quinta-feira, maio 10, 2007

Só para tirar o post de baixo

Estou farta de ver aqui o post de baixo. Se bem que se mantém actual: nada foi devidamente esclarecido. Por isso, escrevo umas linhas. Mas não tenho tempo para blogar - não tenho tempo nenhum. Ou falaria do nó no estômago que tenho a cada vez que penso no que sentirão os pais da menina desaparecida. Do vómito que me dão as notícias (notícias?) histéricas sobre o assunto. Da minha filha que aqui ao lado, na cozinha, faz panquecas sozinha. Da Primavera exuberante que, de repente, irrompeu no terreno em frente a casa, enchendo o baldio de flores. De um pé amolgado. De um cão deitado aos meus pés. Da multiplicação da roupa para lavar e pôr a secar. Do eterno agradecimento que me merece o inventor da máquina de lavar roupa.
Mas não tenho tempo. E o blog fica assim, ao abandono. Pelo menos, sem o post anterior no topo.

quarta-feira, abril 18, 2007

Dias perplexos

Não consigo perceber nada deste folhetim que já fede dos percursos académicos do nosso PM. Acompanho a questão com os olhos arregalados de espanto. Ando perplexa com este país de opereta onde não sei por que carga de água nasci.

quarta-feira, abril 04, 2007

Mais dias calados

Páscoa Feliz para todos - a minha será longe da rotina, do computador, daqui.

domingo, março 25, 2007

Os grandes portugueses

Este concurso é absolutamente idiota. Comparar Aristides de Sousa Mendes com D. Afonso Henriques não faz o menor sentido, e fazer documentários a tentar provar que cada um dos candidatos é melhor do que o outro é no mínimo imbecil.
Se aproveitassem a ideia do concurso para fazer bons programas sobre figuras importantes da nossa história, objectivos e não apologéticos, podia ser interessante e educativo. Assim, não.

quinta-feira, março 22, 2007

Sobre engenheiros e doutores

O meu ex-marido era licenciado numa área de Ciências em que existe o curso de engenharia. Várias pessoas o tratavam por "sr. engenheiro", coisa que ele corrigia imediatamente, pois o título a que tinha direito como licenciado era o de "sr. dr.".
José Sócrates, sendo possuidor de uma licenciatura, tem o direito (creio eu) a ser chamado "sr. dr.". Não pode é ser chamado "sr. engenheiro" sem estar inscrito na ordem dos engenheiros. Não foi agora, por certo, que o descobriu. Nem foi por certo ingenuamente que se deixou tratar dessa forma ao longo dos anos. O título de engenheiro é um bom cartão de visita, neste nosso país, mas não deve ser usado por quem não o possui. Sobretudo quando se é primeiro-ministro.

Cenas da vida de um cão de família

Há meses que não faz chichis fora do sítio, e a porta do meu quarto passou a estar aberta com mais frequência. Quando dá por ela, entra e instala-se. O fundo da cama é o seu local predilecto.

Quando comemos, salta para a cadeira vaga, coloca a ponta do focinho em cima da mesa e observa. Lambe os beiços, olha-nos com ar esperançoso, mas não pede nada: observa. No final da refeição, salta para o chão e vai comer a sua comida.

Lança-nos olhares ofendidos quando é hora de ir dormir e lhe vedamos o acesso à zona dos quartos. Por vezes fica a ganir, sobretudo quando percebe que ainda estamos acordados e não o deixamos estar connosco. De manhã, recebe-nos em júbilo, pulando como uma bola peluda feliz.

quinta-feira, março 15, 2007

quarta-feira, março 14, 2007

segunda-feira, março 05, 2007

Amor em paz

Hoje tive uma boa surpresa, ao abrir o Memória Virtual e descobrir uma das músicas de que mais gosto: Amor em paz, na voz da Paula Morelenbaum. Há quanto tempo a não ouvia! Obrigada, Leonel :-)

Sapices

Não há como ficar com um Sapo sem pio para ter vontade de postar.
(E para ter vontade de mudar de fornecedor de net, já agora também).

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Desoras e aniversários

Continuando o post anterior: há coisas que só como coruja fazia. Por exemplo, escrever no blog. Suspeito que, se fizesse um estudo estatístico das horas a que já postei, o serão e a madrugada ganhariam com larga vantagem. Aliás, o meu primeiro post foi escrito a desoras, mais precisamente às 2h53. No dia 18 de Fevereiro de 2004, fez há dias três anos sem que eu desse por ela - assim ando eu, tão pouco atenta ao mundo blogosférico que esqueço uma data muito mais marcante do que alguma vez eu poderia ter pensado quando me apeteceu ter um blog.
A todos quantos tiveram a pachorra de me aturar ao longo de todo este tempo, e que continuam a vir aqui espreitar apesar do pouco que escrevo agora, muito obrigada!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Oceano Pacífico

A cada vez que tenho o rádio sintonizado na RFM e ouço o genérico do Oceano Pacífico, sorrio. Recordo longos serões a estudar para as frequências. Horas e horas em torno de folhas e livros, acompanhada pelas músicas calmas de um programa tranquilo. Vinte anos depois, o programa continua igual - e eu continuo a passar serões rodeada de livros e folhas. Apesar de as noitadas terem terminado e a coruja em que me tinha transformado ter sido substituída por um pássaro (demasiado) madrugador.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

S. Valentim



Porque "each day is valentines day"...

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Crescer

Hoje quem fez o almoço foi a minha filha. É giro!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Não

No dia 11, voto “não” no referendo.
Não, não considero o aborto um direito da mulher.
Não, não quero que o aborto seja livre a pedido da mulher, sem razões ponderosas que o justifiquem e que já estão, a meu ver, contempladas na actual lei.
Não, não percebo o limite das 10 semanas previstas na pergunta que nos é colocada no referendo. 10 semanas desde a data da última menstruação? 10 semanas de gravidez efectiva? Porquê 10 semanas, em qualquer dos casos? Ainda não consegui encontrar razões científicas que justifiquem a escolha desse prazo. Aliás, no anterior referendo não se pugnava por um limite de 12 semanas? Porquê o recuo para menos duas semanas?
Não, não percebo a lógica de considerar que o “sim” à pergunta do referendo resolverá o problema do aborto clandestino em Portugal. Às 11 semanas um aborto continuará a constituir um crime pelo qual a mulher deverá ser punida: desejam os apoiantes do “sim” que a mulher que o faça vá para a prisão? Diz a pergunta que ela só poderá abortar em estabelecimento de saúde autorizado – e se o fizer no vão da escada, ainda que dentro do prazo das 10 semanas, irá a julgamento e será presa e isso será aplaudido?
Não, não sou insensível aos problemas sociais que o aborto envolve. Sou até por demais sensível ao que defende, por exemplo, a Drª Maria de Belém Roseira e ao argumento de que só trazendo o aborto para a legalidade é que se pode atacá-lo, criando um sistema de apoio às mulheres que passará por esclarecimentos, consultas, etc. Mas não sei se um tal sistema será implementado em Portugal (o governo faz contas sobre quanto custariam os abortos e quantos se poderiam fazer, mas não abre a boca sobre o que pretende verdadeiramente implementar caso vença o “sim”).
Não, não percebo porque é que, com a actual lei (tão parecida com a espanhola) não existe um tipo de apoio à mulher grávida em situação de tal forma complicada que não veja como pode levar em frente a gravidez – não se enquadrará isso dentro do que na lei está previsto de danos para a saúde física ou psíquica da mulher? Não será possível melhorar a lei existente, melhorar a sua aplicação, sem se liberalizar o aborto a pedido como agora se pretende?
Resumindo e concluindo: não, não consigo olhar para a questão do aborto apenas do lado da mulher que não deseja a gravidez. Vejo também o das crianças que não chegarão a nascer e que são vida humana, única e irrepetível. E está dentro de mim, escrito a letras indeléveis, “Não matarás”.
Perguntam-me no referendo: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?” Eu, em consciência (e depois de muito pensar, repensar, ouvir, discutir, pesar todos os argumentos), só posso responder que não, não concordo.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

12 anos



144 meses
4382 dias
105168 horas

Todos esses meses, todos esses dias, todas essas horas foram passadas contigo no coração. Muitos parabéns, filha querida! E que eu saiba e possa continuar a estar ao teu lado e a ajudar-te a teres força nas asas que começas a saber usar sozinha, para que voes bem alto e eu te veja e me orgulhe sempre de ti.