sábado, agosto 25, 2007
quinta-feira, julho 26, 2007
Políticas de incentivo à natalidade
Cálculo do que vou gastar em livros escolares no próximo ano lectivo: 200€. Fora cadernos, lápis, esferográficas, borrachas, afiadeiras, etc, etc, etc.
sexta-feira, julho 20, 2007
Para mais tarde recordar
Os três e o cão no campo de jogos. Ele na trotinete, com o cão atrás. Elas nos patins, a amiga a ensinar a minha filha a andar sobre rodas. Equipada com joelheiras, cotoveleiras e capacete (mas sem protecção traseira, que faz falta), ainda se desequilibra, mas está feliz a aprender. Os trambolhões de ontem não a fizeram desistir. Ouço os gritos contentes que me chegam pela janela aberta. Sorrio e penso no tempo que já passou desde os primeiros "momentos Kodak" que deixei registados em blog.
quarta-feira, julho 11, 2007
Coisas que a gente aprende...
... ao consultar a cronologia dos reis de Portugal nas Páginas Oficiais da Casa Real Portuguesa.
Nunca soube os cognomes dos reis da 4ª Dinastia. Fiquei a saber que o D. Pedro II foi "o pacífico", D. Pedro IV "o rei soldado", D. Miguel "o tradicionalista", D. Carlos "o martirizado", e que o pobre D. Manuel II, não lhe bastasse já ter sido deposto e mandado para o exílio, levou com a piroseira de "o rei saudade".
Nunca soube os cognomes dos reis da 4ª Dinastia. Fiquei a saber que o D. Pedro II foi "o pacífico", D. Pedro IV "o rei soldado", D. Miguel "o tradicionalista", D. Carlos "o martirizado", e que o pobre D. Manuel II, não lhe bastasse já ter sido deposto e mandado para o exílio, levou com a piroseira de "o rei saudade".
quinta-feira, junho 21, 2007
1,1%
Uma parte dessa pequeníssima percentagem de alunos com Muito Bom na prova de aferição de Português do 6º ano mora aqui.
(Sim, estou orgulhosa, e não resisti a deixar esta nota. Acho que quem a ler perdoará e compreenderá a minha vaidade.)
(Sim, estou orgulhosa, e não resisti a deixar esta nota. Acho que quem a ler perdoará e compreenderá a minha vaidade.)
domingo, junho 10, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
quinta-feira, maio 10, 2007
Só para tirar o post de baixo
Estou farta de ver aqui o post de baixo. Se bem que se mantém actual: nada foi devidamente esclarecido. Por isso, escrevo umas linhas. Mas não tenho tempo para blogar - não tenho tempo nenhum. Ou falaria do nó no estômago que tenho a cada vez que penso no que sentirão os pais da menina desaparecida. Do vómito que me dão as notícias (notícias?) histéricas sobre o assunto. Da minha filha que aqui ao lado, na cozinha, faz panquecas sozinha. Da Primavera exuberante que, de repente, irrompeu no terreno em frente a casa, enchendo o baldio de flores. De um pé amolgado. De um cão deitado aos meus pés. Da multiplicação da roupa para lavar e pôr a secar. Do eterno agradecimento que me merece o inventor da máquina de lavar roupa.
Mas não tenho tempo. E o blog fica assim, ao abandono. Pelo menos, sem o post anterior no topo.
Mas não tenho tempo. E o blog fica assim, ao abandono. Pelo menos, sem o post anterior no topo.
quarta-feira, abril 18, 2007
Dias perplexos
Não consigo perceber nada deste folhetim que já fede dos percursos académicos do nosso PM. Acompanho a questão com os olhos arregalados de espanto. Ando perplexa com este país de opereta onde não sei por que carga de água nasci.
terça-feira, abril 10, 2007
quarta-feira, abril 04, 2007
domingo, abril 01, 2007
domingo, março 25, 2007
Os grandes portugueses
Este concurso é absolutamente idiota. Comparar Aristides de Sousa Mendes com D. Afonso Henriques não faz o menor sentido, e fazer documentários a tentar provar que cada um dos candidatos é melhor do que o outro é no mínimo imbecil.
Se aproveitassem a ideia do concurso para fazer bons programas sobre figuras importantes da nossa história, objectivos e não apologéticos, podia ser interessante e educativo. Assim, não.
Se aproveitassem a ideia do concurso para fazer bons programas sobre figuras importantes da nossa história, objectivos e não apologéticos, podia ser interessante e educativo. Assim, não.
quinta-feira, março 22, 2007
Sobre engenheiros e doutores
O meu ex-marido era licenciado numa área de Ciências em que existe o curso de engenharia. Várias pessoas o tratavam por "sr. engenheiro", coisa que ele corrigia imediatamente, pois o título a que tinha direito como licenciado era o de "sr. dr.".
José Sócrates, sendo possuidor de uma licenciatura, tem o direito (creio eu) a ser chamado "sr. dr.". Não pode é ser chamado "sr. engenheiro" sem estar inscrito na ordem dos engenheiros. Não foi agora, por certo, que o descobriu. Nem foi por certo ingenuamente que se deixou tratar dessa forma ao longo dos anos. O título de engenheiro é um bom cartão de visita, neste nosso país, mas não deve ser usado por quem não o possui. Sobretudo quando se é primeiro-ministro.
José Sócrates, sendo possuidor de uma licenciatura, tem o direito (creio eu) a ser chamado "sr. dr.". Não pode é ser chamado "sr. engenheiro" sem estar inscrito na ordem dos engenheiros. Não foi agora, por certo, que o descobriu. Nem foi por certo ingenuamente que se deixou tratar dessa forma ao longo dos anos. O título de engenheiro é um bom cartão de visita, neste nosso país, mas não deve ser usado por quem não o possui. Sobretudo quando se é primeiro-ministro.
Cenas da vida de um cão de família
Há meses que não faz chichis fora do sítio, e a porta do meu quarto passou a estar aberta com mais frequência. Quando dá por ela, entra e instala-se. O fundo da cama é o seu local predilecto.
Quando comemos, salta para a cadeira vaga, coloca a ponta do focinho em cima da mesa e observa. Lambe os beiços, olha-nos com ar esperançoso, mas não pede nada: observa. No final da refeição, salta para o chão e vai comer a sua comida.
Lança-nos olhares ofendidos quando é hora de ir dormir e lhe vedamos o acesso à zona dos quartos. Por vezes fica a ganir, sobretudo quando percebe que ainda estamos acordados e não o deixamos estar connosco. De manhã, recebe-nos em júbilo, pulando como uma bola peluda feliz.
Quando comemos, salta para a cadeira vaga, coloca a ponta do focinho em cima da mesa e observa. Lambe os beiços, olha-nos com ar esperançoso, mas não pede nada: observa. No final da refeição, salta para o chão e vai comer a sua comida.
Lança-nos olhares ofendidos quando é hora de ir dormir e lhe vedamos o acesso à zona dos quartos. Por vezes fica a ganir, sobretudo quando percebe que ainda estamos acordados e não o deixamos estar connosco. De manhã, recebe-nos em júbilo, pulando como uma bola peluda feliz.
quinta-feira, março 15, 2007
quarta-feira, março 14, 2007
Anti-stress no final de um dia demasiado preenchido e comprido
Anatomia de Grey, 2ª temporada, parte 2.
segunda-feira, março 05, 2007
Amor em paz
Hoje tive uma boa surpresa, ao abrir o Memória Virtual e descobrir uma das músicas de que mais gosto: Amor em paz, na voz da Paula Morelenbaum. Há quanto tempo a não ouvia! Obrigada, Leonel :-)
Sapices
Não há como ficar com um Sapo sem pio para ter vontade de postar.
(E para ter vontade de mudar de fornecedor de net, já agora também).
(E para ter vontade de mudar de fornecedor de net, já agora também).
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Desoras e aniversários
Continuando o post anterior: há coisas que só como coruja fazia. Por exemplo, escrever no blog. Suspeito que, se fizesse um estudo estatístico das horas a que já postei, o serão e a madrugada ganhariam com larga vantagem. Aliás, o meu primeiro post foi escrito a desoras, mais precisamente às 2h53. No dia 18 de Fevereiro de 2004, fez há dias três anos sem que eu desse por ela - assim ando eu, tão pouco atenta ao mundo blogosférico que esqueço uma data muito mais marcante do que alguma vez eu poderia ter pensado quando me apeteceu ter um blog.
A todos quantos tiveram a pachorra de me aturar ao longo de todo este tempo, e que continuam a vir aqui espreitar apesar do pouco que escrevo agora, muito obrigada!
A todos quantos tiveram a pachorra de me aturar ao longo de todo este tempo, e que continuam a vir aqui espreitar apesar do pouco que escrevo agora, muito obrigada!
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Oceano Pacífico
A cada vez que tenho o rádio sintonizado na RFM e ouço o genérico do Oceano Pacífico, sorrio. Recordo longos serões a estudar para as frequências. Horas e horas em torno de folhas e livros, acompanhada pelas músicas calmas de um programa tranquilo. Vinte anos depois, o programa continua igual - e eu continuo a passar serões rodeada de livros e folhas. Apesar de as noitadas terem terminado e a coruja em que me tinha transformado ter sido substituída por um pássaro (demasiado) madrugador.
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Não
No dia 11, voto “não” no referendo.
Não, não considero o aborto um direito da mulher.
Não, não quero que o aborto seja livre a pedido da mulher, sem razões ponderosas que o justifiquem e que já estão, a meu ver, contempladas na actual lei.
Não, não percebo o limite das 10 semanas previstas na pergunta que nos é colocada no referendo. 10 semanas desde a data da última menstruação? 10 semanas de gravidez efectiva? Porquê 10 semanas, em qualquer dos casos? Ainda não consegui encontrar razões científicas que justifiquem a escolha desse prazo. Aliás, no anterior referendo não se pugnava por um limite de 12 semanas? Porquê o recuo para menos duas semanas?
Não, não percebo a lógica de considerar que o “sim” à pergunta do referendo resolverá o problema do aborto clandestino em Portugal. Às 11 semanas um aborto continuará a constituir um crime pelo qual a mulher deverá ser punida: desejam os apoiantes do “sim” que a mulher que o faça vá para a prisão? Diz a pergunta que ela só poderá abortar em estabelecimento de saúde autorizado – e se o fizer no vão da escada, ainda que dentro do prazo das 10 semanas, irá a julgamento e será presa e isso será aplaudido?
Não, não sou insensível aos problemas sociais que o aborto envolve. Sou até por demais sensível ao que defende, por exemplo, a Drª Maria de Belém Roseira e ao argumento de que só trazendo o aborto para a legalidade é que se pode atacá-lo, criando um sistema de apoio às mulheres que passará por esclarecimentos, consultas, etc. Mas não sei se um tal sistema será implementado em Portugal (o governo faz contas sobre quanto custariam os abortos e quantos se poderiam fazer, mas não abre a boca sobre o que pretende verdadeiramente implementar caso vença o “sim”).
Não, não percebo porque é que, com a actual lei (tão parecida com a espanhola) não existe um tipo de apoio à mulher grávida em situação de tal forma complicada que não veja como pode levar em frente a gravidez – não se enquadrará isso dentro do que na lei está previsto de danos para a saúde física ou psíquica da mulher? Não será possível melhorar a lei existente, melhorar a sua aplicação, sem se liberalizar o aborto a pedido como agora se pretende?
Resumindo e concluindo: não, não consigo olhar para a questão do aborto apenas do lado da mulher que não deseja a gravidez. Vejo também o das crianças que não chegarão a nascer e que são vida humana, única e irrepetível. E está dentro de mim, escrito a letras indeléveis, “Não matarás”.
Perguntam-me no referendo: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” Eu, em consciência (e depois de muito pensar, repensar, ouvir, discutir, pesar todos os argumentos), só posso responder que não, não concordo.
Não, não considero o aborto um direito da mulher.
Não, não quero que o aborto seja livre a pedido da mulher, sem razões ponderosas que o justifiquem e que já estão, a meu ver, contempladas na actual lei.
Não, não percebo o limite das 10 semanas previstas na pergunta que nos é colocada no referendo. 10 semanas desde a data da última menstruação? 10 semanas de gravidez efectiva? Porquê 10 semanas, em qualquer dos casos? Ainda não consegui encontrar razões científicas que justifiquem a escolha desse prazo. Aliás, no anterior referendo não se pugnava por um limite de 12 semanas? Porquê o recuo para menos duas semanas?
Não, não percebo a lógica de considerar que o “sim” à pergunta do referendo resolverá o problema do aborto clandestino em Portugal. Às 11 semanas um aborto continuará a constituir um crime pelo qual a mulher deverá ser punida: desejam os apoiantes do “sim” que a mulher que o faça vá para a prisão? Diz a pergunta que ela só poderá abortar em estabelecimento de saúde autorizado – e se o fizer no vão da escada, ainda que dentro do prazo das 10 semanas, irá a julgamento e será presa e isso será aplaudido?
Não, não sou insensível aos problemas sociais que o aborto envolve. Sou até por demais sensível ao que defende, por exemplo, a Drª Maria de Belém Roseira e ao argumento de que só trazendo o aborto para a legalidade é que se pode atacá-lo, criando um sistema de apoio às mulheres que passará por esclarecimentos, consultas, etc. Mas não sei se um tal sistema será implementado em Portugal (o governo faz contas sobre quanto custariam os abortos e quantos se poderiam fazer, mas não abre a boca sobre o que pretende verdadeiramente implementar caso vença o “sim”).
Não, não percebo porque é que, com a actual lei (tão parecida com a espanhola) não existe um tipo de apoio à mulher grávida em situação de tal forma complicada que não veja como pode levar em frente a gravidez – não se enquadrará isso dentro do que na lei está previsto de danos para a saúde física ou psíquica da mulher? Não será possível melhorar a lei existente, melhorar a sua aplicação, sem se liberalizar o aborto a pedido como agora se pretende?
Resumindo e concluindo: não, não consigo olhar para a questão do aborto apenas do lado da mulher que não deseja a gravidez. Vejo também o das crianças que não chegarão a nascer e que são vida humana, única e irrepetível. E está dentro de mim, escrito a letras indeléveis, “Não matarás”.
Perguntam-me no referendo: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” Eu, em consciência (e depois de muito pensar, repensar, ouvir, discutir, pesar todos os argumentos), só posso responder que não, não concordo.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
12 anos

144 meses
4382 dias
105168 horas
4382 dias
105168 horas
Todos esses meses, todos esses dias, todas essas horas foram passadas contigo no coração. Muitos parabéns, filha querida! E que eu saiba e possa continuar a estar ao teu lado e a ajudar-te a teres força nas asas que começas a saber usar sozinha, para que voes bem alto e eu te veja e me orgulhe sempre de ti.
terça-feira, janeiro 30, 2007
Donos precisam-se
Acabo de receber dois mails a pedir donos para uma ninhada de cachorrinhos encontrados na rua com a mãe, assim como para uma cadelinha rottweiller de dez meses cuja dona tem de deixar por ir viver para o estrangeiro e que é meiga, obediente e está habituada a viver num apartamento.
Ficam as fotos dos rafeiritos e da mãe (não consigo publicar as fotos da cadelinha, quem quiser pode pedir-mas por mail nos comentários) e os contactos para o caso de alguém se interessar.
Para os rafeiritos: 939314939 ou 966611919
Para a cadelinha: 919273181
Ficam as fotos dos rafeiritos e da mãe (não consigo publicar as fotos da cadelinha, quem quiser pode pedir-mas por mail nos comentários) e os contactos para o caso de alguém se interessar.
Para os rafeiritos: 939314939 ou 966611919
Para a cadelinha: 919273181


quarta-feira, janeiro 24, 2007
Momento notável
O meu teimosíssimo cão obedeceu, sem ser necessário repetir uma dúzia de vezes nem dar-lhe uma pequena ajuda, à ordem "Deita". Por três vezes.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Para mais tarde recordar
Vejo-a da janela. Corre com o cão ao lado pelo jardim, felizes os dois. Está grande, a minha pequenina, praticamente tão alta como eu. Quando a abraço, já não tenho de me dobrar sobre ela; pelo contrário, é ela quem dobra o pescoço para apoiar a cabeça no meu ombro. O seu corpo é já o de uma mulherzinha.
Corre com o cabelo ao vento, feliz. Vejo-a da janela e verifico, uma vez mais, que não dei pelo passar do tempo.
Corre com o cabelo ao vento, feliz. Vejo-a da janela e verifico, uma vez mais, que não dei pelo passar do tempo.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Ocasiões em que gostava de não ter (bom) olfacto
Dentro de um expresso da rodoviária atulhado de gente, e com um vizinho de banco enorme e... mal cheiroso.
sábado, janeiro 13, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
TLEBS
Tenho acompanhado com a atenção possível e muita apreensão o que se tem escrito sobre a TLEBS. A apreensão aumenta depois de ler o último post do Francisco José Viegas sobre o assunto.
Quando eu andava na escola, aprendi uma gramática esquisita, em que havia sintagmas e diagramas que pareciam árvores. Nunca me serviu de nada para escrever ou interpretar melhor um texto. Não me ajudou a compreender melhor o funcionamento da língua; acho que apenas me serviu para me enfadar.
O que me serviu, e de muito, foi a gramática tradicional, que aprendia, em simultâneo, nas aulas de francês fora do ensino oficial. Aí sim, aprofundei o que tinha começado a ser ministrado na escola primária (feita até à 3ª classe antes do 25/4, note-se); sabia quais as funções das palavras nas frases, sabia dividir orações, etc, etc, etc. Sem isso, não teria aprendido francês correctamente nem teria percebido alguma coisa da gramática latina.
Ensinem nas escolas noções básicas de gramática. Expliquem aos alunos o que são sujeitos, predicados, complementos directos, indirectos, circunstanciais, etc. Ensinem a aplicar correctamente a pontuação. Usem o bom senso, e os resultados em português serão melhores!
Quando eu andava na escola, aprendi uma gramática esquisita, em que havia sintagmas e diagramas que pareciam árvores. Nunca me serviu de nada para escrever ou interpretar melhor um texto. Não me ajudou a compreender melhor o funcionamento da língua; acho que apenas me serviu para me enfadar.
O que me serviu, e de muito, foi a gramática tradicional, que aprendia, em simultâneo, nas aulas de francês fora do ensino oficial. Aí sim, aprofundei o que tinha começado a ser ministrado na escola primária (feita até à 3ª classe antes do 25/4, note-se); sabia quais as funções das palavras nas frases, sabia dividir orações, etc, etc, etc. Sem isso, não teria aprendido francês correctamente nem teria percebido alguma coisa da gramática latina.
Ensinem nas escolas noções básicas de gramática. Expliquem aos alunos o que são sujeitos, predicados, complementos directos, indirectos, circunstanciais, etc. Ensinem a aplicar correctamente a pontuação. Usem o bom senso, e os resultados em português serão melhores!
segunda-feira, janeiro 01, 2007
Pondo em ordem a casa
1) Escolher um template: só podia ser este, claro!
2) Arranjar a barra da direita: mudar o que vem de origem e reduzir ao mínimo. Sem links, porque não tenho tempo nem pachorra para isso, como a lista vergonhosamente desactualizada do "Um pouco mais de azul" bem demonstra.
3) O lema do blog é diferente do anterior. Antes, era "O meu blog. Porque me apetece". Agora, é "O meu blog. Quando me apetece". Não prometo a menor assiduidade na escrita: vai ser mesmo quando me der na veneta, ao sabor do pouco tempo de que disponho para estas lides.
2) Arranjar a barra da direita: mudar o que vem de origem e reduzir ao mínimo. Sem links, porque não tenho tempo nem pachorra para isso, como a lista vergonhosamente desactualizada do "Um pouco mais de azul" bem demonstra.
3) O lema do blog é diferente do anterior. Antes, era "O meu blog. Porque me apetece". Agora, é "O meu blog. Quando me apetece". Não prometo a menor assiduidade na escrita: vai ser mesmo quando me der na veneta, ao sabor do pouco tempo de que disponho para estas lides.
Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
domingo, dezembro 31, 2006
Way to blue

Don't you have a word to show what may be done
Have you never heard a way to find the sun
Tell me all that you may know
Show me what you have to show
Won't you come and say
If you know the way to blue?
Have you seen the land living by the breeze
Can you understand a light among the trees
Tell me all that you may know
Show me what you have to show
Tell us all today
If you know the way to blue?
Look through time and find your rhyme
Tell us what you find
We will wait at your gate
Hoping like the blind.
Can you now recall all that you have known?
Will you never fall
When the light has flown?
Tell me all that you may know
Show me what you have to show
Won't you come and say
If you know the way to blue?
Nick Drake, Way To Blue
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