sexta-feira, novembro 16, 2007
quarta-feira, novembro 14, 2007
Justiça árabe
Ler esta notícia revoltou-me até às entranhas.
O caso pode-se resumir a isto: uma mulher saudita foi violada por um grupo de assaltantes que se aproximou do carro onde ela estava com um homem. A vítima foi condenada a 90 vergastadas por estar num carro sozinha com um homem com quem não era casada. Tendo apelado da sentença, viu-a agravada, acabando condenada a 6 meses de prisão e a 200 chicotadas.
Não, não me peçam respeito pela cultura, tradição e sei lá que mais de um povo que julga assim uma mulher.
O caso pode-se resumir a isto: uma mulher saudita foi violada por um grupo de assaltantes que se aproximou do carro onde ela estava com um homem. A vítima foi condenada a 90 vergastadas por estar num carro sozinha com um homem com quem não era casada. Tendo apelado da sentença, viu-a agravada, acabando condenada a 6 meses de prisão e a 200 chicotadas.
Não, não me peçam respeito pela cultura, tradição e sei lá que mais de um povo que julga assim uma mulher.
segunda-feira, novembro 05, 2007
sexta-feira, outubro 26, 2007
Blogs solidários

Quebro sempre correntes que me cheguem por mail, blog ou outra via. Refiro esta apenas para agradecer ao Cap a minha nomeação como blogger solidária. Mas, fiel à minha embirração por cadeias, não nomeio outros blogs - passo o testemunho remetendo para Mumemo, de novo (como mais alguém já fez, aliás; obrigada pela divulgação!). Mais informações que me chegaram entretanto dizem-me que a Irmã Susana integrou na creche muitas crianças novas que ainda não têm padrinhos, e precisam de apoio, pois são meninos órfãos ou cujas famílias vivem com imensas dificuldades.
Ser padrinho custa pouco. Bastam 130€ por ano (dedutíveis para efeitos de IRS) para garantir a comida e o vestuário de um menino de Mumemo, e até o seu alojamento se for necessário. Podem associar-se várias pessoas para apadrinhar uma mesma criança, dividindo-se assim a despesa. Veja como fazê-lo aqui.
domingo, outubro 21, 2007
Notícias de Mumemo
Nestes anos de blogosfera, houve muitos momentos fortes e tocantes. Um dos mais especiais foi um projecto de solidariedade, o Proximizade, que me deu a conhecer a Apoiar e Mumemo.
O Proximizade acabou, mas as necessidades de Mumemo não. Por isso, deixo aqui as notícias e as fotos que acabam de me chegar desse cantinho de Moçambique.


Foi em 2005 que tomei conhecimento desta instituição. Desde então, o centro infantil Madre Maria Clara aumentou o número de crianças que acolhe de 110 para 350, e, como as fotografias mostram, já não se vêem barrigas inchadas e olhos tristes, mas caras alegres e saudáveis de meninos bem alimentados. 200 deles frequentam as aulas na creche e os 150 mais velhos andam na escola primária do ensino oficial. A creche dá de comer a todos e conta agora com 12 educadoras, 1 senhora para limpeza, 1 cozinheira e 1 ajudante.
O dinheiro enviado pelos padrinhos cobre as despesas de alimentação, vestuário e fardas das crianças e o pagamento de ordenados do pessoal, dando também para sustentar o lar de órfãos recentemente inaugurado, onde já habitam 45 crianças.
Os links estão no post, sigam-nos e colaborem. Há crianças que agradecem.
O Proximizade acabou, mas as necessidades de Mumemo não. Por isso, deixo aqui as notícias e as fotos que acabam de me chegar desse cantinho de Moçambique.


Foi em 2005 que tomei conhecimento desta instituição. Desde então, o centro infantil Madre Maria Clara aumentou o número de crianças que acolhe de 110 para 350, e, como as fotografias mostram, já não se vêem barrigas inchadas e olhos tristes, mas caras alegres e saudáveis de meninos bem alimentados. 200 deles frequentam as aulas na creche e os 150 mais velhos andam na escola primária do ensino oficial. A creche dá de comer a todos e conta agora com 12 educadoras, 1 senhora para limpeza, 1 cozinheira e 1 ajudante.
O dinheiro enviado pelos padrinhos cobre as despesas de alimentação, vestuário e fardas das crianças e o pagamento de ordenados do pessoal, dando também para sustentar o lar de órfãos recentemente inaugurado, onde já habitam 45 crianças.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Fourty something
Com os 40, as maleitas aparecem mesmo. Ele é o colesterol que nunca se tinha manifestado, as varizes que surgem que nem cogumelos depois da chuva, as noitadas que deixam sequelas, as digestões difíceis do que dantes nem se dava por se ter comido, as costas que doem, a coluna que entorta... Se calhar, é a maneira de o nosso corpo nos obrigar a dar-lhe atenção e a diminuir a quantidade de parvoeiras que exigimos dele anos a fio. Mas não tem piada, seja como for. Custa sentir que se está a deixar de ser jovem. (Assim, "está a deixar"; porque "deixou" faz sentir ainda pior; mesmo não tendo eu nem metade das mazelas acima indicadas).
domingo, outubro 14, 2007
quinta-feira, outubro 04, 2007
quarta-feira, outubro 03, 2007
Duas notícias
Nos últimos dias, duas notícias chocaram-me especialmente. A total falta de tempo adiou a referência a elas; aqui ficam agora.
Uma, a de uma bomba que explodiu no exacto sítio onde estive menos de um mês antes, no Parque do Sultão, na capital das Maldivas, ferindo turistas que ali estavam como nós estivemos, felizes e despreocupados numas férias que prometiam ser paradisíacas - as nossas foram-no, as deles ficaram ensanguentadas por um atentado bombista. Um casal inglês em lua-de-mel ficou com queimaduras em grande parte do corpo. Podiamos ter sido nós.
A outra, a do que se passa na Birmânia. A força de um exército contra manifestantes pacíficos, a suspeita da morte de mais um milhar de pessoas, sobretudo monges. Mas a Birmânia fica longe, não está no centro das atenções, nem creio que tenha petróleo ou outros recursos que importem...
Uma, a de uma bomba que explodiu no exacto sítio onde estive menos de um mês antes, no Parque do Sultão, na capital das Maldivas, ferindo turistas que ali estavam como nós estivemos, felizes e despreocupados numas férias que prometiam ser paradisíacas - as nossas foram-no, as deles ficaram ensanguentadas por um atentado bombista. Um casal inglês em lua-de-mel ficou com queimaduras em grande parte do corpo. Podiamos ter sido nós.
A outra, a do que se passa na Birmânia. A força de um exército contra manifestantes pacíficos, a suspeita da morte de mais um milhar de pessoas, sobretudo monges. Mas a Birmânia fica longe, não está no centro das atenções, nem creio que tenha petróleo ou outros recursos que importem...
quinta-feira, setembro 27, 2007
Notável
Consegui chegar até hoje sem ouvir nenhum dos candidatos à liderança do PSD dizer o que quer que seja.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Erros imperdoáveis
Costumo ler o DN e o Público on-line. Os pontapés à ortografia e as gralhas acumulam-se de uma forma espantosa. Hoje, na notícia do DN (não assinada) sobre a fotografia de uma menina loura em Marrocos que a Interpol está a analisar, por duas vezes se confunde "à" com "há".
terça-feira, setembro 25, 2007
Annie's song
You fill up my senses like a night in a forest
Like the mountains in springtime, like a walk in the rain
Like a storm in the desert, like a sleepy blue ocean
You fill up my senses, come fill me again.
Come let me love you, let me give my life to you
Let me drown in your laughter, let me die in your arms
Let me lay down beside you, let me always be with you
Come let me love you, come love me again.
You fill up my senses like a night in a forest
Like the mountains in springtime, like a walk in the rain
Like a storm in the desert, like a sleepy blue ocean
You fill up my senses, come fill me again.
John Denver
Like the mountains in springtime, like a walk in the rain
Like a storm in the desert, like a sleepy blue ocean
You fill up my senses, come fill me again.
Come let me love you, let me give my life to you
Let me drown in your laughter, let me die in your arms
Let me lay down beside you, let me always be with you
Come let me love you, come love me again.
You fill up my senses like a night in a forest
Like the mountains in springtime, like a walk in the rain
Like a storm in the desert, like a sleepy blue ocean
You fill up my senses, come fill me again.
John Denver
sábado, setembro 22, 2007
Reflexões ao final de uma tarde de sol
É curioso como bastam certos sons ou cheiros para o passado se fazer presente. Os risos, gritos e sons de bolas a bater nas balizas que entram pela varanda aberta evocam as imensas horas de trabalho sentada a esta secretária, nesta casa que deixou de ser o meu lar e onde só volto de passagem. Engraçado: são recordações felizes, apesar de esses tempos não poderem ser considerados como tal. O crivo da memória guardou apenas o lado bom? Talvez, mas não só. Acho que passa pela reconciliação com o passado, que permite voltar a ele sem mágoa e ver o melhor que teve; olhar para o passado sem filtros nem cor-de-rosa, nem negros.
quinta-feira, setembro 20, 2007
Pontes de Paris

(foto daqui)
Sous le pont Mirabeau coule la Seine
Et nos amours
Faut-il qu'il m'en souvienne
La joie venait toujours après la peine.
Vienne la nuit sonne l'heure
Les jours s'en vont je demeure...
G. Apollinaire, Alcools (1912)
quarta-feira, setembro 19, 2007
sábado, setembro 15, 2007
quinta-feira, setembro 13, 2007
sábado, setembro 08, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)




