quinta-feira, junho 12, 2008

32º, disseram-me

Eu nem quero saber quantos são ao certo. Quero é a Primavera fresca que estávamos a ter de volta. Os meus neurónios entram em greve quando o termómetro ultrapassa os 28º e têm o apoio incondicional das pernas, que se recusam a andar. Fico imprópria para consumo. E não estou em férias...
Acho que vou emigrar para a Islândia...

quarta-feira, junho 11, 2008

O país das maravilhas

Às vezes acho que vivo num país onírico, como a Alice do desenho aqui em baixo. Camionistas a impedir camionistas de trabalhar, desvio de camiões, GNR a escoltar veículos em lugar de prender quem impede os outros de trabalhar, comentários palermas do BE e PCP sobre um evidente "lapsus linguae" presidencial, tudo isto a meias com a selecção e o Euro... A sensação é que o sonho da Alice deve estar a chegar ao fim, à loucura total da Rainha de Copas que quer cortar cabeças. Acorda, Alice, acorda! Antes que seja tarde...

segunda-feira, junho 09, 2008

domingo, junho 08, 2008

Orgulho

Dia de palmas até as mãos doerem, de lágrima no canto do olho, por vezes a rolar pela face, de apetecer dizer aos quatro ventos "É a minha filha!".

domingo, junho 01, 2008

Enjoo

Já vomito selecção, Euro, futebol, jogadores, Neuchâtel mal pronunciado e as milhentas coisas sem ponta de interesse sobre a selecção com que tv e rádio nos enchem os ouvidos e a paciência. Ainda não chegaram ao ponto de dizer quantas vezes o Cristiano Ronaldo foi à casa de banho, mas já lá andam perto.

terça-feira, maio 27, 2008

Está certo

Folheando um velho livro, descubro que em tempos existiu um rio que os nossos antepassados, em latim deturpado, chamavam Caralio. E que hoje esse rio se chama Pau.

quarta-feira, maio 21, 2008

Amor é...


... ver jogos de futebol na tv, porque ele gosta.

(ou melhor, eu não vejo, mas estou aqui em frente à televisão, e portanto acabo por ir vendo... Deus tem sentido de humor, não duvido; nestes momentos, de certeza que está a rir, ou pelo menos a sorrir e a mandar-me uma piscadela de olhos - que eu retribuo)

Coisas que me irritam

Primeiro, toda a gente batia palmas ao ver a imagem da ministra da Defesa espanhola, grávida, a passar revista às tropas. Agora que o bebé nasceu, parece que só há críticas acerca da duração da licença de parto, se vai estar muito tempo afastada de funções, e até se fala do estado de saúde da ministra. Ela não está doente, teve um filho; e toda a gente, a começar por Zapatero, sabia que o ia ter. Ou seja, está com certeza prevista, desde o momento em que ela aceitou o cargo, a forma de conciliar a recuperação do parto e o acompanhamento do bebé com o exercício das funções ministeriais.
Toda a gente é muito pró-feminista, pró-igualdade de oportunidades, e o diabo a quatro; mas chegado o momento, não resistem à piadinha idiota e sexista. Só falta voltarem as vozes que queriam impedir o exercício de certos cargos por mulheres que não se comprometessem a não engravidar.

segunda-feira, maio 12, 2008

Humor?

O problema deve ser meu - se eu só achava piada a uma ínfima parte dos sketches dos Gato Fedorento, não achei nenhuma ao episódio dos Contemporâneos que vi. Li em vários blogs grandes elogios ao novo programa humorístico, que me fazem pasmar porque eu não gostei mesmo nada.

Para ti


Katie Melua, "If you were a sailboat"

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night.

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.

quinta-feira, maio 08, 2008

Blogs do Sapo

Ainda não compreendi o porquê da debandada de blogs para o Sapo. A mim nunca me passaria pela cabeça ter uma trabalheira com migração de ficheiros, mudanças de template, etc. etc (mas eu não ligo nenhuma a essas minudências e não me divirto nada a ir às "entranhas" do blog). Mas para além disso, qual é afinal a vantagem de mudar de "operador"? O que é que melhora? Na verdade, como leitora, a maior diferença que noto é que são raras as vezes em que consigo aceder à primeira a um blog do Sapo. Vem quase sempre uma mensagem de "não é possível encontrar o servidor" antes de a página se abrir. O que não me parece ser nenhuma vantagem...

segunda-feira, maio 05, 2008

25 de Abril e Peniche

Sugeriu Pacheco Pereira, na Quadratura do Círculo, novas formas de comemorar a Revolução de 1974, associando as comemorações, por exemplo, ao restauro ou divulgação de património. Tenho uma sugestão a dar a esse propósito: restaurar o forte de Peniche. Praça-forte seiscentista, é um testemunho importante da arquitectura militar da nossa época moderna, que semeou fortalezas por vários pontos estratégicos da nossa costa marítima. Prisão de alta segurança para presos políticos durante o Estado Novo, aí esteve Álvaro Cunhal, e daí fugiu, juntamente com outros prisioneiros, protagonizando uma de entre outras espectaculares fugas que esta prisão conheceu. Parte do forte está transformado num museu, que não visitei; o resto está no estado lamentável que se pode ver nas fotografias...

Perspectiva geral do pátio; ao fundo, antiga capela que servia como isolamento

Pormenor da entrada na parte do isolamento

Janelas do bloco das celas

O antigo campanário

terça-feira, abril 29, 2008

Imperfeição

Não me recordo bem, mas sei que há uma qualquer história grega sobre a inveja dos deuses quando a felicidade humana é demasiada.

segunda-feira, abril 28, 2008

Instalado

Não dei por ele entrar. Senti algo húmido nas mãos, olhei e vi um focinho peludo e pedinchão a olhar para mim. Afastei ligeiramente a cadeira. Saltou, lambeu-me e instalou-se-me no colo. Aqui está há mais de um quarto de hora, imóvel.

Dias azuis

Cheios de sol, de luz, de mar. Cheios de tempo a passar devagarinho, de pôr do sol, ondas, gaivotas, fotografias, horas passadas a ler. Cheios de beijos, abraços, mãos enlaçadas e harmonia.

sexta-feira, abril 18, 2008

Não podes ausentar-te, amor

Sais por uns dias sem mim. E o que acontece enquanto não estás? O teu Benfica perde 5 a 3. O tempo torna-se um caos, com chuva intensa, vento e frio. O meu computador manda à vida o segundo carregador e vai para a assistência técnica. Luís Filipe Menezes demite-se. O fulano que apareceu para salvar o Boavista é levado por agentes da Polícia Judiciária. Não voltes a sair sem mim, meu amor. E ainda bem que já estás mesmo a chegar, ou sei lá que mais poderia acontecer.
PS - Aconteceu mais uma: juro que ouvi na rádio a criatura Ribau (como li algures, não me recordo onde) a dizer que os problemas da liderança do PSD tinham de ser resolvidos depressa, pois em Junho tinhamos de estar todos unidos a torcer pela selecção nacional no Europeu.

terça-feira, abril 15, 2008

Acordo?

Devo ser eu que não entendo, mas será que a principal diferença entre um texto escrito em português de Portugal e outro em português do Brasil é o "c" de acção ou o "¨" de linguiça? Ou será antes a forma de construção das frases, a utilização do gerúndio, uma série de palavras com sentido diferente e, mais do que tudo, a forma de incorporar na língua as palavras estrangeiras?
O que fará o acordo relativamente a palavras tão diferentes como "hormona" e "hormônio"? Tira-se o acento circunflexo e fica tudo resolvido? E quanto ao género de "trema", que nós dizemos no masculino e que tenho lido no feminino em textos brasileiros a propósito da queda desse sinal? Ao eliminar-se, deixa de se pôr a questão?
Tornará o acordo ortográfico utilizáveis por nós livros técnicos traduzidos no Brasil? Não seria muito mais útil procurar uniformizar a linguagem científico-técnica, tão diferente, que se usa de um e outro lado do Oceano do que palavras que não causam confusão nenhuma?
Será tornar uniforme escrever António e Antônio? Como ficará um documento oficial assinado entre ambos os países com essas palavras de grafias duplas? Basta que "acção" deixe de ter "c" e "linguiça" trema para tudo se resolver?
E para que é que andaram a tirar os acentos de "parámos" ou de "jóia"? Muda o som da palavra, e no primeiro caso o sentido. Se "joio" se lê "ô", como é que "joia" não se vai ler da mesma forma, a partir do momento em que o acento desaparece?

segunda-feira, abril 14, 2008

domingo, abril 13, 2008

Um dia, como será? (2)

A letra da canção dos Beatles vem a propósito do programa da Maria Elisa sobre os idosos. O tema toca-me muito, magoa-me demasiado. É um espinho. Vivo-o há uns 15 anos. Não deixará de magoar quando o meu pai, inválido, depois da minha mãe inválida, já cá não estiver. Incomodar-me-á sempre, picará pela memória e pelo medo. Não quero isso para mim nem para mais nenhum dos meus. Não quero a minha velhice assim nem para a minha filha, nem para o meu marido.

Um dia, como será?

When I get older losing my hair
Many years from now
Will you still be sending me a Valentine
Birthday greetings, bottle of wine

If I'd been out till quarter to three
Would you lock the door
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four

You'll be older too
And if you say the word
I could stay with you

I could be handy, mending a fuse
When your lights have gone
You can knit a sweater by the fireside
Sunday mornings go for a ride
Doing the garden, digging the weeds
Who could ask for more
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four

Every summer we can rent a cottage
In the Isle of Wight, if it's not too dear
We shall scrimp and save
Grandchildren on your knee
Vera Chuck & Dave

Send me a postcard, drop me a line
Stating point of view
Indicate precisely what you mean to say
Yours sincerely, wasting away
Give me your answer, fill in a form
Mine for evermore
Will you still need me, will you still feed me
When I'm sixty-four.