que um casal tenha de esperar, em certos casos, dois anos para poder iniciar nos hospitais públicos os tratamentos de que necessita para poder ter um filho. Se for um casal em que a mulher já tenha mais de 38 anos, nem sequer tem acesso aos serviços públicos - ou tem dinheiro suficiente para recorrer à medicina privada, ou desiste logo de ter filhos. Num país em que a natalidade diminui, a maternidade é deixada para cada vez mais tarde, os segundos casamentos levam um número crescente de casais a formar-se apenas por volta dos 40 anos e a infertilidade afecta cerca de 15 a 20% dos casais, será que não é altura de mudar alguma coisa neste domínio?

"Lê para mim, mãe..."

Falhei, decerto, em muitas coisas na educação da minha filha. Mas sei que não falhei quanto a ajudá-la a gostar de ler. Se contasse as horas que passei a contar-lhe e ler-lhe histórias desde que nasceu, chegaria aos largos milhares. Histórias para ajudar a comer, histórias para tomar banho, histórias antes de dormir, histórias para fazer passar o tempo de viagens, histórias para fazer parar as lágrimas, histórias porque estávamos com mimo, histórias porque sim. Todas essas histórias que me ouviu contar-lhe e ler-lhe criaram nela um gosto enorme por livros. E eu fico muito contente por isso - e por a memória das horas passadas juntas em torno de histórias e de livros lhe serem tão queridas como são para mim.

Retrato matinal

O vento abana com violência os liquidambares que vejo da janela. Folhas caídas rodopiam , voam, caem de novo no chão. Por vezes elevam-se no ar folhas de jornais. O barulho do vento soma-se ao das teclas do computador e à música que me acompanha nesta manhã em que, pela primeira vez este ano, me apetece ter uma manta nas pernas.

segunda-feira, outubro 27, 2008

domingo, outubro 19, 2008

Mãe & Filha

Há coisas que continuamos a fazer juntas como quando era pequenita. A diferença é que ela o faz sentindo-se voltar à infância; e que eu abraço, no final, não uma miúda para a qual tenho de me curvar, mas uma rapariga mais alta do que eu.

É estranha a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se perdeu. Tenho saudades de lhe contar uma história antes de ela dormir, de a ter no colo, de a sentir a precisar de mim como precisava dantes.

É boa a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se ganhou. Gosto de a ter como companheira de novas coisas, cúmplice com quem partilho livros, filmes, gostos vários, rapariga responsável com quem posso contar. E ela, se bem que de outra forma, precisa de mim como dantes - ou mais ainda.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Marteladas

... soam em meu redor, assim como berbequins e outras máquinas estranhas que fazem um barulho ininterrupto que se enfia pela minha cabeça adentro. É no meio deste barulho que trabalho (felizmente, apenas hoje).

sábado, outubro 11, 2008

Adenda ao post anterior

É que o teste de sobrevivência pode falhar. E feita num oito já eu andei demasiado tempo, dispenso a repetição da dose.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Reflexões no fim de um dia com demasiadas horas de trabalho

Se sobreviver com saúde física e mental a este ano, devo ser capaz de sobreviver a qualquer coisa. A questão é que não tenho a menor vontade de fazer semelhante teste de resistência.

terça-feira, outubro 07, 2008


E agora está sol

E eu fico logo mais bem disposta e positiva. Chá quente, bolachinhas integrais a acompanhar, o sol a iluminar o escritório - a ver vamos se consigo mesmo acabar esta corveia!

Falando com os meus botões

E continua a chover. Uma cortina de água parece desabar do outro lado desta janela através da qual vejo a rua. Este tempo deixa-me melancólica. Não, não gosto do início do Outono. E também não gosto do que estou a fazer neste momento, que nunca mais termina porque estou a andar em círculos, sem conseguir encontrar o fio da meada e pôr cobro a um trabalho que já me ocupa (e preocupa) há demasiado tempo.
Vá, mãos à obra, tens mais que fazer, mulher! - digo a mim mesma - Tens mais uma lista enorme de coisas pendentes e urgentes a que te dedicar; felizmente, na maior parte dos casos, mais agradáveis também. Mas são sempre feitas sob pressão, e se há coisa que detesto é a pressão sobre mim e o meu trabalho. Odeio a sensação que raramente me abandona de ser um boneco num jogo de plataformas que corre, corre, corre e nunca chega à meta, ultrapassando obstáculos atrás de obstáculos sem parar. É isto o que mais me cansa e satura.

Outono

Chove. Apetecem meias nos pés e o aconchego da lã nos braços. Da janela, avisto as folhas já castanhas e avermelhadas das árvores. O dia está tristonho. O Outono chegou, não há dúvida. É a segunda vez que o vejo chegar este ano.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Casa

Estava aqui a escrever um e-mail em que falava de nós, e resumi a nossa história a isto: os teus braços são o lugar certo para eu estar, e sei-o a cada vez que nos abraçamos. É neles que me sinto em casa.

Ubiquidade

Gostava de ser ubíqua e poder estar em vários lugares ao mesmo tempo. Nos dias 20 e tais de Outubro, por exemplo, há uns 3 ou 4 sítios onde gostaria de estar, separados por demasiadas centenas de quilómetros. E todas as manhãs daria muito jeito que um dos meus eus pudesse ficar na cama, a dormir ou a preguiçar gostosamente...

segunda-feira, setembro 29, 2008

Comparações

Há trabalhos enguiçados, que se fazem desde o início com custo e sem vontade. É assim um pouco como uma gravidez difícil repleta de enjoos e más disposições que termina num parto longo com recurso a ferros para fazer nascer a criança que não quer sair do ventre materno. Possa ao menos o resultado final ser um bebé lindo e perfeito...

terça-feira, setembro 23, 2008

Coisas fantásticas

Nova meta a atingir na educação: ministra da Educação quer 100% de aprovações no 9º ano. É fácil: é só passar administrativamente toda a gente. Dar orientações no sentido de ninguém chumbar. Há muito tempo que penso que se podia dar à nascença, juntamente com o boletim de vacinas e a cédula pessoal, o diploma do 9º ano; seria mais honesto do que promover o sucesso escolar a partir de decisões tomadas no gabinete ministerial.
(Tive conhecimento desta notícia através do Origem das Espécies, onde o FJV a classificou, entre outras categorias, na de "Para rir").

quinta-feira, setembro 18, 2008

Fundamentalismo imbecil contra a obesidade

Vi no cantinho sobre a obesidade do Público on-line um mero título dizendo que a Madeira proíbe bolos de aniversário com creme nas escolas. Fiquei fula com a imbecilidade de tal medida. Bolo de aniversário leva creme, chantilly, doce de ovos, corantes e todas as demais porcarias que decoram um bolo e fazem uma criança feliz. Se as comerem apenas nessas ocasiões especiais, não lhes faz mal. Faz-lhes bem pior o leite chocolatado carregado de açúcar que, pelo menos até há 3 anos atrás, era zelosamente distribuído a todas as crianças das escolas-primárias. Porque não dar-lhes, antes, leite simples, sem açúcar? E deixar os bolos de aniversário em paz...

quarta-feira, setembro 17, 2008

Novo ano escolar

Fala-se muito de computadores e internet nas escolas. Eu peço muito menos do que isso. O que eu queria mesmo era que na escola da minha filha houvesse papel higiénico nas casas de banho e cortinas nos duches dos balneários.

segunda-feira, setembro 15, 2008

sexta-feira, setembro 12, 2008

Adivinha

Alguém sabe o que isto é?

quinta-feira, setembro 11, 2008

Outono à espreita

+
As cores. A temperatura mais amena. O quentinho de uma manta e de um chá acabado de fazer. O aconchego da lã. O prazer de regressar ao conforto caseiro. O conforto de dormir enroscada nuns braços acolhedores.

-
A noite que nos surpreende ao cair cada dia um pouco mais cedo. A melancolia dos finais de tarde. Os braços e pernas de repente arrepiados. Os cobertores tornados necessários de um dia para o outro. A cama fria quando se está sozinho.

11 de Setembro

É impossível não recordar o dia em que o mundo mudou. Porque mudou, mesmo - basta andar de avião para ter consciência disso.

terça-feira, setembro 09, 2008

Regressar e querer partir

Sempre que saio do país e passo uns dias sem notícias sobre o que se passa por cá, estranho imenso quando volto ao contacto com a realidade lusa. Fico, aliás, com um enjoo que me dá vontade de apanhar o primeiro avião que me levar daqui para fora. Basta, por exemplo, ligar a televisão e apanhar com um daqueles magníficos programas especiais de férias, ou com os concursos de final de tarde. Ou então ouvir / ler declarações eivadas de ódio e ressentimento de Luís Filipe Menezes.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Adriano


A visitar, obrigatoriamente, por quem for a Londres até dia 26 de Outubro. No British Museum.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Ontem ao final do dia


Pouco passava das 20h00 e eu estava ali.

sábado, agosto 30, 2008

Imagens de férias (5)



O avião da Orbest que estava sem piloto automático em Cancún é este.

Imagens de férias (4)

sexta-feira, agosto 29, 2008

(Preciso de ver estas imagens, e nelas encontrar força para o regresso, aceleradíssimo, brutal mesmo, ao trabalho)

Imagens de férias (3)

segunda-feira, agosto 25, 2008

quarta-feira, agosto 06, 2008

segunda-feira, julho 28, 2008

Férias à vista...


Começo a ter cabeça apenas para pensar em sítios como este...

quarta-feira, julho 23, 2008

Esmeralda

Nunca aqui escrevi sobre o assunto, por ter opiniões divididas e, acima de tudo, me doer o que passará pela cabeça (e mais ainda, pelo coração) daquela menina. Agora que mais uma vez se fala de ser entregue ou não ser entregue ao pai biológico, o que mais me ocorre é o episódio bíblico do julgamento de Salomão, da criança disputada pelas duas mulheres, da mãe verdadeira a preferir entregá-la à falsa mãe do que ver o seu bebé morto...
Se eu fosse o pai verdadeiro, por muita razão que considerasse ter (e eu acho que ele tem), seria capaz de fazer sofrer a minha filha, separando-a dos que, mesmo sem direito a isso, são efectivamente aqueles ao lado de quem cresceu?
Se eu fosse aquela que a tinha tido ao colo durante anos a fio, deixaria eu a menina que amasse como se fosse minha verdadeira filha ser exposta a todo o festival mediático em que ela tem vivido?

Um novo pintainho

Muitos parabéns, Rita!

segunda-feira, julho 14, 2008

terça-feira, julho 08, 2008

8 de Julho de 1497


Faz hoje 511 anos, partiu do Restelo a armada de Vasco da Gama. Cumpriu a sua missão: chegou, por mar, à Índia, contornando África. Tenho uma imensa admiração por esses marinheiros que partiam sem telégrafos nem radares, sem mapas sequer que indicassem com exactidão um mundo que ainda se estava a descobrir.
Recordando esse dia, aqui fica a página do Livro das Armadas que se conserva na Academia das Ciências de Lisboa e que representa os navios que partiram com o Gama.

segunda-feira, julho 07, 2008

Pão, Bolos e Companhia

Vi o link há tempos no blog do Pedro Rolo Duarte, espreitei e fiquei com vontade de experimentar algumas das receitas, sobretudo para a máquina de fazer pão (que é o último brinquedo culinário dos últimos meses). Hoje fiz uma das receitas, a mais simples, apenas de pão branco em versão rápida. Ficou verdadeiramente delicioso! Aqui fica um sentido agradecimento ao autor do blog e a recomendação para quem aqui passar; pela minha parte, vou continuar a experimentar as receitas sugeridas.

sábado, julho 05, 2008

E as Dalilas?

Título apresentado por escrito na apresentação do telejornal das 20h00, agora mesmo: Sansões na estrada.

quinta-feira, julho 03, 2008

quarta-feira, julho 02, 2008

A notícia

Ingrid Betancourt libertada.

sexta-feira, junho 27, 2008

Expressão de perplexidade materna

15 disciplinas no 7º ano??? Ok, duas são semestrais, contam por uma. Ainda ficam 14. Demasiadas. As três que só têm uma avaliação qualitativa não servem, na prática, para grande coisa. Estudo Acompanhado foi transformado em mais 90 minutos de Matemática. Formação Cívica serve, especialmente, para tratar da Direcção de Turma. Em Área de Projecto inventam alguns trabalhos que, em geral, acabam por ser feitos em casa com a ajuda da mãe...
270 minutos. 4h30. Uma manhã ou uma tarde inteira de aulas. Sem elas, o horário seria mais aligeirado e haveria mais tempo para actividades extra.

Expressão de orgulho materno

Sete 5 +Cinco 4 + Três Satisfaz Bem

Haverá mesmo funcionários públicos a mais?

Experimentem ir tratar de um documento à Loja do Cidadão das Laranjeiras, em Lisboa. O bilhete de identidade ou o passaporte, por exemplo. Vejam as horas que passam em bichas, estando todos os guichets a funcionar com empregados diligentes.

segunda-feira, junho 23, 2008

É isso mesmo

Apesar de tudo, há uma grande diferença entre este PSD de Manuela Ferreira Leite, Rui Rio e António Borges e aquela organização inexplicável de Meneses, Ribau e Mendes Bota. Este, pelo menos, é votável., diz o JCD do Blasfémias
Agora eu já sei em quem vou votar, em 2009. Apesar de, uma vez mais, o fazer seguindo o critério de "do mal, o menos". Um dia, gostava de votar convicta num partido ou num candidato.

sábado, junho 21, 2008

Ar condicionado nos hospitais

Quando a minha filha nasceu, há treze anos, era Inverno. Na maternidade, porém, estava calor. Mesmo sendo Inverno, o sol batia nas janelas das enfermarias e tornava o ambiente quente. Diziam-me as enfermeiras que, no Verão, devido à exposição solar e à falta de ar condicionado, todas as recém-mães tinham febre à tarde. Eu dei graças por ter dado à luz em Fevereiro...
Treze anos depois, não sei como as coisas estarão naquela maternidade. Mas, pelos vistos, continua a haver instituições de saúde indevidamente preparados para o calor. Um estudo vem dizer que a falta de ar condicionado nos hospitais mata. Será que, agora, se acaba com semelhante situação?

quinta-feira, junho 19, 2008

Ainda à solta...

Como o predador rondando a caça

É assim que me sinto. Parece que nada faço, nada avança. Mas há ideias a germinar, a crescer, de que mal tenho consciência. A contemplação faz parte do trabalho do investigador. Uma parte de que não gosto: pode ser desesperante. Tem repentes provocados pelo avistar da luz que nos indica o caminho a seguir, mesmo que sejam altas horas da madrugada. Tem fases de torpor diante do computador, diante de papéis que insistem em nada nos revelar. Depois, vem o momento de se fazer claro na nossa mente: a organização do texto, a sua lógica interna, o que queremos e podemos dizer a partir dos dados que temos. Mas até lá chegar, há longos e massacrantes dias em que parecemos obtusos. Em que olhamos por todos os lados a nossa presa ou até parecemos ignorá-la. Mas ela está lá, sempre. No momento certo saberemos saltar sobre ela e caçá-la. Sinto-me que nem leoa que avista ao longe a gazela; quero que chegue depressa o momento de a abocanhar. Nhac!

(Escrevi isto em Abril de 2004; subscrevo-o, agora, em novo momento de obtusidade que tem de passar rapidamente à fase de abocanhar a gazela; outra gazela, claro, mas não menos fugidia, difícil de caçar).

quarta-feira, junho 18, 2008

Provas de aferição

A Ministra da Educação está muito satisfeita com os resultados das provas de aferição deste ano (ver aqui). Eu pergunto-me se foram os alunos que, efectivamente, melhoraram o seu nível de conhecimentos, ou se foi o grau de dificuldade das provas que diminuiu. Ou ainda, numa terceira hipótese, se a grande mudança terá passado por um maior empenhamento dos professores na preparação dos alunos para a realização das provas.

Adenda: as provas estão disponíveis no site do GAVE. Só tive ainda oportunidade de ver as provas de Português, em relação às quais já percebi como é que os resultados melhoraram extraordinariamente. Estranho seria que assim não fosse... Diria que a do 4º ano está feita para alunos do 2º, e que a do 6º poderia ser respondida por alunos do 4º. Na do 6º ano, até se explica o que quer dizer "protagonistas"...

segunda-feira, junho 16, 2008

A linha da frente e as escolas

Diz esta notícia que Sócrates quer a escola pública na linha da frente tecnológica. Eu, como mãe de uma aluna que frequenta a escola pública, preferia uma linha da frente mais prosaica: com mesas e carteiras em bom estado, estores nas janelas que funcionem, aquecimento no Inverno, espaços recreativos em condições, instalações sanitárias condignas, boas bibliotecas. Ah, e um número de auxiliares educativos adequado às necessidades de cada estabelecimento. Depois dessas metas atingidas, então pensaria nos quadros interactivos, nos espaços ligados à internet, etc, etc.

quinta-feira, junho 12, 2008

32º, disseram-me

Eu nem quero saber quantos são ao certo. Quero é a Primavera fresca que estávamos a ter de volta. Os meus neurónios entram em greve quando o termómetro ultrapassa os 28º e têm o apoio incondicional das pernas, que se recusam a andar. Fico imprópria para consumo. E não estou em férias...
Acho que vou emigrar para a Islândia...

quarta-feira, junho 11, 2008

O país das maravilhas

Às vezes acho que vivo num país onírico, como a Alice do desenho aqui em baixo. Camionistas a impedir camionistas de trabalhar, desvio de camiões, GNR a escoltar veículos em lugar de prender quem impede os outros de trabalhar, comentários palermas do BE e PCP sobre um evidente "lapsus linguae" presidencial, tudo isto a meias com a selecção e o Euro... A sensação é que o sonho da Alice deve estar a chegar ao fim, à loucura total da Rainha de Copas que quer cortar cabeças. Acorda, Alice, acorda! Antes que seja tarde...

segunda-feira, junho 09, 2008