segunda-feira, dezembro 22, 2008

Uma prenda para muita gente

Em qualquer ocasião, uma notícia destas seria fantástica. É-o ainda mais na altura do Natal. Poderá não parecer muito importante para quem não tem problemas de visão, mas quem vê mal percebe imediatamente porque é que estes óculos fazem sorrir.

domingo, dezembro 21, 2008

Mais um ano


Com balanço azul. Assim venham mais, muitos mais.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Post pouco próprio para épocas natalicias

Odeio vizinhos que não respeitam o direito ao sossego de quem tem o azar de partilhar com eles um prédio. Odeio, acima de tudo, os seus risos alarves, o berreiro que fazem a qualquer hora sem se importarem com o que possam incomodar os outros. Se eu soubesse como, inventava uma espécie de raio que entrasse por baixo da porta deles e que lhes retirasse a capacidade de emitir sons. A eles e à absurdamente potente aparelhagem que têm.
(Felizmente estou nesta casa poucas vezes.)
Alguém sabe como avariar uma aparelhagem por telepatia?

terça-feira, dezembro 16, 2008

E mais Roma (1)

Uma das muitas imagens de Nossa Senhora que enfeitam as esquinas dos prédios de Roma.
Gosto muito desta, na esquina entre o Campo de' Fiori e a rua que dá acesso à praça onde fica a École Française de Rome. Fotografei-a há 4 anos, da esplanada em que estava sentada. Agora foi a minha filha quem se encantou com ela.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

9 anos

Roma, Campo de' Fiori, 7/12/08

Com o correr dos anos atenuou-se a dor das memórias tristes. Aprendi a viver com elas e, acima de tudo, com a ausência. Mas nem por isso deixo de sentir saudades, ou de pensar que tanta coisa teria sido diferente se a vida não te tivesse pregado esta partida. Nem deixo de sentir a falta de poder ser pequenina como só sabia ser no teu colo, querida Mãe.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Vacanze romane (3)

Roma, Campo de' Fiori, 7/12/08

Vacanze romane (2)

Roma, ruínas da cidade antiga (estou com preguiça de ir ver ao guia de que templos são as colunas), 6/12/08

terça-feira, dezembro 09, 2008

Vacanze romane (1)


Roma, Pantheon, 8/12/08

Fotos

Dantes, eu era a fotógrafa de serviço. Agora, só tiro fotografias quando a fotógrafa quer aparecer na imagem. É estranho descarregar o cartão da máquina para o computador e quase todas as fotografias serem novidade.

sábado, dezembro 06, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

Vergonhas

A estação de Coimbra B é uma verdadeira vergonha. Para a CP e para a cidade. De certa forma, é uma imagem fiel de Coimbra, e isso é ainda pior.

sábado, novembro 29, 2008

Asneiras

Será que só eu é que dei conta que a notícia do Sol sobre a próxima greve dos professores que o Sapo está a colocar em destaque na sua página tem um erro crasso, anunciando uma data para a greve no título e outra no corpo da notícia? Ninguém, nem do Sol nem do Sapo, deu pela asneira?

sexta-feira, novembro 28, 2008

Como punir?

Sou contra a pena de morte. Mas diante dos crimes terroristas, do total desrespeito pela vida alheia, da desumanidade, pergunto-me se o mundo não fica mais limpo com o desaparecimento desta corja, ou se há outras formas de lutar contra o terrorismo que não passem pela aniquilação de quem o pratica.

quinta-feira, novembro 27, 2008

(parênteses)

Este blog (como o meu anterior) sempre rumou ao meu ritmo, não ao das notícias ou modas. Mas por vezes parece andar à revelia do mundo, alheio a ele. Não anda - ou melhor, não ando eu. Só que nem sempre me apetece, aqui, falar da realidade, ou não tenho tempo para o fazer. Ou, como é agora o caso, prefiro refugiar-me em Bach quando o mundo lá fora mostra as suas piores facetas, em Bombaim.
Tenho medo do terrorismo. Medo por mim e pelos meus - pela minha filha, sobretudo. Quando coisas destas ocorrem, sinto vontade de agarrar as mãos dos que amo e de ficarmos assim unidos, bem juntos, protegendo-nos.

Paraíso

Diz-se que a mulher de Bach afirmava que no céu tinha de haver música do marido, ou não seria um verdadeiro paraíso. Eu concordo com ela.


quarta-feira, novembro 19, 2008

Trevos de quatro folhas

Às vezes acho que José Sócrates tem tanta sorte como o Gastão. Ascendeu à presidência do PS nas circunstâncias em que o fez, tornou-se primeiro-ministro com maioria absoluta em grande medida devido às desgraças do PSD, teve os problemas constantes deste partido a evitar-lhe uma oposição à altura, e agora o PSD continua a facilitar-lhe a vida, etc, etc. Neste momento em que a crise alastra, o desemprego cresce e a tensão com os professores está ao rubro, em que a "sociedade civil" já começa a irritar-se com este assunto, pois vê os filhos a serem impedidos de entrar em escolas fechadas e sob a ameaça de não haver notas para ninguém, tem o fim do silêncio de Manuela Ferreira Leite e a sua inabilidade comunicativa a jogar em seu favor. E é ver toda a gente a comentar, a opinar, a desviar a atenção dos problemas reais do país e a indignar-se com o que ela disse. Mas passa verdadeiramente pela cabeça de alguém que ela estivesse a defender reformas impostas durante períodos de suspensão da democracia? Tenham juízo.
Não há pachorra para este país. Às vezes, dá-me uma vontade tão grande, mas tão grande de emigrar...

terça-feira, novembro 18, 2008

À espera...

Deitado à porta, respira pela frincha, esperando que o dono chegue.
Eu estou quase como ele.

terça-feira, novembro 11, 2008

E agora o outro lado da questão

Este ano, entrou em vigor um novo regime de faltas dos alunos do ensino básico (não sei se abrange os do secundário também). Prevê, se não me engano, que os alunos que tenham atingido um número de faltas igual ao dobro dos tempos lectivos semanais de cada disciplina tenham de se submeter a provas de avaliação especiais, para verem se não estão atrasados na matéria. Isto é válido, note-se, mesmo no caso de faltas justificadas. Note-se que estou a "vender" isto como me foi explicado pela directora de turma da minha filha, que teve o cuidado de alertar os encarregados de educação para esta nova situação; posso estar a incorrer em algum erro sem querer, mas creio que fixei bem o que a professora explicou.
1ª pergunta: para que servem os testes que se fazem ao longo de cada período, se não para verificar o estado de conhecimentos do aluno? Não deve o professor ter o cuidado de verificar se o aluno está ou não a acompanhar a matéria, apesar das faltas, sem ser preciso fazer uma prova que parecerá sempre uma punição?
2ª pergunta: há disciplinas que os alunos têm uma só vez na semana, em blocos de 90 minutos que contam como duas aulas de 45 minutos cada. Se um aluno falta a essa aula, tem duas faltas. Se falta duas vezes, fica logo com quatro faltas e em situação, portanto, de fazer a dita prova. Faltou dois dias apenas, e, repito, por razões justificadas. Até pode ser uma vez no início do período e outra no final - porque, por exemplo, tinha uma consulta num médico que só atende nesse dia da semana. De acordo com o novo regulamento, terá de fazer essa prova. Faz sentido? Eu acho que não.
3ª pergunta: o que sucede se o limite de faltas for alcançado em disciplinas como Área de Projecto ou Estudo Acompanhado, que não são sujeitas ao mesmo tipo de avaliação que as outras? Faz algum sentido haver uma prova de Estudo Acompanhado? Ninguém no Ministério da Educação tinha pensado neste "pequeno" pormenor no início do ano escolar, pelos vistos.
Não sei se, entretanto, já terá havido alterações e/ou esclarecimentos face a este novo regulamento. Serve este exemplo, creio, para mostrar a facilidade com que o Ministério manda para as escolas regulamentação pouco pensada. Bem intencionada, decerto. Mas de boas intenções, como toda a gente sabe, está o inferno cheio. E eu sei que, para muitos professores, dos que dedicaram os melhores anos da sua vida e todas as suas energias ao ensino, exercer a sua profissão se tornou, nos últimos tempos, um inferno.

A luta dos professores

Tenho muita dificuldade em pronunciar-me sobre as razões concretas dos protestos dos professores. Não conheço as regras da avaliação em curso, ouço e leio notícias contraditórias. Impressiona-me, obviamente, o número de participantes na manifestação de sábado. Mas também me impressionam, num sentido bem diferente, as reportagens que vi sobre ela. As boçalidades proferidas por aqueles que têm como missão ensinar. A indignidade de muitos dos cartazes e dos gritos de ordem. Ao ver os telejornais, senti vergonha desta classe que já foi minha, e que foi a da minha mãe durante décadas. E a minha filha, a ver televisão ao meu lado, estava também espantada, e perdeu um pouco mais do respeito por aqueles que a ensinam.
Não me parece que seja assim que os professores fazem os pais dos seus alunos aderir à sua causa. Por muita razão que possam ter, não a sabem demonstrar. Como não a sabem demonstrar de cada vez que uma aula de substituição da minha filha é passada a jogarem ao jogo do galo, ou coisa parecida, com um professor que lhes diz claramente que está a fazer um frete ali. Já passaram dois ou três anos sobre a introdução das aulas de substituição - não teria já havido tempo para se programar o seu bom funcionamento? Só por má vontade é que isso não se faz, e só por má vontade também é que não se aceita que a existência de aulas de substituição é uma boa ideia. Uma das coisas que me parece, no meio de toda esta luta dos professores, é que há uma enorme má vontade. E a má vontade não costuma ser boa conselheira.