Vi, há pouco, na RTP1 mais uma reportagem sobre o problema da infertilidade. Nos últimos tempos, tem havido muitas notícias a este respeito - não admira. É vergonhosa a forma como se tem lidado com a infertilidade em Portugal. É vergonhoso que um casal tenha de esperar, em certos casos, dois anos para poder iniciar nos hospitais públicos os tratamentos de que necessita para poder ter um filho. Se for um casal em que a mulher já tenha mais de 38 anos, nem sequer tem acesso aos serviços públicos - ou tem dinheiro suficiente para recorrer à medicina privada, ou desiste logo de ter filhos. Num país em que a natalidade diminui, a maternidade é deixada para cada vez mais tarde, os segundos casamentos levam um número crescente de casais a formar-se apenas por volta dos 40 anos e a infertilidade afecta cerca de 15 a 20% dos casais, será que não é altura de mudar alguma coisa neste domínio?
terça-feira, outubro 28, 2008
"Lê para mim, mãe..."
Falhei, decerto, em muitas coisas na educação da minha filha. Mas sei que não falhei quanto a ajudá-la a gostar de ler. Se contasse as horas que passei a contar-lhe e ler-lhe histórias desde que nasceu, chegaria aos largos milhares. Histórias para ajudar a comer, histórias para tomar banho, histórias antes de dormir, histórias para fazer passar o tempo de viagens, histórias para fazer parar as lágrimas, histórias porque estávamos com mimo, histórias porque sim. Todas essas histórias que me ouviu contar-lhe e ler-lhe criaram nela um gosto enorme por livros. E eu fico muito contente por isso - e por a memória das horas passadas juntas em torno de histórias e de livros lhe serem tão queridas como são para mim.
Retrato matinal
O vento abana com violência os liquidambares que vejo da janela. Folhas caídas rodopiam , voam, caem de novo no chão. Por vezes elevam-se no ar folhas de jornais. O barulho do vento soma-se ao das teclas do computador e à música que me acompanha nesta manhã em que, pela primeira vez este ano, me apetece ter uma manta nas pernas.
segunda-feira, outubro 27, 2008
domingo, outubro 19, 2008
Mãe & Filha
Há coisas que continuamos a fazer juntas como quando era pequenita. A diferença é que ela o faz sentindo-se voltar à infância; e que eu abraço, no final, não uma miúda para a qual tenho de me curvar, mas uma rapariga mais alta do que eu.
É estranha a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se perdeu. Tenho saudades de lhe contar uma história antes de ela dormir, de a ter no colo, de a sentir a precisar de mim como precisava dantes.
É estranha a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se perdeu. Tenho saudades de lhe contar uma história antes de ela dormir, de a ter no colo, de a sentir a precisar de mim como precisava dantes.
É boa a sensação de ter uma filha crescida. Faz-me sentir que alguma coisa se ganhou. Gosto de a ter como companheira de novas coisas, cúmplice com quem partilho livros, filmes, gostos vários, rapariga responsável com quem posso contar. E ela, se bem que de outra forma, precisa de mim como dantes - ou mais ainda.
quinta-feira, outubro 16, 2008
Marteladas
... soam em meu redor, assim como berbequins e outras máquinas estranhas que fazem um barulho ininterrupto que se enfia pela minha cabeça adentro. É no meio deste barulho que trabalho (felizmente, apenas hoje).
sábado, outubro 11, 2008
Adenda ao post anterior
É que o teste de sobrevivência pode falhar. E feita num oito já eu andei demasiado tempo, dispenso a repetição da dose.
quinta-feira, outubro 09, 2008
Reflexões no fim de um dia com demasiadas horas de trabalho
Se sobreviver com saúde física e mental a este ano, devo ser capaz de sobreviver a qualquer coisa. A questão é que não tenho a menor vontade de fazer semelhante teste de resistência.
terça-feira, outubro 07, 2008
E agora está sol
E eu fico logo mais bem disposta e positiva. Chá quente, bolachinhas integrais a acompanhar, o sol a iluminar o escritório - a ver vamos se consigo mesmo acabar esta corveia!
Falando com os meus botões
E continua a chover. Uma cortina de água parece desabar do outro lado desta janela através da qual vejo a rua. Este tempo deixa-me melancólica. Não, não gosto do início do Outono. E também não gosto do que estou a fazer neste momento, que nunca mais termina porque estou a andar em círculos, sem conseguir encontrar o fio da meada e pôr cobro a um trabalho que já me ocupa (e preocupa) há demasiado tempo.
Vá, mãos à obra, tens mais que fazer, mulher! - digo a mim mesma - Tens mais uma lista enorme de coisas pendentes e urgentes a que te dedicar; felizmente, na maior parte dos casos, mais agradáveis também. Mas são sempre feitas sob pressão, e se há coisa que detesto é a pressão sobre mim e o meu trabalho. Odeio a sensação que raramente me abandona de ser um boneco num jogo de plataformas que corre, corre, corre e nunca chega à meta, ultrapassando obstáculos atrás de obstáculos sem parar. É isto o que mais me cansa e satura.
Outono
Chove. Apetecem meias nos pés e o aconchego da lã nos braços. Da janela, avisto as folhas já castanhas e avermelhadas das árvores. O dia está tristonho. O Outono chegou, não há dúvida. É a segunda vez que o vejo chegar este ano.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Casa
Estava aqui a escrever um e-mail em que falava de nós, e resumi a nossa história a isto: os teus braços são o lugar certo para eu estar, e sei-o a cada vez que nos abraçamos. É neles que me sinto em casa.
Ubiquidade
Gostava de ser ubíqua e poder estar em vários lugares ao mesmo tempo. Nos dias 20 e tais de Outubro, por exemplo, há uns 3 ou 4 sítios onde gostaria de estar, separados por demasiadas centenas de quilómetros. E todas as manhãs daria muito jeito que um dos meus eus pudesse ficar na cama, a dormir ou a preguiçar gostosamente...
segunda-feira, setembro 29, 2008
Comparações
Há trabalhos enguiçados, que se fazem desde o início com custo e sem vontade. É assim um pouco como uma gravidez difícil repleta de enjoos e más disposições que termina num parto longo com recurso a ferros para fazer nascer a criança que não quer sair do ventre materno. Possa ao menos o resultado final ser um bebé lindo e perfeito...
sábado, setembro 27, 2008
terça-feira, setembro 23, 2008
Coisas fantásticas
Nova meta a atingir na educação: ministra da Educação quer 100% de aprovações no 9º ano. É fácil: é só passar administrativamente toda a gente. Dar orientações no sentido de ninguém chumbar. Há muito tempo que penso que se podia dar à nascença, juntamente com o boletim de vacinas e a cédula pessoal, o diploma do 9º ano; seria mais honesto do que promover o sucesso escolar a partir de decisões tomadas no gabinete ministerial.
(Tive conhecimento desta notícia através do Origem das Espécies, onde o FJV a classificou, entre outras categorias, na de "Para rir").
(Tive conhecimento desta notícia através do Origem das Espécies, onde o FJV a classificou, entre outras categorias, na de "Para rir").
quinta-feira, setembro 18, 2008
Fundamentalismo imbecil contra a obesidade
Vi no cantinho sobre a obesidade do Público on-line um mero título dizendo que a Madeira proíbe bolos de aniversário com creme nas escolas. Fiquei fula com a imbecilidade de tal medida. Bolo de aniversário leva creme, chantilly, doce de ovos, corantes e todas as demais porcarias que decoram um bolo e fazem uma criança feliz. Se as comerem apenas nessas ocasiões especiais, não lhes faz mal. Faz-lhes bem pior o leite chocolatado carregado de açúcar que, pelo menos até há 3 anos atrás, era zelosamente distribuído a todas as crianças das escolas-primárias. Porque não dar-lhes, antes, leite simples, sem açúcar? E deixar os bolos de aniversário em paz...
quarta-feira, setembro 17, 2008
Novo ano escolar
Fala-se muito de computadores e internet nas escolas. Eu peço muito menos do que isso. O que eu queria mesmo era que na escola da minha filha houvesse papel higiénico nas casas de banho e cortinas nos duches dos balneários.
segunda-feira, setembro 15, 2008
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